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Blog Vou de Bike

Postado em 13 de setembro por Eu Vou de Bike

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‘Bicicleta-cavalo’ em concurso de design

Para os ciclistas que vieram do interior e têm saudades da vida no campo, uma boa opção pode ser a bicicleta ‘Horsey‘, criada pelo designer sul-coreano Eungi Kim.

Segundo seu criador, a ‘Horsey’ é uma bicicleta adaptada com um ornamento de madeira que faz com que o quadro se transforme na silhueta de um cavalo. “Eu quis dar um olhar especial para bicicletas para que as pessoas se importem não só sobre a bicicleta como um meio de transporte, mas também como um animal de estimação adorável”, disse Kim.

A ‘Horsey’ está entre os projetos finalistas ‘Seoul Cycle Design 2010′, um concurso de design sobre bicicletas na Coreia do Sul.

- Via Gizmodo


Postado em 13 de setembro por Eu Vou de Bike

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Ideia para levar a bicicleta no carro

Navegando pelo blog FixaSampa, descobrimos um ótimo rack para bicicletas já acoplado aos veículos.

A estrutura fica sob o chassi do veículo, na parte traseira, e só aparece quando acionada pelo motorista. O rack tem capacidade para levar duas bicicletas com segurança e, pelo que vemos, ele atente a todas especificações de segurança.

O conceito não é novo. Em 2006, o blog Gizmodo já falava sobre a ideia. Segundo o blog, o rack é opcional nos modelos Corsa e Antara da Opel europeia.

Então a pergunta que fica é a seguinte: por que esse sistema não se populariza para outras marcas e para os carros vendidos aqui no Brasil? A ideia é ótima e seria muito apreciada entre os ciclistas mais sérios e também aqueles que só querem passear aos fins de semana.

Veja no vídeo abaixo como o rack funciona:

- Via Maglia Rosa e Fixa Sampa


Postado em 10 de setembro por Eu Vou de Bike

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Podcast Euvoudebike - Episódio#18

Podcast Eu Vou de Bike. A trilha sonora para o seu pedal.

Com Bike Dicas.

Inscreva-se no Podcast Euvoudebike, ou receba:

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Lista de músicas

1-) The Bike Song (Feat. Kyle Falconer and Spank Rock) - Mark Ronson & The Business Intl
2-) If I Can’t Change Your Mind - Sugar
3-) Star Sign - Teenage Fanclub
4-) Rudderless - The Lemonheads
5-) Everywhere With Helicopter - Guided By Voices
6-) Pressure Drop - The Clash
7-) I’ll Feel A Whole Lot Better - The Byrds
8-) Beautiful - Shack
9-) Route 66 - The Rolling Stones
10-) Drunken Angel - Lucinda Williams

Atenção: pedalar no trânsito com fones de ouvido é perigoso e deve ser evitado, mas em ciclovia reservada apenas para bicicletas, como a da Marginal Pinheiros em São Paulo ou a de Santos, por exemplo, pode ser bem estimulante, desde que o volume do audio não impeça a audição do meio ambiente.


Postado em 10 de setembro por Eu Vou de Bike

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Tendências para a bicicleta como meio de transporte

Na última semana, apontamos algumas cidades brasileiras que, de alguma forma, dão algum tipo de estrutura para que usa a bicicleta como meio de transporte. Mas e no futuro? O que nós, como ciclistas, queremos? Quais são os projetos, melhorias e tendências para que nos próximos anos as cidades fiquem mais amigáveis à bicicleta?

1 - Sistema de aluguel de bicicletas

O aluguel de bicicletas já é realidade em algumas cidades, como Londres, Amsterdã, Montreal e muitas outras. Aqui no Brasil, há alguns projetos em andamento no Rio de Janeiro, João Pessoa e Blumenau.

Aluguel de bicicletas
Aluguel de bicicletas em Londres

A maior vantagem do sistema de aluguel temporário de bicicletas é o incentivo ao uso da bike para pequenos trajetos ao longo do dia. Com o aluguel, o ciclista não precisa se preocupar onde vai deixar a bicicleta após o uso, ele pode usar o sistema em conjunto com outros meios públicos de transporte e até com o carro.

Um exemplo muito claro de uso do aluguel de bicicletas em São Paulo seria no centro da cidade. Naquela região, é muito complicado andar de carro porque as ruas são estreitas e é muito difícil encontrar estacionamento. O cidadão poderia chegar de metrô até o centro, alugar uma bicicleta e pedalar até seu destino final, por exemplo.

Além de beneficiar as pessoas que alugam a bicicleta individualmente, o coletivo também é beneficiado porque quanto mais bicicletas nas ruas, maior será o respeito dos motoristas. E o sistema também pode incentivar quem nunca pensou em pedalar a experimentar a bicicleta.

2 - Bicicletários bem estruturados

De que adianta a pessoa se propor a usar a bicicleta como meio de transporte se ela não vai encontrar locais seguros e adequados para guardar a bicicleta espalhados pela cidade?

Projetos como este estacionamento vertical de bicicletas no centro da Filadélfia (EUA), em um local atualmente ocupado por um estacionamento, devem ser aprimorados e exportados para outras metrópoles.

No projeto da Filadélfia, além de mais de 600 vagas de bicicletas, está prevista a instalação de uma oficina, um café e vestiários para os ciclistas.

É claro que uma estrutura desse tipo é uma coisa muito avançada e difícil de ser reproduzida. Mas já agradecemos se o número de bicicletários se expandisse e não ficasse restrito às estações de metrô e trem das cidades.

3 - Ciclofaixas e ciclovias

A criação de novas ciclovias e ciclofaixas é provavelmente a maior tendência para as cidades que pensam a bicicleta como uma alternativa ao carro. No Brasil, já existem algumas iniciativas das Prefeituras para melhorar as condições para os ciclistas que pedalam nas cidades. Porém, a maioria das cidades brasileiras ainda está longe de ter condições boas e seguras para os ciclistas circularem no trânsito urbano.


Ciclovia da Marginal Pinheiros, em São Paulo

É importante ressaltar que a ciclovia por si só não vai garantir que as pessoas usem a bicicleta. Ela precisa ser projetada para percorrer pontos estratégicos da cidade, interligar as regiões e ser bem acessível.

Além disso, é impossível ter ciclovias e ciclofaixas em todas as ruas de uma cidade. Então, ela deve ser usada especialmente em grandes avenidas e vias mais perigosas. Nas outras vias de menor tráfego, o ciclista pode e deve continuar pedalando pela rua e, de preferência, sendo respeitado pelos motoristas.

4 - Incentivo à comutação

Para que cada vez mais pessoas passem a usar a bicicleta como meio de transporte, é necessário que a administração pública facilite o uso combinado da bike com outras formas de transporte, como o ônibus, metrô e trem.

A comutação em grandes cidades brasileiras ainda é incipiente, com exceção do uso que os ciclistas fazem da balsa que liga Santos ao Guarujá. Em São Paulo, por exemplo, é impossível entrar com a bicicleta nos vagões em dias de semana (somente após as 20:00 horas), sendo que o uso é apenas liberado aos fins de semana, após as 14:00 do sábado.

Um ônibus com um rack para bicicletas na parte da frente, muito usado no exterior, está em fase de testes em São Paulo. Este é um projeto que pode dar certo e facilitar muito a vida dos ciclistas da cidade.

5 - Estrutura em empresas

Muitas vezes, é fácil reclamar da inércia dos governos e colocar a culpa pelo baixo número de pessoas usando a bicicleta como meio de transporte nas deficiências da administração pública. Mas um grande problema apontado por aqueles que querem trabalhar de bicicleta, mas não conseguem, é a falta de estrutura na própria empresa.

Pode parecer absurdo, mas é muito grande o número de empresas, escritórios e repartições públicas que não oferecem nem um simples paraciclo ao ciclista. O que algumas poucas empresas têm feito, e que deve ser tendência para os próximos anos, é oferecer um vestiário adequado, com armários individuais, para incentivar os funcionários a irem de bicicleta ao serviço. Afinal, funcionário que chega pedalando trabalha mais feliz e com mais disposição, não é?!


Postado em 9 de setembro por Eu Vou de Bike

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Sistema móvel de aluguel de bicicletas

Um dos problemas dos sistemas de aluguel de bicicletas encontrados em Londres, Paris e até na USP, aqui em São Paulo, é a dificuldade em encontrar locais para construir as estações que disponibilizam as bicicletas ao público. Um projeto da empresa australiana Charlwood Design busca a solução deste problema ao propor estações móveis de aluguel de bicicletas e com energia gerada pelo vento.

Além de gerar sua própria energia, as estações enviam as informações sobre disponibilidade das bicicletas via celular, sem necessitar a instalação de fios. O computador central e a iluminação das bicicletas também é garantido a partir da energia eólica.

As bicicletas propostas no projeto são bem simples, mas seguras e fáceis de manejar. O quadro é de polipropileno moldado, de fácil manutenção, e o selim pode ser ajustado pelos ciclistas para maior conforto. Para garantir a segurança, a bicicleta tem iluminação traseira e frontal.

O mais legal desse projeto é a facilidade de instalação das estações de aluguel de bicicletas. Elas podem ser distribuídas pela cidade de acordo com a demanda e podem ser transferidas de local no caso de algum evento importante, por exemplo.


Estações podem ser transportadas para locais de maior demanda

O aluguel das bicicletas poderá ser feito com um cartão específico ou até via celular. Para incentivar a devolução da bicicleta nas estações, o ciclista que deixar a bike intacta ganha desconto em restaurantes ou um passe de graça de metrô ou ônibus. Interessante, não?


Sinalização na estação indica se há bicicletas disponíveis

- Via Green Diary


Postado em 9 de setembro por Eu Vou de Bike

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“A música da bicicleta”

O DJ e produtor britânico Mark Ronson divulgou nesta semana o da música “The Bike Song”, segundo single de seu novo álbum.

O clipe conta com a participação de do músico Kyle Falconer, do grupo escocês The View, e do rapper americano Spank Rock.

Segundo a Wikipedia, Mark Ronson venceu um Grammy de melhor produtor, na cerimônia de 2008, e ainda venceu na categoria de melhor artista britânico masculino nos Brit Awards do mesmo ano.

Assista ao vídeo abaixo:

PS: O vídeo original foi tirado do ar no YouTube, mas atualizamos o post com um novo link para o clipe.

- Via Cyclelicious


Postado em 8 de setembro por Eu Vou de Bike

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Bicicletas para o bem da comunidade

Quando fica bem velha e sem possibilidade de ser recuperada, o destino fatal de uma bicicleta é ficar encostada na bicicletaria de um prédio ou, em último caso, o lixão. Na Guatemala, uma ONG transforma as velhas bikes em instrumentos de trabalho para a população agrícola.

A Maya Pedal é uma ONG que funciona na Guatemala com voluntários internacionais e especialistas locais para transformar bicicletas velhas em máquinas de lavar, moinhos, engenhos e outros instrumentos. Todos, é claro, acionados pelo pedal humano.

As “Bicimaquinas” são máquinas movidos a pedal que ajudam na realização de uma variedade de trabalhos em casa, na fazenda, ou nas pequenas empresas. Cada “Bicimáquina” é feita à mão nas oficinas da Maya Pedal utilizando uma combinação de bicicletas antigas, concreto, madeira e metal.

Em seu site, a ONG disponibiliza as instruções para transformar as bicicletas em máquinas de torcer roupa, moedor de milho e até bomba d’água! Uma das possibilidades é o liquidificador da foto abaixo, que tem suas pás movidas pelo pedal. Um ótimo exemplo que poderia ser adotado nas regiões mais pobres do Brasil, não?

- Veja mais exemplos de “bicimáquinas” no site da Maya Pedal

Veja no vídeo um pouco mais sobre o trabalho da Maya Pedal:

- Via Boing Boing


Postado em 8 de setembro por Eu Vou de Bike

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Dia Mundial Sem Carro

Estamos a poucos dias do Dia Mundial Sem Carro de 2010. Este ano, a edição brasileira promete ser bem vigorosa e especial.

Acontece em todo o mundo, no dia 22 de setembro, o Dia Mundial Sem Carro. Neste dia, todas as pessoas são incentivadas a deixar o carro em casa e ir para o trabalho, escola ou passeio de uma maneira diferente. Seja de bicicleta, de transporte público ou até a pé. A ideia é mostrar que é possível cumprir sua rotina sem depender de um veículo.

Nos últimos anos temos assistido a uma mobilização cada vez maior da sociedade no sentido de considerar a bicicleta como meio de transporte sério e viável, inclusive pelo próprio esgotamento do modelo de transporte atual, completamente centralizado nos carros.

A campanha do Dia Mundial Sem Carro nasceu na França, em 1998, com apenas 35 cidades participantes. Em 2000, outros países da Europa passaram a adotar a data e o manifesto tomou força. O movimento chegou ao Brasil em 2001, com a participação de 11 cidades. Em 2004, mais de 1.500 cidades participaram da ação, distribuídas em 40 países.

No ano passado, o número subiu para mais de duas mil cidades distribuídas em mais de 40 países. Praticamente todas as grandes cidades brasileiras participaram da iniciativa, dentre elas São Paulo, Belo Horizone, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Campo Grande, Natal, Maringá, Salvador, Belém, e muitas outras. Lembrando que para participar oficialmente, a prefeitura da cidade deve fechar uma ou mais ruas para o trânsito de automóveis.

Além do fechamento de algumas ruas, muitas outras atividades são realizadas neste dia, tais como: bicicletadas, panfletagens e desafios intermodais, no qual vários meios de transporte “disputam” para ver quem cumpre um determinado trecho em menor tempo. No ano passado a bicicleta venceu!

Há também a realização de passeios ciclísticos, caminhadas e a instalação de “vagas vivas”, onde a população é convidada a se conscientizar sobre o espaço público voltado para a convivência, o lazer e áreas verdes que são geralmente ocupados pelos automóveis.

Todas essas atividades têm como objetivo levar à sociedade uma reflexão sobre os enormes problemas causados por um sistema de transporte apoiado no uso intenso de automóveis, sobretudo nos grandes centros urbanos. A população também é convidada a tomar contato com o uso de meios de transporte sustentáveis, sendo a bicicleta um dos principais destaques.

Já temos falado por aqui sobre as vantagens de se utilizar a bicicleta como meio de transporte, mas não custa repetir. A bicicleta é o melhor meio de transporte para pequenas distâncias, pois ela permite ao seu condutor praticar uma atividade física simultânea ao deslocamento, não polui o meio ambiente, tem um custo baixíssimo e é pouco afetada pelos congestionamentos, levando seu ocupante de porta a porta.

De acordo com uma pesquisa realizada em São Paulo pela CPTM e divulgada em setembro de 2009, o número de viagens em bicicleta praticamente dobrou na cidade nos últimos 10 anos, sendo que 71% das locomoções com bicicleta nos dias úteis se deram por causa do trabalho, 12% em razão de compromissos com a educação e 4% em atividades de lazer. Em números do ano passado, cerca de 300.000 viagens por dia são realizadas em bicicletas na cidade de São Paulo. Acreditamos que atualmente este número deve ser consideravelmente maior.

É cada vez mais comum vermos nas ruas ciclistas se deslocando para os seus trabalhos com suas bicicletas, apesar das condições de infraestrura precárias e muitas vezes até perigosas! Quem usa hoje a bicicleta como meio de transporte, em especial nos grandes centros, o faz “por amor a causa”, e não por uma política pública de incentivo. E boa parte dos ciclistas enfrenta a hostilidade e a desinformação por parte dos motoristas de veículos a motor.

Aos poucos, isto vem lentamente se modificando, com um início de integração da bicicleta com outro meios de transporte, com a disposição de alguns paraciclos distribuídos pela cidade, com a construção de algumas ciclovias (aqui não falamos das ciclofaixas de lazer, pois estas são sazionais e têm outro objetivo - como o próprio nome diz, são voltadas ao lazer, e não ao transporte), mas em um ritmo muito menor do que o exigido pela situação caótica que o trânsito vem atingindo, bem como a piora considerável do meio ambiente.

Para termos uma idéia, de acordo com a FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) morrem na cidade de São Paulo uma média de 12 pessoas por dia exclusivamente devido a poluição, sem contabilizar portanto as vitimas de acidentes de trânsito e outros incidentes relacionados com a insegurança das estradas e ruas. Um outro estudo conduzido pela FGV (Faculdade Getúlio Vargas) mostra que a cidade deixa de gerar quase R$ 27 bilhões por ano devido a perda de tempo nos congestionamentos e aos custos totais ligados aos acidentes e doenças derivadas do trânsito.


E se a rua não tivesse carros?

Infelizmente, o fato é que o modelo de desenvolvimento urbano que o Brasil promove ainda é calcado na desigualdade. Temos acompanhado uma série de ações promovidas pelo governo em prol do incentivo ao uso do automóvel, como liberação de linhas de crédito especiais e incentivos fiscais para a compra, bem como a expansão da malha viária, sem que se invista no transporte coletivo e se cumpra minimamente uma lei de 1995 ( n.10.907) que prevê a construção de ciclovias em todas as novas avenidas, por exemplo.

Com a palavra, Márcio Fortes de Almeida, Ministro das Cidades, em entrevista à época do Dia Mundial Sem Carro de 2009: “Cada cidade tem uma situação de necessidade e os recursos vão sendo liberados à medida em que as prefeituras solicitarem as verbas. A bicicleta é fundamental. Com ela, você pode acessar um metrô, um terminal de ônibus, e não necessariamente vir de carro. Vamos cuidar mais do meio ambiente, diminuindo a emissão de poluentes”.

Lembramos que em Brasília, por exemplo, dos 600 quilômetros de ciclovias do projeto “Pedala-DF” prometidos, pouco mais de 10% estão disponíveis.

Mas nós podemos fazer a nossa parte, de maneira equilibrada, com eficácia e consistência.

- comece a planejar melhor seus deslocamentos, e nas distâncias mais curtas as percorra a pé ou de bicicleta;
- utilize transportes coletivos pelo menos um dia por semana para ir ao seu trabalho;
- dê preferência aos meios de transportes não-poluentes, e ao utilizar seu automóvel, dirija com economia;
- prefira automóveis com propulsores movidos a álcool, que é menos agressivo ao meio ambiente.

Veja algumas definições sobre o Dia Mundial Sem Carro:

“Trata-se de um manifesto/reflexão sobre os gigantescos problemas causados pelo uso intenso de automóveis como forma de deslocamento” - Mountain Bike BH

“O objetivo principal do Dia Mundial Sem Carro é estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto” - Vá de Bike!

“A mobilização é um exercício de reflexão sobre a dependência e o uso (muitas vezes) irracional dos automóveis em nossa sociedade. Afinal de contas, tem gente que não vai até a padaria da esquina sem usar o carro” - How Stuff Works


Postado em 7 de setembro por Eu Vou de Bike

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Bicicleta de carga pode ter estilo

Esqueça aquelas bicicletas de carga com um visual antiquado. A Puma (sim, a marca de roupas esportivas) lançou uma linha de bicicletas com bagageiro em um estilo muito moderno.

Em parceria com os designers da Kibisi e a empresa dinamarquesa Biomega, a Puma lançou a linha Mopion, uma bicicleta mais longa e com bagageiro na frente. O quadro é feito de alumínio, pesa apenas 22 kg e vem em preto, branco ou rosa, azul e verde.

Segundo seus criadores, o design do quadro deixa o corpo ligeiramente inclinado, mas em uma posição mais ereta para facilitar nas manobras e no equilíbrio.

A bicicleta será lançada oficialmente nas feiras Interbike e Eurobike, em setembro deste ano, e estará disponível para compra a partir do primeiro semestre de 2011. Ainda não há preço definido.

- Via Green Diary


Postado em 3 de setembro por Eu Vou de Bike

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As cidades do Brasil com melhor estrutura aos ciclistas

Quando imaginamos uma cidade com boa estrutura para o uso da bicicleta como meio de transporte, logo pensamos em Copenhague ou alguma outra cidade europeia. Mas aqui no Brasil existem muitas iniciativas locais que fazem a diferença na vida das pessoas e incentivam o uso da bicicleta pela população.

Selecionamos abaixo algumas das cidades que apresentam algumas soluções interessantes para o uso da bicicleta como meio de transporte, que podem ser exportadas para outras localidades de forma barata e eficiente.

É claro que esta lista não é definitiva e várias outras cidades, como Curitiba, Blumenau, São Leopoldo e Teresina, por exemplo, têm coisas boas a mostrar no quesito mobilidade urbana. Elas inclusive foram citadas quando perguntamos no Twitter quais eram as melhores cidades para os ciclistas no Brasil. Você concorda com nossas escolhas? Deixe seus comentários e sugestões!

Santos (SP)

Por ser uma cidade plana e com clima agradável, Santos, no litoral de São Paulo, é uma das cidades com mais estrutura para o ciclismo urbano.

A cidade tem cerca de 20 quilômetros de ciclovia. E não é apenas na orla da praia que é possível pedalar tranquilamente. A malha cicloviária santista interliga várias regiões da cidade e vai da divisa com São Vicente na orla até a área portuária (veja o mapa).

Outro ponto importante a ser destacado sobre a cidade litorânea é o número de pessoas que atravessam o “Ferry Boat” que liga Santos a Guarujá de bicicleta. O vídeo abaixo mostra bem essa situação, apesar da baixa qualidade da imagem:

Segundo a Dersa, empresa que administra a travessia marítima entre Santos e Guarujá, transitam pelas uma média diária de 14 mil bicicletas nos dois sentidos.

Sorocaba (SP)

Sorocaba, no interior de São Paulo, pode ser considerada um bom modelo de cidade que pensa na bicicleta como meio de transporte.

A cidade conta com 60 quilômetros de vias para bicicletas, uma das maiores redes do País. Todas ciclovias possuem padrão com pintura vermelha, sinalização ao longo dos percursos, calçadas para caminhadas, sistema de iluminação e paisagismo, com gramado, arbustos e arborização.

Segundo a prefeitura de Sorocaba, a meta do Plano Cicloviário é a criação de 100 quilômetros de ciclovias interligadas até 2012, objetivo ousado para uma cidade de apenas 500 mil habitantes. Veja no vídeo abaixo (institucional) um pouco mais sobre o Plano Cicloviário de Sorocaba:

Além das ciclovias, a cidade instalou paraciclos em locais de grande circulação de pessoas, como o Terminal Santo Antônio, praças, parques e órgãos públicos. O projeto da cidade prevê ainda a criação de bicicletários, pontos estratégicos com serviços de apoio aos ciclistas e dispositivos para facilitar a integração do sistema cicloviário com os demais meios de transportes e os parques municipais.

São Paulo (SP)

Apesar do trânsito caótico, a cidade de São Paulo vem aos poucos abrindo os olhos para a importância da bicicleta como meio de transporte. Iniciativas como a Ciclofaixa de Lazer e a Ciclovia do Rio Pinheiros estão ajudando a mudar a percepção da bicicleta inserida no meio de transporte da cidade.


Ciclofaixa de Lazer em São Paulo

Além disso, podemos ver que o sistema de trens e metrô da cidade começa a ser adaptado para integrar cada vez mais a bicicleta ao transporte público. Os bicicletários instalados em algumas estações são de grande importância e devem ser cada vez mais ampliados.

Há ainda a possibilidade de alugar bicicletas nas estações para realizar a comutação. Mas o ideal mesmo seria poder entrar com a bicicleta dentro dos vagões durante a semana, e não só aos fins de semana. O problema é que o sistema já estão tão saturado que é difícil arrumar espaço até para as pessoas, imagine a situação do ciclista.

Na cidade de São Paulo, a lei de n. 10.907/91 – Decreto 34.864/95 diz que toda nova avenida deve trazer consigo uma ciclovia. Até pouco tempo atrás, isto era uma verdadeira lenda – muitas ciclovias, como a da Avenida Sumaré e da Avenida Faria Lima, levam “do nada a lugar nenhum”. Mas é nítido o esforço, ainda que tímido, em mudar este quadro.

Há, ainda, um projeto de transformar o bairro de Moema, na zona sul, no primeiro bairro “amigo das bicicletas”, com cerca de 19 quilômetros de ciclofaixas pela região. Esta seria a primeira ciclofaixa de deslocamento, e não de lazer, na cidade de São Paulo. Se der certo em Moema, o projeto deve ser ampliado para outros bairros importantes, como Brooklyn, Itaim e Vila Olímpia.

Por todas essas iniciativas, é possível considerar a cidade de São Paulo como uma cidade com alguma estrutura para os ciclistas. Ainda há muito a melhorar, e nós estamos de olho para que isso aconteça.

Rio de Janeiro (RJ)

Ao longo das principais praias da zona sul do Rio, o ciclista encontra longos trechos de ciclovia, usadas principalmente para o lazer. Uma das ciclovias vai da Praia do Leblon até o centro da cidade.

Segundo a prefeitura da cidade, o Rio de Janeiro conta hoje com cerca de 140 quilômetros de ciclovias em diversas regiões. Com o programa Rio Capital Bicicleta, a cidade planeja dobrar sua malha cicloviária nos próximos anos, dando prioridade à consolidação do sistema da Zona Oeste. Veja no vídeo abaixo um pouco mais sobre as ciclovias do Rio de Janeiro:

Além disso, a cidade conta com um sistema de aluguel de bicicletas muito interessante. Atualmente, há 190 bicicletas de aluguel espalhadas por 19 estações, que foram equipadas com câmeras de segurança, sensores e sistemas de alarme.

As estações ficam nos bairros de Copacabana, Ipanema, Leblon, Humaitá, Gávea e Lagoa, na Zona Sul. A prefeitura em parceria com a Serttel, empresa responsável pelo serviço, anunciou que pretende expandir e criar novas estações em Botafogo, no Aterro do Flamengo, na Lapa, no Centro, e na Tijuca, na Zona Norte da cidade.

Pagando R$ 20 por mês, cariocas e turistas poderão utilizar o veículo. Já quem deseja alugar a bicicleta só por um dia, não precisa fazer cadastro no site. Basta ir até uma das estações em posse de um telefone celular e um cartão de crédito e se dirigir a uma das máquinas de cadastro. A diária da bicicleta sai a R$ 10.

Aracaju (SE)

No Nordeste do País, Aracaju dá um ótimo exemplo com um sistema de ciclovias com 62 quilômetros de extensão. Segundo a prefeitura da cidade, que já investiu mais de R$ 11 milhões na ampliação e estruturação de vias exclusivas para ciclistas, o objetivo é se transformar na “capital da bicicleta”.

A cidade conta ainda com três bicicletários mantidos pela prefeitura, sendo dois no Centro com 40 vagas de estacionamento, equipados com paraciclos duplos e seguindo padrões adotados mundialmente, e um terceiro no Parque Agusuto Franco (Sementeira).

Para o coordenador de ciclomobilidade da prefeitura de Aracaju, Fabrício Lacerda, ainda há muita coisa para ser feita na cidade para estimular o uso da bicicleta, assim como para garantir a infraestrutura adequada aos aracajuanos que já pedalam. “Mas também existe bastante coisa boa. Muitas ciclovias estão sendo utilizadas tanto por pessoas que usam a bicicleta no trajeto para o trabalho quanto por aquelas que pedalam por opção, como forma de lazer”, diz.

Afuá (PA)

A cidade de Afuá, no Pará, não poderia ficar de fora desta lista. Apesar de ser bem pequeno, o município ficou famoso após aparecer na televisão por um fato curioso: não há carros na cidade e todo o transporte urbano é feito por bicicletas.

Conhecida como “Veneza da Ilha de Marajó”, a cidade tem apenas 40 mil habitantes e é repleta de canais e palafitas. Quando o Rio Afuá enche, a cidade alaga e fica impossível o trânsito de carros. Por isso, todo o transporte da cidade é feito com bicicletas.

Uma das atrações da cidade é o “bicitáxi”, veículo de quatro rodas não motorizado construído a partir da junção de duas bicicletas, que serve como transporte local. Veja no vídeo abaixo um pouco mais sobre a relação da cidade de Afuá com as bicicletas:



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