Blog Vou de Bike

Postado em 6 de maio por gugamachado

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Dicas de comportamento e sinalização para quem anda de bike no trânsito

Placa Bicicleta

Depois que você resolveu usar a bicicleta como meio de transporte, comprou os equipamentos necessários, chega a hora de colocar a bike na rua. E é quando você começa a pedalar entre os carros que dá aquele frio na barriga. Mas fique tranquilo! Seguindo algumas orientações básicas de postura no trânsito, sua pedalada será muito segura para você e para os outros.

Primeiramente, respeite sempre as leis de trânsito, que valem tanto para um carro, um ônibus ou uma bicicleta. Pare no farol vermelho, respeite a faixa de pedestre, dê a preferência quando necessário em um cruzamento…

Ciclistas e pedestres

Na calçada, o ciclista vira pedestre e deve empurrar a bike

Além disso, tome sempre cuidado com cuidado com cachorros, crianças brincando e idosos cruzando a rua. Se for usar a calçada, “vire pedestre”, desça e empurre a bicicleta até voltar para a rua. Lembre-se sempre: ser gentil e educado é sempre a melhor postura.

Na rua, pedale sempre do lado direito da via, sem andar em “ziguezague”, a cerca de um metro dos obstáculos. Se você “colar” no meio fio, os carros podem passar muito perto e você pode cair só com o susto! Por lei, os automóveis são obrigados a ultrapassar qualquer bicicleta a pelo menos 1,5 metro de distância lateral. Na prática, como sabemos, isso quase nunca acontece, seja por ignorância da lei ou por ignorância pura do condutor.

Ao pedalar perto do meio fio, tome cuidado com as portas de carros que se abrem e também com buracos, bueiros e valetas. Se um carro estacionar mais à frente, reduza a velocidade e fique atento para a hora em que o motorista vai abrir a porta. O risco maior de levar uma “portada” não é nem o choque em si, mas você cair na rua e ser atropelado.

Apesar de parecer mais seguro, nunca pedale na contramão. Se você estiver a 20 km/h e um carro na direção contrária a 50 km/h, a velocidade de aproximação será de 70 km/h. Em caso de colisão, o estrago é bem maior! E o tempo para desviar, menor. Além disso, o pedestre que cruza a rua e o motorista que dobra a esquina só olham para o lado de onde vêm os automóveis. Andar pela contramão é um dos grandes causadores de acidentes, e também denigre a imagem do uso da bike na cidade.

Comunicação por sinais

Assim como os carros, que precisam sinalizar com o “pisca” sempre que vão virar para algum lado ou acender a luz de freio na hora de brecar, os ciclistas também devem se “comunicar” de forma não-verbal com os outros ocupantes da via para evitar acidentes.

Sinalize com antecedência sempre que você for mudar sua rota ou realizar alguma manobra diferente.

Se for virar a direita, por exemplo, estique o braço nesta direção e aponte para baixo. Não faça movimentos bruscos: nunca entre em uma rua sem olhar, nem mude de pista sem avisar. Para virar a esquerda no cruzamento, peça passagem e vá mudando de pista, caso você seja experiente. Do contrário, desça da bike e atravesse na faixa, como pedestre.

Se você planeja seguir em frente e muitos automóveis forem virar a direita, faça um sinal para a frente com a mão esquerda, que facilita a visão do motorista. Se houver muitos carros, o ideal é encostar no meio fio e esperar os carros passarem para continuar.

Quando você perceber que um veículo que vem atrás de você quer dobrar uma esquina, tenha certeza de que o motorista esteja vendo sua posição. Faça um sinal para ele e, se precisar, dê um grito “Olha a bike!”. Mas não fique olhando para trás o tempo todo. Colisão por trás do ciclista corresponde a menos de 1% dos acidentes.

Seguindo essas dicas, você será mais visto e respeitado por motoristas e pedestres, um importante passo para uma pedalada segura e saudável.


Postado em 29 de abril por Eu Vou de Bike

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Dicas de segurança para pedalar na cidade

Nesta quinta, vamos dar algumas dicas de segurança para pedalar nas grandes cidades com mais tranquilidade. Veja as dicas abaixo e deixe suas sugestões nos comentários!

– A primeira dica ao pedalar no trânsito é ter certeza de estar visível aos motoristas. Durante o dia, utilize cores vibrantes como amarelo, vermelho ou laranja. No período noturno, procure utilizar a cor branca, além das fundamentais iluminações dianteiras e traseiras e dos refletores obrigatórios.

– Pedale defensivamente, mas nunca timidamente. Você deve sempre ter uma postura ostensiva, de modo a transmitir segurança aos motoristas à sua volta. Com isto, você os ajudará a antecipar as suas intenções de percurso, deixando-os confortáveis em dividir a rua com você.

– Observe sempre o comportamento dos motoristas, inclusive os estacionados, e procure manter uma distância suficiente para não ser surpreendido com uma porta que se abra repentinamente e que possa atingir sua bicicleta.

– Você deve ficar atento e evitar os três principais erros dos motoristas, a saber: virar a esquerda na frente a um ciclista que seguirá reto; desobedecer aos sinais de trânsito, sendo o mais comum ultrapassar no farol vermelho; ultrapassar um ciclista para imediatamente fazer uma conversão a direita.

– Seus ouvidos devem ser utilizados como um verdadeiro “detector de perigo”. Para isto, evite pedalar com fones de ouvido, principalmente se o tráfego estiver intenso.

– Sempre que você sinaliza suas intenções, você ganha a confiança dos motoristas. Use o braço esquerdo (com o dedo apontando para baixo) para virar a esquerda. A palma da mão voltada para baixo significa que você vai frear.

– Uma dica aparentemente “boba” mas que acontece com uma grande frequência: jamais pegue a garrafinha de água com a mão direita. Desta forma, se precisar frear de repente, o ciclista o fará com a mão esquerda, freando apenas a roda dianteira, aumentando as chances de uma queda.

– Se o trânsito estiver parado, vá em frente com cuidado.

– E se estiver melhor para ir a pé, pare a bicicleta e vá a pé, conduzindo a bike junto a você.

– Procure não trafegar junto a ônibus ou caminhões.

– Não dispute espaço, evite ficar inesperadamente entre veículos e procure pedalar sempre onde possa ser visto.

JAMAIS:

– pedale na contra-mão;
– fique entre ônibus ou, pior, caminhões;
– pedale muito próximo do meio fio;
– brigue, xingue ou entre em discussões no trânsito.

CUIDADO:
– com pedestres em geral;
– quando o trânsito começa a se movimentar;
– com motociclistas apressados.

– com demais modais de mobilidade, em especial patinetes e outros elétricos, pois normalmente a velocidade destes pode ser maior que a sua!


Postado em 22 de abril por Eu Vou de Bike

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Saiba como remendar a câmara da bicicleta

Continuando a série de posts sobre emergências mecânicas e manutenção de bicicletas, mostraremos como realizar um reparo (remendo) na câmara do pneu da bike.

Para saber como retirar a roda envolvida, chegando até a câmara, leia nosso post anterior.

Você vai precisar dos instrumentos abaixo, facilmente encontrados nas bikeshops e magazines de esporte:

Após ter acesso a câmara, a primeira coisa a fazer é identificar o furo. O ideal é até marcá-lo de alguma forma (uma caneta, por exemplo).

Uma vez identificado o furo, você deve deixar a câmara totalmente esticada (veja melhor no filme abaixo) utilizando o dorso da mão como apoio. Se o furo for pequeno e ela ainda estiver ligeiramente inflada, não há problema. Com isto, a câmara fica mais apoiada, tomando a forma do dorso da mão.

Feito este passo, pegamos a lixa (que acompanha a maioria dos kits de reparo de câmara disponíveis no mercado) e realizamos uma raspagem da área do furo, para retirar qualquer tipo de impureza que possa a vir impedir a boa fixação do remendo.

Note que uma vez fixada a câmara no dorso da mão, o ideal é que ela não seja mais solta, para que não haja a possibilidade de “perder” de vista a área preparada.

Em seguida, iniciamos a aplicação da cola (que acompanha a maioria dos kits de reparo de câmara disponíveis no mercado) utilizando o próprio corpo da embalagem da cola para a aplicação. Devemos evitar o uso do dedo na aplicação, para que a gordura da mão não “contamine” a área do reparo, minimizando a adesividade do remendo.

Após a aplicação, aguardamos a secagem da cola, que pode variar de acordo com o fabricante. Uma dica é perceber através da diminuição do “brilho” da mesma. Geralmente quando ela é aplicada ela fica brilhante, e na medida em que sua secagem se processa ela vai ficando “opaca”. A perda do brilho então indica o ponto de secagem ideal e a partir deste prosseguimos com nosso reparo.

Durante esta secagem a câmara pode ser retirada da posição em que estava, podendo “descansar” em alguma superfície plana, evitando contato com a região do reparo.

Após a secagem da cola, utilizamos então o “remendo” propriamente dito (que acompanha a maioria dos kits de reparo de câmara disponíveis no mercado, e em São Paulo é chamado de “estrelinha”), normalmente oferecido em tamanho único ou como uma peça grande cujo tamanho é definido no momento da aplicação, ao recortar a medida que for necessária. Este último é mais incomum, mas também presente no mercado.

Retire então a película protetora do remendo, evitando contato com a área adesiva do mesmo. Voltamos a “enrolar” a câmara da maneira anterior (no dorso da mão) de modo a termos o apoio da região a ser remendada e a seguir aplicamos o remendo com a outra mão no local previamente preparado.

Após a colocação do remendo, retire a película de proteção superior do mesmo, passando o dedo “por cima” do remendo para evitar imperfeições.

Agora é só encher a câmara e o remendo está concluído. Os procedimentos de montagem da câmara no pneu e da roda na bicicleta estão em nosso post anterior.

Bicicleta: Houston Mercury HT
Oficina: Biketime
Mecânico: José Maria


Postado em 15 de abril por Eu Vou de Bike

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Como trocar o pneu furado da bicicleta

Imagine que você está pedalando e seu pneu fura no meio do passeio. Que tristeza, não? Infelizmente esta é uma emergência mecânica muito mais comum do que a gente imagina. Dificilmente quem pedala nunca foi vítima do famigerado pneu furado.

Neste tutorial explicaremos como trocar a câmara enchendo-a tanto com a bomba de ar convencional como com a bomba de CO2, simulando o problema tanto na roda dianteira (mais simples), quanto na traseira (normalmente mais complicada, principalmente se sua bicicleta tiver transmissão). No próximo tutorial ensinaremos como fazer um reparo (remendo) na câmara.

Para que você não seja pego de surpresa com um imprevisto deste tipo, o ideal é sair de casa com um kit de reparação, que pode variar um pouco conforme as necessidades e o trajeto a ser percorrido. Se for um passeio rápido pela cidade, o kit é mais simples. Se for uma longa cicloviagem, o ideal é ter um kit mais completo.

Um kit de reparos de pneus é composto por:

– Canivete de ferramentas para bicicleta multifunção, facilmente encontrado nas bikeshops e grandes magazines de esporte*;
– Bomba de ar para bicicleta**;
– Kit de reparo de câmara;
– Câmara de ar reserva;
– Bomba de CO2;
– Adaptador de válvula presta (mais fina, presente nas bicicletas mais especializadas) ou schrader (a mais comum, igual aos automóveis)***;
– espátula para remoção da câmara****.

* Não é necessário para o conserto do pneu. Porém, se for um canivete completo, ele pode conter as espátulas para a remoção da câmara (caso do utilizado em nosso tutorial). Além disto, este é um item indispensável para quaquer emergência mecânica;

** Hoje estes equipamentos são cada vez mais leves e portáteis, facilitando muito o transporte e manuseio;

*** Este adaptador se faz necessário caso sua bicicleta tenha uma válvula do tipo presta, porque as bombas localizadas em postos de gasolina estão preparadas para lidar somente com a válvula do tipo schrader;

**** Apenas se este item não estiver presente em seu canivete. Dê preferência para as espátulas feitas em plástico, pois as metálicas requerem muita habilidade no manuseio para não danificar os aros.


Exemplo de válvula do tipo “schrader”


Exemplo de válvula do tipo “presta”


Kit mais completo, capaz de realizar reparo ou substituição da câmara, tendo uma bomba dual, ou seja, funciona tanto como uma bomba convencional como uma bomba de CO2


Kit básico para substituição de câmara

Os kits acima prevêm duas situações: uma troca rápida ou um remendo na câmara. E a decisão sobre qual maneira realizar o conserto pode depender de vários fatores. Se seu pneu furou em um lugar perigoso e não há local seguro para o reparo, por exemplo, o ideal é optar pela troca da câmara, enchendo-a com uma bomba de CO2. Em uma competição, a opção é a mesma.

Mas se o seu pneu furar em um local seguro e você não tiver pressa para executar o reparo (o famoso “remendo”) na câmara, esta pode ser a opção mais em conta porque você vai continuar usando a mesma câmara. Porém, o ideal é sempre que possível trocar a câmara, mesmo que posteriormente, uma vez que a área remendada quase sempre terá mais facilidade de se romper futuramente.

O ideal também é que sua bicicleta tenha as blocagens das rodas do tipo “quick release” (soltagem rápida), que custam barato e facilitam na hora de sacar a roda. O “quick release” ajuda também se você transporta sua bicicleta dentro de um automóvel e precisa tirar a roda dianteira para fechar o porta-malas. Se sua bicicleta não possui este sistema de blocagens, é um investimento que vale muito a pena!


Sistema de blocagem “quick release”

Trocando a câmara da bicicleta

1-) Se sua bicicleta tiver marchas, é necessário trocá-las para a seguinte posição (principalmente se o furo ocorreu na roda traseira):

– coroa dianteira menor (marcha mais leve, menor)
– catraca traseira menor (marcha mais pesada, maior)

Fazemos isto para retirar a tensão sobre a corrente da bicicleta, o que facilita o manuseio da roda traseira.

2-) Depois devemos desarmar o freio da roda envolvida.

Neste tutorial, utilizamos um sistema de freios do tipo “v-brake”, mais comum de se encontrar. Se sua bicicleta tiver freios do tipo cantilever, o desarme é muito parecido. Se for freio a disco, o desarme varia conforme o sistema: mecânico (mais simples e comum), ou hidráulico (mais complicado de manusear). Se este for seu caso, deixe seus comentários no post que responderemos posteriormente.

3-) Sacar a roda, soltando a blocagem, tomando cuidado para não desalinhá-la. Para não desalinhar a roda, basta observar que o pneu deve estar posicionado bem no centro do garfo durante a operação posterior de travamento do “quick release” (ou blocagem). Ao montar novamente a roda, gire-a observando se esta flui normalmente. Se ela estiver “pegando no freio”, solte-a e repita a operação novamente, até não encontrar mais problemas.

4-) Desmontar o pneu com as espátulas apropriadas, conforme a sequência abaixo:

5-) Retirar a câmara afetada, examinando-a para ver onde ocorreu o furo. Examine também o pneu, interna e externamente. Tal exame é importantíssimo, na medida em que o agente causador do furo (ex.: pedaços de vidro) ainda pode estar alojado no pneu e certamente vai furar a novamente a câmara. Inicie a retirada da câmara pela válvula, conforme indicado abaixo:

6-) Pegue a câmara nova e encha-a ligeiramente, para que ela “molde” melhor no pneu ao ser colocada, evitando assim que a mesma fique dobrada no interior do pneu, o que causará a deformação do mesmo.

7-) Posicione a câmara no pneu conforme a foto abaixo:

8-) Inicie a inserção da câmara no interior do pneu, começando pela válvula:

9-) Você pode usar as espátulas para inserir a câmara

10-) Remonte o pneu no aro

11-) Encha o pneu, procurando respeitar a medida impressa na lateral do mesmo, conforme explicado neste post

12-) Finalize remontando a roda em sua posição original, lembrando de armar novamente o freio.

Desmontando a roda traseira

1-) Se sua bicicleta tiver marchas, troque-as para a seguinte posição:

– coroa dianteira menor (marcha mais leve, menor)
– catraca traseira menor (marcha mais pesada, maior)

2-) Desarme o freio traseiro, solte a blocagem e “empurre” a roda para frente e para baixo, sacando-a do quadro conforme a sequência abaixo:

3-) Realize os procedimentos explicados sobre a troca de câmara acima

4-) Coloque a roda novamente, inserindo a corrente inicialmente na catraca menor, posicionando-a no quadro, conforme as fotos abaixo (aqui vale a mesma dica para as blocagens comentada acima no post, com relação a centralização da roda)

É isto! Esperamos que vocês tenham que executar estes procedimentos o mínimo possível! Na próxima semana, ensinaremos como reparar uma câmara.

Bicicleta usada no tutorial: Houston Mercury HT
Oficina: Biketime
Mecânico: José Maria (proprietário)


Postado em 8 de abril por gugamachado

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Noções de ergonomia para a compra da bike

Bicicleta antiga

Assim como camas, cadeiras, mesas e vários outros objetos que adotamos em nossa rotina, a bicicleta também deve ser adaptada ao máximo ao nosso corpo para que ela seja usada de maneira mais eficiente e confortável. Isso se chama “ergonomia“, que nada mais é do que o “estudo científico das relações entre homem e máquina, visando a uma segurança e eficiência ideais no modo como um e outra interagem”.

Atualmente, as grandes lojas e hipermercados respondem pela maior parcela das vendas de bikes no Brasil, com uma grande variedade de modelos, principalmente os voltados ao transporte e ao lazer. Estes modelos, de uma forma geral, são mais simples em seus componentes e materiais de fabricação, tendo uma valor final mais acessível. Dependendo da proposta, podem servir tranquilamente como uma bicicleta para a pessoa entrar neste universo, fazendo “upgrades” com o passar do tempo.

O único problema é que, ao realizar a compra em magazines e hipermercados, dificilmente encontramos atendimento especializado, o que pode resultar em uma compra inadequada, trazendo sérias consequências ao praticante. Portanto, vamos dar abaixo algumas dicas para você comprar sua bike sem a ajuda de um atendente especilizado.

Os ângulos e as medidas dos diversos tubos de uma bicicleta influenciam diretamente sobre o seu comportamento. Então, uma vez decidido o tipo de bicicleta a ser comprado (se ela será uma mountain bike, uma speed, uma híbrida ou uma urbana), é preciso determinar o tamanho do quadro.

Apesar de não haver um procedimento padrão para estabelecer esta medida, a mais aceita e difundida é multiplicar a medida do nosso “cavalo” por 0,65. O resultado indicará o tamanho do quadro em centímetros. Para obter o cavalo, o ciclista deve ficar descalço, encostar-se numa parede e pressionar um bastão contra a zona do períneo; com uma fita métrica, medir a distância entre o solo e o cabo.

Não é uma operação muito simples encontrar quadros com medidas específicas. De uma maneira geral, podemos nos basear em nossa altura utilizando-se o seguinte quadro:

Outro ponto crítico que você deve levar em conta quando começar a pedalar é o selim (o banco, mas desde já você, futuro ciclista, deve-se acostumar com os nomes corretos dos componentes!).

Existem vários mitos com relação a este componente. Muitos ciclistas já passaram até por dormência genital, que é causada pela pressão que o selim exerce sobre os nervos genitais. Normalmente, este efeito é passageiro, como a simples dormência de um pé, mas deve ser evitado para não causar problemas maiores no futuro, como a dificuldade de ereção.

Use este checklist para evitar a dormência:

– O selim está muito longe do guidão? Se você precisa se inclinar excessivamente para alcançar o guidão, o bico do selim vai pressionar os nervos. Instale um avanço (componente que liga o quadro/garfo ao guidão da bike) menor para facilitar a pegada;

– O bico do selim está para cima ou para baixo? Bico levantando aumenta a pressão quando você se inclina para a frente. Se estiver apontado para baixo, você desliza para a parte mais estreita do selim. Este deve estar nivelado paralelamente ao solo;

– O selim está muito alto? Isso faz com que você pressione a genitália contra o selim para alcançar os pedais. Abaixe o selim até que seu calcanhar encoste ligeiramente no pedal em sua posição mais baixa;

– O selim é largo o suficiente para o suporte necessário? A porção traseira deve suportar seu osso isquiático – os ossos de sentar;

– O selim é muito macio? Um selim coberto por uma grossa camada de espuma ou gel não é a solução para o problema da dormência. Pelo contrário, exerce mais pressão na genitália;

– Seu selim está ultrapassado? Os mais modernos são desenhados para evitar a dormência;

– Você fica muito tempo sentado? Em longas pedaladas, você deve levantar-se periodicamente do selim e pedalar em pé por um minuto. Isso alivia a pressão e restaura a circulação. Essa técnica se faz mais essencialmente se não houver montanhas no percurso, em que geralmente o ciclista pedala de pé, ou se o ciclista usa guidões aerodinâmicos.

Com as dicas acima, você vai conseguir comprar uma bike muito mais adaptada ao seu corpo e, com isso, aproveitar melhor sua pedalada. Se tiver dúvidas, deixe nos comentários e tentaremos responder da melhor maneira possível!


Postado em 1 de abril por Eu Vou de Bike

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Como evitar a câimbra na hora do exercício

Se você pedala com frequência, é quase impossível que não tenha nenhum episódio de câimbra para contar. Ela chega sem avisar e, por causa da dor, nos deixa prostrados, muitas vezes no meio da estrada! Foi o que aconteceu comigo num treino da tradicional “Estrada dos Romeiros”, que fica no interior de São Paulo, e que me deixou sem condições inclusive de caminhar até o carro de apoio que nos acompanhava. Tiver que ir carregado! Um vexame que só quem passou sabe do que estou falando…

A sensação de dor que a câimbra traz é semelhante a um choque de 220 volts, e se o ciclista não estiver bem alimentado, bem hidratado e com o condicionamento físico equilibrado, fatalmente será vítima desta dor. Câimbras são contrações musculares intensas e momentâneas, que podem atingir um grupo muscular ou um músculo isolado. Elas normalmente ocorrem após esforços físicos extenuantes, e suas causas não são tão simples de serem identificadas, pois um ou mais fatores podem estar envolvidos neste processo.

As câimbras são um dos problemas mais “mal explicados” da medicina. Atualmente, a teoria mais bem aceita (de Tim Noakes) é que elas são “um reflexo anormal do fusomuscular, ou seja, uma alteração da atividade neural do músculo”. Outra teoria atual sugere que as câimbras são causadas principalmente por desidratação. Durante o exercício, perdemos sódio e potássio, assim como cálcio e magnésio, levando a alterações químicas que causam estas contrações involuntárias. Por isto que, ao realizarmos exercícios mais longos, o uso de isotônicos é indispensável, para repormos o sódio e o potássio através dos eletrólitos contidos nestas bebidas.


Banana, rica em potássio, pedal pode ajudar a prevenir câimbra

O ideal é sempre se hidratar sem sentir sede. Para os pedais mais rápidos, um gole generoso de água a cada 20 minutos é o suficiente. Se for treino, procure alternar água com o uso de isotônicos, a cada 20 minutos. Um outro ponto de atenção é saber diferenciar as câimbras das contraturas musculares. A contratura é causada por estresse e ou fadiga muscular, e, ao contrário da câimbra, a dor demora muito a passar e permance no local, causando inclusive lesão nos tecidos musculares. Neste caso, o ideal é procurar o médico para evitar lesões permanentes.

De uma maneira geral, para prevenir as câimbras, além do cuidado com a hidratação, devemos evitar pedalar com roupas muito pequenas, que possam atrapalhar nossa circulação; devemos evitar ainda ir além de nossa capacidade nos treinamentos; na véspera dos treinos devemos evitar utilizar alimentos com muitos conservantes e edulcorantes, bem como evitar a utilização de diuréticos com o objetivo de emagrecer, sem orientação médica.

Ainda sobre a prevenção, o ideal é aquecer pedalando de modo progressivo. Eu, por exemplo, quando inicio um treino, procuro colocar uma marcha bem leve e girar numa cadência alta, entre 100 a 120 rpms, por 5 a 10 minutos, dependendo do treino, realizando um aquecimento progressivo. O ideal também é mudar de posição de tempos em tempos na bicicleta, e principalmente, ter a bicicleta muito bem ajustada. Sobre isto já tratamos em outros posts, como este aqui.

E quando a câimbra aparecer durante uma pedalada, o ideal é agir o mais rapidamente possível. O primeiro de tudo é procurar localizar a dor: se ela for na panturrilha, alongue-a esticando como se houvesse um grande peso no seu calcanhar. Você pode fazer isto em cima da bike. Porém, se a dor for muito intensa, pare a bicicleta em um local seguro, apoie o calcanhar no chão e tente segurar o dedão do pé. Se a dor for no quadríceps, a parte da frente da coxa, se você tiver bom equilíbrio, pode permanecer em cima da bike, tirando o pé do pedal (da perna atingida) e, com o auxílio da mão, coloque o calcanhar o mais próximo possível da região do glúteo.

Mas se você for vítima constante de câimbras, ou ainda se, mesmo após o desaparecimento das mesmas, você ainda sentir dores no local, não deixe de consultar um médico!


Postado em 18 de março por Eu Vou de Bike

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Aprenda a frear corretamente

Quando começamos a andar de bicicleta, uma das coisas que mais fazemos é frear! E, infelizmente, é uma das coisas que mais fazemos da maneira errada.

Frear corretamente e sem desgastar os componentes das bicicleta envolve muitas variáveis! Dentre essas variáveis estão o tipo de freio (“cantilever”, “v-brake”, a disco, entre outros), o tipo e a condição do terreno em que estamos pedalando (asfalto, terra, areia, etc), e o tipo de bicicleta que estamos conduzindo.

Não temos o objetivo de fazer uma discussão técnica sobre qual o tipo de freio é melhor ou mesmo técnicas utilizadas em ambiente competitivo. Nossa ideia é fornecer algumas dicas para que você possa otimizar esta tarefa rotineira e crucial para quem “vai de bike”!

Para obter uma boa frenagem, é necessário estar com os pneus em dia, bons freios (com boas “sapatas” ou bons discos, dependendo do caso), boas rodas e, principalmente, manter o conjunto sempre limpo e bem regulado. O posicionamento errado do conjunto de freios compromete a eficiência de todo o processo, qualquer que seja a qualidade das peças.

O ideal é frear sempre nas retas, para obter a maior tração possível do conjunto. A posição dos manetes dos freios deve estar sempre o mais próximo possível do avanço do guidão, pois o ideal é que nossos dedos estejam nas pontas dos manetes, e não no meio, pois com isto temos mais força de alavanca e, portanto, menos desgaste físico.


Posição ideal dos dedos no manete do freio

Em termos de terreno, o ideal é sempre dar prioridade para frear em terreno mais seco e firme. Ou seja, em dias de chuva ou garoa, devemos diminuir nossa velocidade e sempre procurar antecipar as reações dos outros veículos em nosso entorno. Se estiver pedalando na terra, escolha a parte mais seca do solo, com menos vegetação e umidade. Acredite: isto pode fazer toda a diferença entre “tomar um chão” ou não!

O excesso de frenagem também pode provocar acidentes. Procure olhar sempre para onde se está indo, o mais “para frente” possível. Isto diminuirá a sensação de velocidade pois ao olharmos mais perto de onde estamos, parece que estamos indo “muito rápido” e tendemos a frear mais.

Assim como nos veículos a motor, o ideal é trabalhar com as marchas e com a velocidade, freando o mínimo possível. Com a experiência, percebemos que cada lugar tem a sua velocidade. E, ao trabalharmos desta maneira, poupamos os componentes da bike.

A eficiência dos freios

Somente para referência, um bom conjunto de freios deve ser acionado, em situações normais, somente com um dedo, e nas emergências com dois dedos. Se você tiver que fazer maior esforço que este, provavelmente está com algum problema em seu sistema e o ideal é ir a uma oficina de sua confiança para resolver o problema.

Por incrível que pareça, o freio dianteiro é o mais eficiente para parar a bicicleta. Procuramos sempre trabalhar em média com 65% de apoio no freio dianteiro e 35% no freio traseiro. A importância de trabalhar os dois freios “em conjunto” é muito grande, pois, apesar do freio dianteiro ser o maior responsável por “parar” a bike, o freio traseiro é que fornece a “firmeza” no trajeto e na direção da bicicleta, e que também vai garantir a tração da bike para que o dianteiro possa atuar.

Devemos evitar sempre o travamento das rodas, que quase sempre é seguido por uma derrapagem e uma possível queda. Se precisar frear bruscamente, “trave” a roda traseira, mas nunca a dianteira. E ao fazer isto, procure jogar seu corpo para trás, como se quisesse “puxar” a bike. Aliás, a posição do corpo afeta e muito a bike no momento da frenagem. Quanto mais peso houver sobre a roda traseira, maior será a tração com o solo, fazendo você parar com mais eficiência.

Por exemplo, se estiver descendo um trecho inclinado e precisar frear, saia do selim e movimente seu corpo para trás, fazendo com que todo seu peso se desloque para a roda traseira. Em trechos mais técnicos, principalmente em trilhas, chegamos até a ficar com o corpo atrás do selim, modificando o centro de gravidade da bicicleta. Mas para o uso cotidiano, e principalmente urbano, isto não se faz necessário.

E só para lembrar, o freio dianteiro é sempre do lado esquerdo, do lado do coração! E o traseiro do lado direito. Acredite: já vi muito ciclista cair por se confundir na hora de frear…

Além das dicas acima, sempre mantenha seu olhar para a frente, prevendo o que acontece no entorno, os obstáculos e as reações dos outros veículos e pedestres. Fique sempre atento aos pedestres, que quase sempre atravessam na frente das bicicletas por não terem ideia de que a bike normalmente “chega” até eles antes do que eles previram, devido a velocidade em que se desloca. Este é o motivo mais comum de acidentes entre ciclistas e pedestres, principalmente nos parques, onde muitas vezes todos estão mais desatentos do que o usual.

Concluindo, utilize sempre seus freios com equilíbrio e segurança!


Postado em 4 de março por Eu Vou de Bike

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Musculação em casa

O objetivo deste post é passar algumas noções de exercícios que podemos executar sem grandes recursos de equipamentos e que visam ajudar no fortalecimento dos grupos musculares envolvidos em nossa atividade preferida, que é andar de bicicleta.

A função destes exercícios não é a hipertrofia, ou seja, o crescimento muscular, mas sim fortalecer e melhorar o condicionamento das regiões trabalhadas. O ideal é executar 3 séries de 15 a 20 repetições de todos os movimentos apresentados abaixo.

Preferencialmente, todos os exercícios devem ser feitos sob supervisão e/ou acompanhamento de um profissional da área, para evitar qualquer tipo de lesão.

1-) Agachamento

Material:
– cabo de vassoura;
– cadeira ou banco.

Objetivo: condicionamento e fortalecimento da região frontal e posterior da coxa, glúteos e região lombar.

Posição Inicial:

obs.: observe os braços semi-flexionados em relação a barra e os pés paralelos ao quadril.

Posição Final:

obs.: projete o quadril para trás, evitando que os joelhos ultrapassem a linha imaginária formada pela ponta dos pés.

Variação do Agachamento:

Você pode realizar este exercício sem a utilização do apoio, somente realizando o movimento de descida/ subida

Posição Inicial:

obs.: tanto faz se iniciar o movimento sentado e subir, ou em pé e descendo.

Posição Final:

2-) Flexão de Joelho

Material:
– cabo de vassoura

Objetivo: fortalecimento da parte posterior de coxa

Posição Inicial:

3-) Stiff

Material:
– cabo de vassoura

Objetivo: fortalecimento da parte posterior de coxa, região de glúteos e lombar

Posição Inicial:

4-) Extensão de Joelho

Material:
– cadeira ou banco.

Objetivo: fortalecimento da parte frontal da coxa.

Posição Inicial:

Posição Final:

obs.: realizar o movimento com ambas as pernas

5-) Adução

Material:
– colchonete (opcional).

Objetivo: fortalecimento da parte interna da coxa.

Posição Inicial:

obs.: realizar o movimento com ambas as pernas. Observe a ponta dos pés voltada p/ a pessoa e o joelho semi-flexionado.

Posição Final:

6-) Abdução

Material:
– colchonete (opcional).

Objetivo: fortalecimento da parte externa da coxa e região de glúteos

Posição Inicial:

obs.: realizar o movimento com ambas as pernas. Observe a ponta dos pés voltada p/ a pessoa e o joelho semi-flexionado.

Posição Final:

7-) Panturrilha

Material:
– escada (ou algum tipo de degrau).

Objetivo: fortalecimento da panturrilha.

Posição Inicial:

Posição Final:

8-) Tibial

Material:
– escada (ou algum tipo de degrau).

Objetivo: fortalecimento da musculatura tibial.

Posição Inicial:

Posição Final:

obs.: note a posição de elevação final dos pés. Aqui também adicionamos o uso de uma caneleira localizada nos pés, para acréscimo de peso, melhorando a eficácia do exercício.

9-) Glúteos:

Material:

– banco (ou alguma elevação)
– escada (ou algum tipo de degrau).

Objetivo: fortalecimento da musculatura da região de glúteos.

Posição Inicial:

Posição Final:

obs.: realizar este movimento em ambas as pernas.

Com o decorrer do tempo, os exercícios sem carga acabam se adaptando ao condicionamento da pessoa. A partir deste ponto, o ideal é aumentar as séries e repetições, ou adicionar peso, através de uma caneleira, por exemplo, conforme a foto do último movimento.

Esperamos que com este post você possa fortalecer sua musculatura e com isso tornar seus passeios mais prazeirosos e menos cansativos!

Agradecemos ao professor Fábio Roberto Porazza Cibella ( CREF 082664-G/SP).


Postado em 25 de fevereiro por Eu Vou de Bike

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Dicas de manutenção da bicicleta

Estamos compilando por aqui no Eu Vou de Bike uma série de dicas que já publicamos ao longo de mais de dez anos de blog.

Desta vez vamos dar algumas dicas de manutenção para você deixar a bicicleta sempre pronta para o pedal com mais segurança. Trate bem a sua bike!

Pneus
Pneus carecas furam com mais facilidade e deixam sua bicicleta instável. Os ressecados podem se romper. Substitua-os sempre que necessário e calibre-os de acordo com as recomendações do fabricante. Você pode encontrá-las na lateral do pneu.

Rodas
Verifique sempre a centragem dos aros e o estado dos raios. Os cubos devem ser lubrificados periodicamente.

Transmissão
Coroas, catracas, correntes e pedais devem estar sempre lubrificados, mas não exagere para evitar o acúmulo de sujeira e detritos. Use lubrificantes específicos para este fim.

Câmbios
Mantenha os câmbios dianteiro e traseiro regulados para maior precisão na troca de marchas e evitar o desgaste prematuro de peças.

Freios
Tenha sempre os freios bem ajustados e cheque regularmente o estado das sapatas e cabos.

Quadro
Ruídos estranhos podem significar falta de lubrificação ou sujeira. Na pior das hipóteses, pode também haver trincas na estrutura da bicicleta ou problemas junto ao movimento central. Leve-a o mais rápido possível ao mecânico de sua confiança para uma checagem mais detalhada.

Guidão
Mantenha apertados os parafusos junto à mesa, ao guidão e manetes, bem como verifique se há folga na caixa de direção. A perda do controle da bicicleta é extremamente perigosa.

Reparos
Finalmente, se você pedala sozinho ou em grupos organizados, leve sempre um kit básico de sobrevivência para não “ficar na mão”.

Tenha sempre:
Uma câmara de ar reserva ou “kit remendo”;
Espátulas para retirar o pneu;
Bomba de ar (com ou sem indicador de pressão);
Chaves com medidas e tipos adequados aos componentes da sua bicicleta;
Chave de corrente e elos sobressalentes podem ser muito úteis (principalmente se você é um ciclista que prefere pedalar sozinho).

Bom pedal!


Postado em 18 de fevereiro por gugamachado

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O Que Acontece Quando Você Para de Pedalar?

Não deixe sua bicicleta pegando poeira!!!

Quando você para de pedalar….

…No primeiro dia:

Seu humor flutua “para baixo”… Minutos depois de iniciar o exercício, sua atividade neural acende seu cérebro como se fosse “uma máquina caça-níqueis em tilt completo”, o que não somente constrói seu cérebro (literalmente falando), mas também melhora o seu humor. O pesquisador neuroquímico J. David Glass da Kent State University relata que no momento em que os ratos de laboratório começam a pular e correr em suas rodas, eles recebem um aumento de serotonina de 100 a 200%, que é a mesma quantidade de aumento que os medicamentos antidepressivos necessitam para melhorar o nosso bem-estar e combater a depressão. Negar ao seu corpo esta possibilidade de melhoria natural através da pedalada, mesmo que por um dia, vai te deprimir, em especial se for um dia muito estressante.

Ao parar de pedalar seu metabolismo fica estagnado. Pedalar acelera o seu metabolismo em até cinco vezes acima da sua taxa de repouso durante o trabalho. Ainda quando você pedala, você queima entre 400 e 500 calorias por hora de atividade. Isso significa até 400 gramas de gordura por semana você poderia ter perdido, mas não o fez.

… Uma semana depois:

Sua pressão arterial aumenta. Exercícios aeróbicos tais como o ciclismo solicitam que o seu corpo libere hormônios que, além de outras funções, tornam seus vasos sanguíneos mais resistentes ao rompimento. Com as altas quantidades de sangue “bombando” através através de seu sistema, suas artérias e veias se manterão mais flexíveis. Os efeitos são rápidos e breves, ou seja, ocorrem quando você começa a pedalar e se encerram quando você para de pedalar. Pesquisas consideram que pedalar regularmente pode baixar sua pressão arterial em cerca de 8 (diastólica) a 10 (sistólica) pontos em um mês! Porém, ela começa a subir novamente depois de apenas uma semana que você fica “fora do selim”, sendo que você volta a sua condição inicial em apenas duas semanas.

Sua taxa de açúcar no sangue sofre muitos picos. Quando você pedala regularmente, seus músculos ficam famintos pelo açúcar que entra em sua corrente sanguínea depois que você come. Eles fazem isto para armazenar a energia para mais tarde. Depois de apenas cinco dias de inatividade, o açúcar “pós-refeição” simplesmente “permanece” em seu sangue, o que ao longo do tempo pode levar a doenças cardíacas e diabetes, segundo um estudo publicado na revista Medicine & Science in Sports & Exercise. Além do mais, as enzimas que processam a gordura e o açúcar presentes em sua corrente sanguínea começam a diminuir quando você fica sedentário, levando ao aumento das taxas de colesterol e açúcar.

… Duas a quatro semanas mais tarde:

Adeus ao volume de sangue aumentado … e ao seu condicionamento físico. A prática do ciclismo regular aumenta o volume de sangue e capacidade do seu corpo em utilizar o oxigênio que ela carrega. Depois de apenas um mês fora da bike, o seu volume de sangue cai quase 10 por cento. O seu volume de bombeamento (a quantidade de sangue que seu coração pode empurrar para fora por batida) cai 12 por cento. Suas mitocôndrias, que agem como fornos de produção de energia do seu corpo, começarão a diminuir a partir do desuso. O resultado final: seu V02 max- isto é, o seu “benchmark” de aptidão física – sofre uma queda de 6 por cento, deixando você bem menos condicionado do que algumas semanas antes.

… Mais de um mês depois:

Suas roupas ficam bem mais confortáveis quando você está em forma. Mas quando você fica sedentário,  o seu metabolismo diminui, diminuindo também a queima de gordura, fazendo sua reserva de gordura aumentar. Daí as roupas passam a nos “apertar”. Isto é sempre um bom indicativo que devemos retomar nossa rotina de exercícios. Um estudo publicado no “Journal of Strength and Conditioning Research” descobriu que nadadores que pararam de treinar durante cinco semanas aumentam consideravelmente seus pesos, suas medidas de cintura, resultando num aumento de suas gorduras corporais em 12 por cento, isto em apenas cinco semanas fora da piscina!

… Anos depois:

Sua saúde piora de muitas maneiras. Um estudo sobre gêmeos idênticos masculinos que tinham sido fisicamente ativo descobriu que quando um gêmeo parou de se exercitar regularmente por alguns anos, ele diferia consideravelmente em termos de saúde em comparação a seu irmão. Especificamente, ele foi significativamente mais fraco, tinha cerca de 3 quilos a mais de gordura corporal, tinha mais resistência à insulina, e tinha ainda menos massa cinzenta (leia-se: seu cérebro era menor) do que seu irmão fisicamente ativo.

A boa notícia é que não é preciso muito reverter este declínio rápido. A pesquisa mostrou que apenas sair para uma caminhada rápida uma vez ou duas vezes por semana pode ajudar a manter esses ganhos de condicionamento físico tão suado…

Se o seu  tempo está “apertado”, tente algum treinamento do tipo “funcional”, onde utilizamos o nosso próprio peso para nos exercitar em casa mesmo,  ou corridas/ pedaladas curtas, mas com intervalos de alta intensidade (pedale normalmente e depois de 5 minutos pedale por um minuto no limite do seu folego. Faça estes intervalos por cerca de 5 vezes, totalizando de 20 a 30 minutos de exercício).

Lembre-se que o importante é não ficar parado!!!



Próxima