Blog Vou de Bike

Postado em 18 de fevereiro por gugamachado

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O Que Acontece Quando Você Para de Pedalar?

Não deixe sua bicicleta pegando poeira!!!

Quando você para de pedalar….

…No primeiro dia:

Seu humor flutua “para baixo”… Minutos depois de iniciar o exercício, sua atividade neural acende seu cérebro como se fosse “uma máquina caça-níqueis em tilt completo”, o que não somente constrói seu cérebro (literalmente falando), mas também melhora o seu humor. O pesquisador neuroquímico J. David Glass da Kent State University relata que no momento em que os ratos de laboratório começam a pular e correr em suas rodas, eles recebem um aumento de serotonina de 100 a 200%, que é a mesma quantidade de aumento que os medicamentos antidepressivos necessitam para melhorar o nosso bem-estar e combater a depressão. Negar ao seu corpo esta possibilidade de melhoria natural através da pedalada, mesmo que por um dia, vai te deprimir, em especial se for um dia muito estressante.

Ao parar de pedalar seu metabolismo fica estagnado. Pedalar acelera o seu metabolismo em até cinco vezes acima da sua taxa de repouso durante o trabalho. Ainda quando você pedala, você queima entre 400 e 500 calorias por hora de atividade. Isso significa até 400 gramas de gordura por semana você poderia ter perdido, mas não o fez.

… Uma semana depois:

Sua pressão arterial aumenta. Exercícios aeróbicos tais como o ciclismo solicitam que o seu corpo libere hormônios que, além de outras funções, tornam seus vasos sanguíneos mais resistentes ao rompimento. Com as altas quantidades de sangue “bombando” através através de seu sistema, suas artérias e veias se manterão mais flexíveis. Os efeitos são rápidos e breves, ou seja, ocorrem quando você começa a pedalar e se encerram quando você para de pedalar. Pesquisas consideram que pedalar regularmente pode baixar sua pressão arterial em cerca de 8 (diastólica) a 10 (sistólica) pontos em um mês! Porém, ela começa a subir novamente depois de apenas uma semana que você fica “fora do selim”, sendo que você volta a sua condição inicial em apenas duas semanas.

Sua taxa de açúcar no sangue sofre muitos picos. Quando você pedala regularmente, seus músculos ficam famintos pelo açúcar que entra em sua corrente sanguínea depois que você come. Eles fazem isto para armazenar a energia para mais tarde. Depois de apenas cinco dias de inatividade, o açúcar “pós-refeição” simplesmente “permanece” em seu sangue, o que ao longo do tempo pode levar a doenças cardíacas e diabetes, segundo um estudo publicado na revista Medicine & Science in Sports & Exercise. Além do mais, as enzimas que processam a gordura e o açúcar presentes em sua corrente sanguínea começam a diminuir quando você fica sedentário, levando ao aumento das taxas de colesterol e açúcar.

… Duas a quatro semanas mais tarde:

Adeus ao volume de sangue aumentado … e ao seu condicionamento físico. A prática do ciclismo regular aumenta o volume de sangue e capacidade do seu corpo em utilizar o oxigênio que ela carrega. Depois de apenas um mês fora da bike, o seu volume de sangue cai quase 10 por cento. O seu volume de bombeamento (a quantidade de sangue que seu coração pode empurrar para fora por batida) cai 12 por cento. Suas mitocôndrias, que agem como fornos de produção de energia do seu corpo, começarão a diminuir a partir do desuso. O resultado final: seu V02 max- isto é, o seu “benchmark” de aptidão física – sofre uma queda de 6 por cento, deixando você bem menos condicionado do que algumas semanas antes.

… Mais de um mês depois:

Suas roupas ficam bem mais confortáveis quando você está em forma. Mas quando você fica sedentário,  o seu metabolismo diminui, diminuindo também a queima de gordura, fazendo sua reserva de gordura aumentar. Daí as roupas passam a nos “apertar”. Isto é sempre um bom indicativo que devemos retomar nossa rotina de exercícios. Um estudo publicado no “Journal of Strength and Conditioning Research” descobriu que nadadores que pararam de treinar durante cinco semanas aumentam consideravelmente seus pesos, suas medidas de cintura, resultando num aumento de suas gorduras corporais em 12 por cento, isto em apenas cinco semanas fora da piscina!

… Anos depois:

Sua saúde piora de muitas maneiras. Um estudo sobre gêmeos idênticos masculinos que tinham sido fisicamente ativo descobriu que quando um gêmeo parou de se exercitar regularmente por alguns anos, ele diferia consideravelmente em termos de saúde em comparação a seu irmão. Especificamente, ele foi significativamente mais fraco, tinha cerca de 3 quilos a mais de gordura corporal, tinha mais resistência à insulina, e tinha ainda menos massa cinzenta (leia-se: seu cérebro era menor) do que seu irmão fisicamente ativo.

A boa notícia é que não é preciso muito reverter este declínio rápido. A pesquisa mostrou que apenas sair para uma caminhada rápida uma vez ou duas vezes por semana pode ajudar a manter esses ganhos de condicionamento físico tão suado…

Se o seu  tempo está “apertado”, tente algum treinamento do tipo “funcional”, onde utilizamos o nosso próprio peso para nos exercitar em casa mesmo,  ou corridas/ pedaladas curtas, mas com intervalos de alta intensidade (pedale normalmente e depois de 5 minutos pedale por um minuto no limite do seu folego. Faça estes intervalos por cerca de 5 vezes, totalizando de 20 a 30 minutos de exercício).

Lembre-se que o importante é não ficar parado!!!


Postado em 11 de fevereiro por gugamachado

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5 Maneiras de fazer a sua velha bicicleta sentir como nova !!!

Se os conselhos que demos aqui não funcionaram e você não conseguiu comprar uma bike nova, então o jeito é reformar sua bike antiga mesmo!

Com o tempo, sua bicicleta vai sentindo o “peso da idade”, e as coisas passam a não mais funcionar devidamente, piorando em muito a experiência do pedalar…E nos tempos difíceis que estamos vivendo, a ordem é aproveitar tudo ao máximo, consertando, reciclando e seguindo adiante até onde der!

Assim, damos algumas dicas para fazer sua velha companheira voltar a ser digna dos mais épicos pedais!

1. Troque todas as borrachas! 

Quando foi a última vez que você substituiu seus pneus? Se eles são pneus de estrada (mais finos e lisos), devem estar ficando com o meio da banda de rodagem “plana/ gasta” e com certeza devem estar apresentando pequenos cortes ao longo do pneu, certo? E se for um pneu de montanha, os “cravos” laterais ainda estão intactos ou eles já estão mostrando ruptura nas bordas?

Além dos sinais de desgaste óbvios, a borracha em seus pneus vai ficando mais “dura” ao longo do tempo. Assim, nada traz mais “vida nova” a uma bicicleta como um novo conjunto de pneus, especialmente se  você estiver atualizando para algum pneu melhor!

Para ciclistas de estrada, se a estrutura de quadro e garfo de sua bicicleta permitir, porquê não utilizar um pneu mais largo? Com isto, seus pedais ficarão mais confortáveis e estáveis!

O mesmo vale para as mountain bikes, que naturalmente já possuem pneus mais largos, mas que muitas vezes podem comportar uma largura maior ainda, que dentro de um certo limite (máximo de 2.50 polegadas) vai melhorar muito seu pedal em termos de conforto.

E quando for trocar seus pneus, verifique as suas câmaras de ar e aros. Estes não vão fazer muita diferença em termos de “pilotagem”, porém certamente podem te livrar da inconveniência de um furo…

Com os pneus já checados, verifique as outras partes de borracha na bicicleta – as “sapatas” dos freios, se sua bicicleta tiver freios do tipo “v-brake_ ou “canti-lever”, pois se os mesmos estiverem desgastados podem comprometer sua frenagem e até mesmo danificar seus aros. Se seu freio for a disco, verifique também suas pastilhas!

2. Substitua os seus “pontos de contato”

É senso comum que uma fita de guidão ou manoplas novas deixam sua bike “mais jovem” imediatamente!E certamente isto é verdade! Porém é importante não ignorar seus outros pontos de contato do seu corpo com a sua bicicleta também.

Os selins se desgastam ao longo do tempo e a espuma interna pode perder a sua firmeza, não fornecendo mais o apoio necessário para seu conforto. Assim, se o seu selim está gasto no meio, ou mesmo apresenta algumas rachaduras, é hora de substituí-lo!

Na dúvida, visite sua “bike shop” de confiança para avaliar a condição de seu selim atual. Hoje existem modelos bem leves e confortáveis que podem revolucionar sua experiência no pedal. Mas lembre-se que a máxima “quanto maior melhor” não é verdadeira. O melhor selim é aquele mais anatômico e que se encaixa melhor em você. Portanto, ao trocar de selim, não deixe de testar o novo devidamente!

Mesma história nos seus pedais. Eles contém partes móveis que não duram eternamente! Peça uma avaliação por parte de seu mecânico, e se for o caso, faça a substituição. Aproveite para experimentar os pedais do tipo “clip”, pois, mesmo se você for um ciclista urbano, estes aumentam em muito sua performance na pedalada, e hoje em dia existem muitas sapatilhas para uso urbano com visual bem interessante e casual!

3. Os cabos são “as veias” de sua bicicleta!

Considere um cabo gasto, sujo ou enferrujado como uma artéria entupida – e, assim como no nosso corpo, isto é uma má notícia para a sua bike. Substituir e/ou lubrificar seus cabos é algo relativamente barato e que vai melhorar muito sua experiência de pedalar!

Utilize os sistemas comuns de cabos de aço inoxidável e faça a lubrificação interna com lubrificante do tipo “teflon”.

E depois mantenha-os sempre limpos e lubrificados.

3. Como está sua corrente?

Normalmente, este é um dos pontos mais negligenciados pelo ciclista. E deveria ser exatamente o contrário.

Regularmente, você deve limpar e lubrificar sua transmissão. O ideal é “lavar” mesmo sua corrente, com água e sabão, tirando toda sujeira e lubrificação antiga, para então utilizar algum desengraxante/ lubrificante do tipo “WD 40”, lubrificando cada elo com um óleo específico ao final desta lavagem.

Uma corrente suja atrapalha muito a eficiência do seu pedal. Você pode encontrar dicas de manutenção de sua transmissão aqui!

Mas antes disto verifique o estado geral da corrente e veja se não é o caso de substituí-la. Na dúvida, procure seu mecânico de confiança.

5. Como estão seus rolamentos?

Diz o ditado que “o que os olhos não vêem, o coração não sente”. Como os rolamentos é a mesma coisa. Como são componentes escondidos, e nem sempre conseguimos “ouvi-los” rangendo, costumamos não dar muita atenção a eles…

A boa notícia é que muitas bicicletas modernas usam ‘rolamentos selados’, também conhecido como ‘rolamentos de cartucho’, e que têm uma durabilidade muito grande! Porém, quando você sentir sua bicicleta “áspera” ou apresentando muitos “rangidos” durante o pedal, a melhor solução é substituí-los. Infelizmente, dependendo de como eles estão instalados, você pode precisar de algumas ferramentas especializadas.

Neste caso o ideal é realizar o serviço na sua bike shop de confiança. E procure utilizar os melhores rolamentos que seu dinheiro puder pagar (compatível com os componentes de sua bike, é claro). Estes rolamentos estão presentes nos seus cubos de roda, movimento central, caixa de direção e pedais.

E é impressionante a diferença que rolamentos novos e de boa qualidade trazem ao seu pedal!

Finalizando, esperamos que, ao levar em consideração todos itens acima, você volte a ter um caso de amor com sua bicicleta!!!


Postado em 4 de fevereiro por gugamachado

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10 Razões para te convencer a comprar uma bicicleta nova!

Diz o dito popular: será que eu devo casar ou comprar uma bicicleta? Por aqui, nós acreditamos nos dois! E a imagem acima reflete bem isto! Afinal, por que não casar de bike, como fez nosso amigo Willian Cruz, do Vá de Bike?

Mas nosso objetivo aqui é falar da bicicleta, pois casamento é realmente algo muito complexo para tratar num simples post…

E daí vem a pergunta: será que eu preciso de uma bicicleta nova? São tantos modelos, tantas escolhas, tantas funções diferentes…Mas também, se eu tivesse uma bike nova eu usaria ela mais, pedalaria mais pro trabalho, me exercitaria mais, o que me ajudaria muito na minha saúde e nas minhas finanças, além de poupar meu tempo, pois a bike e um veículo muito eficiente nos deslocamentos urbanos…

Mas, qual o número certo de bikes para se ter? Aqui temos uma complexa fórmula matemática, que é N + 1, sendo que N é o número atual de bicicletas que você possui…Ou seja, se você realmente pedala, sempre está de olho num outro modelo, que vai trazer uma nova vantagem…E bicicletas são coisas mágicas, onde, sem ostentação, tanto faz uma bike de “magazine” quanto o último modelo daquela marca cobiçada, a sensação de liberdade e vento no rosto será sempre a mesma!

Então, se você está procurando uma razão para aumentar sua coleção, deixa a gente te ajudar! Afinal, sabemos como começa…Primeiro você manda arrumar aquela sua velha bicicleta que estava encostada tomando poeira em algum canto da sua casa…Passado algum tempo e muito prazer, você descobre que ela, apesar de tudo, já não te atende mais em certos percursos…Daí volta na loja e é apresentado ao fabuloso mundo das “Mountain Bikes”…. Muitas trilhas depois, você começa a sentir falta de desempenho, e percebe que todos os seus amigos que “pedalam mais forte” costumam treinar de “Speed” ou “Road Bikes”….Daí já viu né??? Mas nenhuma delas é muito adequada para se utilizar como meio de transporte, então….

Então, se você está procurando uma razão para adquirir esta nova bike que você está cobiçando, ou precisa de uma justificativa convincente para persuadir o seu parceiro/pais/ gerente de banco que isto não é um desperdício de dinheiro, vamos ajudá-lo com estas (desculpas esfarrapadas) justificativas profundas!

Seria bom você iniciar praticando-as na frente de um espelho para garantir que você tenha um discurso suave e natural!

1. Minha bicicleta velha está quebrada!

Uma velha e boa desculpa, e muito difícil de ser combatida! Tudo bem que esta “quebra” pode variar muito… Um pneu furado e alguns raios quebrados não são exatamente algo irreparável, mas muita ferrugem, rachaduras, peças que se soltam sozinhas, câmbios e freios que não funcionam, certamente sugerem que é hora de uma nova bicicleta!

2. Eu preciso vender minha bicicleta  antiga antes que seu valor de revenda caia!

A indústria de bicicletas está inovando mais rápido do que uma sala cheia de engenheiros da Apple, ou assim parece. Esta bike na qual você acabou de investir uma fortuna estará obsoleta antes da próxima estação do ano, então, se você quiser vendê-la a um bom preço é melhor fazê-lo rapidamente. E, claro, ter uma bicicleta nova para substituí-la.

3. A nova bicicleta é realmente a bike que você sempre quis e você nunca mais vai precisar de outra

Esta razão deve ser utilizada com muito cuidado. É um argumento para se utilizar uma só vez, pois pode colocar suas futuras compras em risco!

Essencialmente, este argumento pode significar que todas as bicicletas que você teve antes não eram muito boas, e, finalmente, as novas tecnologias e design das bicicletas se uniram para criar a “bicicleta definitiva”, com geometria e componentes incríveis e um visual “matador”! Ou seja, a bicicleta para acabar com todas as bicicletas!

Até a próxima ser lançada…

4. A nova bicicleta vai me ajudar a ficar “em forma”

Se você adquirir esta nova bike, vai pedalar mais e ficar mais saudável e “em forma”. Este argumento é bem forte, pois todo mundo sabe que as bicicletas são boas para o seu bem-estar físico e mental, certo? E quanto mais “em forma” você estiver, menor o risco de desenvolvimento de várias doenças, tais como as doenças cardíacas, no futuro. Quando você pensa sobre isso, não é apenas uma bicicleta nova, mas um investimento em sua saúde futura.

5. A nova bike vai realmente me poupar dinheiro

Apesar do investimento na novíssima bicicleta, se você tivesse este determinado modelo você estaria economizando o dinheiro gasto em transporte/academia/remédios. Assim, embora você esteja gastando dinheiro em uma bicicleta nova, na realidade, você está economizando dinheiro no longo prazo.

6. Eu tenho que comprá-lo antes que a economia enlouqueça!

Em face da incerteza econômica global provocada pela Brexit / Donald Trump / Dilma-Temer, existem chances reais dos preços subirem! . Então, realmente é crucial que você compre sua bike agora!

7. Eu sei que já tenho uma bicicleta de estrada, mas as estradas são irregulares  e uma bicicleta “off road” (MTB) seria mais apropriada

Nós usamos um exemplo de bicicleta de estrada aqui, mas existem muitas variações sobre o tema. Tudo se resume a garantir que sua bike seja realmente apta ao seu percurso, certo?

Você não gostaria de destruir seu querido quadro de fibra de carbono em estradas irregulares…Afinal, as “mountain bikes” são feitas para isto! Da mesma forma, aquela linda bicicleta de montanha “full suspension” que você comprou para as suas aventuras “all-mountain”  não vai assim tão bem nas curtas e sinuosas estradas de terra próximas de sua casa…Seria muito mais divertido ter uma MTB clássica do tipo “hard tail”, né?

Variações sobre o tema…Claro que sempre se preocupando com a segurança do ciclista e com a durabilidade da bike…

8. É mais barato comprar uma nova bicicleta do que atualizar a antiga

Você está com sua bike atual a algum tempo, e agora ela precisa de uma bela manutenção! Se tiver que trocar peças,  não será nada barato! Quando você tiver feito orçamento de um novo grupo de componentes, suspensão dianteira, rodas e pneus mais leves, além da revisão em sim, vai concluir que este custo as vezes pode chegar perto de uma bike nova! Além disso, ao comprar uma nova bike, você pode vender a antiga e obter algum dinheiro para ajudar no custo da nova aquisição!

Claro, são grandes as chances de você não querer vender sua bike antiga…

9. Eu estou apoiando o comércio local e nacional

Lojas de bicicletas locais são uma parte importante da economia da bicicleta, muitas vezes agindo como o centro social e cultural da cena local. Seu mecânico amigo está sempre à disposição para oferecer conselhos ou ter longas conversas sobre o mais recente grupo de componentes ou os resultados das competições mais recentes. Passar em sua loja local garante que eles possam continuar a sobreviver, e também significa que você terá um atendimento e um serviço muito mais eficiente no caso de um problema em sua nova bike.

E nós poderíamos ir mais longe! A economia nacional precisa do dinheiro circulando a fim de crescer. Assim, através da compra de uma bicicleta você está realmente ajudando o país, impulsionando a economia e ajudando a combater a recessão. Comprar uma bicicleta é o seu dever patriótico!

10. Minha bicicleta velha está desatualizada

Os padrões da indústria mudaram, há um monte de novas tecnologias e novo grupo de acessórios, câmbios e freios saindo em uma base quase diária. Assim, se você não se atualizar, você ficará como uma “Brompton” (bicicleta dobrável) num campo de “Pinarellos” (bicicleta do tipo “road” de alta performance), ou seja, você vai ser deixado para trás, tentando andar na estrada empoeirada por todos os outros ciclistas que se atualizaram. E você não quer isso, não é?

A alternativa

Se nenhum destes argumentos funcionarem, você sempre pode tentar o caminho da “ilusão”. Certifique-se de que sua nova bicicleta é tão semelhante à antiga quanto possível, em seguida, afirme que é a mesma bike!

Atenção: isto só funciona se a pessoa que você está tentando convencer não é ciclista…

 

 


Postado em 28 de janeiro por gugamachado

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Transporte de bikes nos carros

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) publicou no Diário Oficial da União   já a algum tempo uma resolução que regulamenta o transporte das bikes em veículos. Quem deu a dica da notícia foi o José Inácio, lá no Twitter do @euvoudebike.

O transporte da bicicleta em veículos sempre foi uma área meio cinzenta no código de trânsito, sem uma definição específica. Agora, com a normatização do Contran, é possível saber exatamente qual é a regra para transportar sua bike em longas distâncias e na estrada.

A regulamentação publicada no Diário Oficial da União exalta as vantagens proporcionadas pelo uso da bicicleta. O texto diz:

“Considerando a conveniência de atualizar as normas que tratam do transporte de bicicletas nos veículos particulares.

Considerando as vantagens proporcionadas pelo uso da bicicleta ao meio ambiente, à mobilidade e à economia de combustível; resolve:
(…)
Art. 3º – A carga ou a bicicleta deverá estar acondicionada e afixada de modo que:
I- não coloque em perigo as pessoas nem cause danos a propriedades públicas ou privadas, e em especial, não se arraste pela via nem caia sobre esta;
II- não atrapalhe a visibilidade a frente do condutor nem comprometa a estabilidade ou condução do veículo;
III- não provoque ruído nem poeira;
IV- não oculte as luzes, incluídas as luzes de freio e os indicadores de direção e os dispositivos refletores; ressalvada, entretanto, a ocultação da lanterna de freio elevada (categoria S3);
V- não exceda a largura máxima do veículo;
VI- não ultrapasse as dimensões autorizadas para veículos estabelecidas na Resolução CONTRAN nº 210, de 13 de novembro de 2006, que estabelece os limites de pesos e dimensões para veículos que transitam por vias terrestres e dá outras providências, ou Resolução posterior que venha sucedê-la.
VII- todos os acessórios, tais como cabos, correntes, lonas, grades ou redes que sirvam para acondicionar, proteger e fixar a carga deverão estar devidamente ancorados e atender aos requisitos desta Resolução.
VIII- não se sobressaiam ou se projetem além do veículo pela frente.

(…)

Capítulo III
Regras aplicáveis ao transporte de bicicletas na parte externa dos veículos
Art. 8º A bicicleta poderá ser transportada na parte posterior externa ou sobre o teto, desde que fixada em dispositivo apropriado, móvel ou fixo, aplicado diretamente ao veículo ou acoplado ao gancho de reboque.
§ 1º O transporte de bicicletas na caçamba de caminhonetes deverá respeitar o disposto no Capítulo II desta Resolução.
§ 2º Na hipótese da bicicleta ser transportada sobre o teto não se aplica a altura especificada no parágrafo 2º do Artigo 5°.
Art. 9º O dispositivo para transporte de bicicletas para aplicação na parte externa dos veículos deverá ser fornecido com instruções precisas sobre:
I- Forma de instalação, permanente ou temporária, do dispositivo no veículo,
II- Modo de fixação da bicicleta ao dispositivo de transporte;
III- Quantidade máxima de bicicletas transportados, com segurança;
IV- Cuidados de segurança durante o transporte de forma a preservar a segurança do trânsito, do veículo, dos passageiros e de terceiros.

Leia mais sobre a normatização do transporte de bicicletas em veículos no Observatório Eco

Tendo como base a normatização acima, podemos concluir que o melhor modo de transportar sua bike sobre quatro rodas é por meio da canaleta instalada sobre o carro.

Outro modo muito usado pelos ciclistas –  o rack na traseira dos veículos, pode prejudicar a visão do motorista, obstruir a identificação da placa do carro e ainda exceder a largura do carro. Em breve publicaremos algumas dicas práticas sobre o assunto.

Você tem alguma dica para transportar a bike? Deixe sua opinião nos comentários!

Aliás acompanhe as atualizações sobre o tema em nossos comentários! Valeu leitores amigos! Informação é tudo!!!


Postado em 27 de agosto por gugamachado

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Já ouviu falar nos “wearables”?

HO CHI MINH CITY / VIETNAM – 2 DECEMBER 2019: Review smart watch Garmin Venu

Por definição, wearables (ou “vestíveis”) são roupas e acessórios que incorporam computadores ou alguma tecnologia avançada, apresentando então muitas características extras que podem ser capazes de medir desde seus passos, até seus batimentos cardíacos!

Por aqui somos muito “fãs” de tecnologia! Dito isto, pretendemos iniciar por aqui uma série de posts falando sobre este novo e vasto mundo dos “wearables”, trazendo, sempre que possível, uma experiência de uso. Aliás, se você é usuário desta tecnologia, nos escreva contando sobre sua experiência que teremos o maior prazer de publicar!

Vamos iniciar por aqui com um equipamento totalmente voltado ao fitness. Trata-se do “Garmin Vivoactive 3“. Este é um smartwatch intermediário da Garmin, porém com muitas capacidades e multiesportes, isto é, pode medir desde uma caminhada até seu treino de natação

 

O Vivo Active 3 é um smartwatch com tela “Gorila Glass 3″ do tipo “touchscreen”, com caixa em alumínio e pulseira de borracha, bastante confortável, com vários sensores que ficam atrás da caixa do relógio. Além dos tradicionais sensores do tipo acelerômetro e afins, ele tem um sensor que mede nossa frequência cardíaca 24 horas por dia, além de um sensor de transpiração e de temperatura corporal, para determinar com mais realidade nosso gasto calórico diário. E comparando a acuidade dele com um frequencímetro dedicado do tipo “Polar”, por exemplo, a acuidade é ótima! Na maioria das vezes a diferença era de um a dois batimentos a menos do que os registrados pelo sistema cinta-relógio do Polar. Isto sem contar a conveniência de não precisar de nenhum acessório (cinta e afins) além do relógio.

Em relação ao hardware, um fator que o destaca da concorrência é ele ser a prova d’água até 5 ATMs (50 metros), além da ótima duração da bateria, em média 6 dias de uso. Ele é carregado via USB através de um cabo proprietário, cuja carga total se dá em menos de uma hora¡¡¡

 

Outra coisa muito positiva é o fato dele, através de um sistema proprietário, ele reconhece e registra automaticamente a sua caminhada, corrida ou pedalada, bem como quando você cochila ou dorme. Ou seja, você nem precisa acioná-lo ao iniciar estas atividades!

Ele tem ainda sistema de iluminação noturna, acesso rápido a sua frequência cardíaca,  data, cronometro e um alarme silencioso que te acorda vibrando conforme seu batimento cardíaco. Quando pareado via Bluetooth com seu smartphone, ele é capaz ainda de exibir suas notificações de seus apps (Twitter, Facebook, SMS, iMessage, WhatsApp) bem como suas chamadas no celular, as quais você pode recusar a partir do relógio.

Falando nesta sincronia, o Vivo Active possui um belo app (versões para iOS e Android) que registra todas as suas atividades e as mostra em gráficos bem completos, ou resumidos, se você preferir. Você pode ver sua quantidade de passos diários, seu gasto calórico e como foi sua noite de sono de uma maneira simples e intuitiva. Estas informações também são disponíveis via web pelo seu browser preferido, via “webapp” sincronizado pelo app do smartphone e extremamente completo, fornecendo não só analises, como sugestões de treino. Praticamente um “personal” de bolso!

O único ponto negativo ao meu ver é que o gadget incomoda um pouco na hora de dormir, devido ao seu volume. Neste sentido, outros wearables como o Fitbit devem ser mais confortáveis.

Aguardem em breve novo post sobre “wearables”! Se tiver alguma sugestão de equipamento para testar, deixe aqui nos comentários!


Postado em 6 de agosto por gugamachado

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Sete erros que cometemos em nosso jantar!

Quem nos acompanha aqui sabe que de tempos em tempos gostamos de dar algumas dicas de nutrição, sempre apoiados em pesquisas e pareceres de pessoas da área.  E nestes tempos de pandemia (estamos em agosto de 2020, e para quem está respeitando a quarentena, há mais de 4 meses parados…) temos que aumentar ainda mais nossos cuidados nutricionais, para evitar o ganho de peso indesejado, e consequentes problemas de saúde!

Um artigo da Runtastic nos chamou muito a atenção no sentido de cuidar mais de nosso jantar, que é onde boa parte das pessoas acaba se excedendo.  Então fizemos uma tradução e adaptação deste artigo com algumas dicas.  Esperamos poder ajudar!

1. DEIXAR O PLANEJAMENTO DA REFEIÇÃO PARA O ÚLTIMO MINUTO!

É muito difícil fazer boas escolhas nutricionais no final do dia, quando você normalmente já está exausto! Organize um plano de refeições no fim de semana ou em um dia em que você tenha um tempo extra para que a preparação das refeições ocorra sem problemas durante a semana. Quando você já sabe o que vai preparar e parte da preparação das refeições é feita com antecedência, é muito menos provável que você opte por fast food ou alimentos processados.

A solução: lembre-se de deixar algum tempo para preparar as refeições todos os dias, ou seja, preparar sua comida às 20h não é o mesmo que sentar e comer às 20h.

2. COMER GRANDES SOBREMESAS

Você sabia que consumir grandes quantidades de açúcar pode afetar negativamente a qualidade do seu sono? Quando você ingere uma grande carga de açúcar, ocorre um pico e, em seguida, uma queda subsequente do açúcar no sangue durante a noite, causando muitas vezes seu despertar. E mesmo que você não se levante, este pico faz com que seu sono seja bem mais leve, deixando-o cansado no dia seguinte.

A solução: se você tem muito apetite por doces, você pode satisfazê-lo com um pequeno “mimo” pós-refeição, como um quadrado de chocolate preto. Quando você gosta muito de doce, felizmente basta uma pequena porção para satisfazer está vontade!

3. FAZER DO JANTAR A MAIOR REFEIÇÃO DO DIA

Se você está tentando perder peso, pode ser vantajoso fazer refeições maiores mais cedo durante o dia. Se você comer sua refeição maior no almoço, terá mais facilidade em perder peso – mesmo que a quantidade de comida seja a mesma! Além disso, comer no início do dia pode causar alterações hormonais que o mantêm satisfeito por mais tempo. reduzindo assim o risco de comer demais!

A solução: reduza o tamanho do seu jantar  e adicione algumas calorias extras ao seu café da manhã e almoço.

4. CONSUMIR MUITO ÁLCOOL

Você pode adormecer mais facilmente depois de alguns “drinques”. Porém o álcool afeta toda a sua noite de sono interrompendo o fluxo natural dos  diferentes estágios do sono. Isto geralmente pode resultar em um sono mais leve e inquieto na madrugada, deixando-o cansado no dia seguinte.

A solução: mantenha a quantidade de bebida alcoólica controlada, ou seja, num nível em que não se sinta  inquieto durante a noite.  Isto pode ser notado quando acordamos com muita frequência durante a noite.

5. CONSUMIR BEBIDA CAFENADA DURANTE O JANTAR

A cafeína estimula o sistema nervoso central do seu corpo, aumentando a atenção e reduzindo a fadiga. Ela também bloqueia a eficácia da adenosina, um produto químico que ajuda a deixá-lo sonolento e regula os ciclos de vigília.

A solução: as respostas à cafeína são muito individuais; se você sentir que no seu caso você metaboliza a cafeína lentamente, é melhor pular a cafeína no jantar. Quando desejar uma bebida quente no jantar, opte por chás de ervas ou café descafeinado.

6. COMER NA FRENTE DA TV OU DO COMPUTADOR

Jantar enquanto assiste TV ou navega na web pode levar a uma condição onde seu cérebro não registra o que você comeu (em alguns casos sequer registra que você comeu) não dando então a sensação de saciedade desejada após uma refeição. Quando você não está prestando atenção ao que consome, é menos provável que se sinta saciado. As pessoas que comem enquanto estão distraídas tendem a ter menos consciência do quanto comeram durante esse período, levando as a comer demais.

A solução: tente fazer refeições saudáveis sem eletrônicos próximos e faça um esforço para prestar atenção às especificidades do que você está comendo, como cores, texturas e sabores da sua comida.

7. COMER DEMAIS PERTO DE DORMIR

Por último, mas não menos importante: uma refeição noturna pode causar altos níveis de açúcar no sangue que seu corpo não é capaz de lidar quando sente que você deveria estar dormindo.

Com o tempo, isso pode levar ao acúmulo de gordura, resistência à insulina, ganho de peso e distúrbios metabólicos.  Além disso, o estômago leva algumas horas para esvaziar após uma refeição (e geralmente isto diminui com o avanço da idade), portanto, comer tarde é uma causa comum de refluxo ácido.

A solução: planeje fazer sua última refeição do dia no máximo 3 horas antes de ir para a cama. Organizar um plano de refeições com antecedência é uma ótima maneira de garantir que você não coma muito tarde da noite.

 

CONCLUSÃO:

Não importa se você quer perder peso ou apenas viver um estilo de vida mais saudável, um jantar saudável é a maneira perfeita de encerrar o seu dia.

Experimente as nossas dicas e com certeza você se sentirá melhor e também dormirá muito melhor!

 

E isto certamente ajudará na sua proxima pedala!!!


Postado em 30 de julho por Eu Vou de Bike

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Veja dicas para pedalar no frio!

O clima  esfriou ! Para você não deixar a bicicleta encostada neste inverno, mandamos cinco dicas rápidas para você pedalar em dias gelados!

– Ao iniciar a pedalada, utilize a marcha mais leve possível e pedale rápido por 5 minutos. Assim, você realiza seu aquecimento já na bicicleta;

– Procure pedalar em um ritmo constante para manter-se aquecido;

– Pare somente quando extremamente necessário, e fique parado o menor tempo possível. Ao parar, dê preferência aos locais mais protegidos do frio.

– Quando você está pedalando em ritmo forte, principalmente em subidas, seu corpo fica mais aquecido, e quando você para, seu corpo esfria. Por isso, nas paradas e em longas descidas, não se esqueça de se aquecer.

– Utilize sempre roupas adequadas para a temperatura, mas não se esqueça que o corpo aquece com o pedal e você pode passar calor se usar muitas blusas.

Foto no Flickr


Postado em 16 de julho por Eu Vou de Bike

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Veja dicas para sair do sedentarismo

Os grandes centros urbanos, com a sua automatização progressiva, fazem com que o estilo de vida do ser humano seja direcionado para diminuir a realização de atividades que envolvam um aumento do gasto energético, pois as inovações tecnológicas são cada vez mais voltadas para facilitar a vida do indivíduo.

Porém, a consequência desta comodidade é que, com a diminuição do gasto calórico, aparecem doenças relacionadas ao sedentarismo tais como o diabetes, a hipertensão arterial, a depressão, a obesidade, o câncer, o infarto agudo, a osteoporose e as doenças pulmonares.

Podemos definir como sedentária a pessoa que anda ou se exercita pouco, ou seja, inativa. Sedentarismo é a queima de menos de 2.200 calorias por semana em atividades físicas ou a ausência de prática de atividade física leve por menos de 30 minutos diariamente.

Existem outros fatores significantes que favorecem esta escolha do individuo em não se exercitar regularmente tais como: a falta de segurança urbana, que acaba sendo um obstáculo para quem pretende fazer atividades físicas, a redução de alimentos preparados em casa em detrimentos aos industrializados, o aumento do consumo de refrigerantes e bebidas alcoólicas, a redução do gasto de energia no trabalho e a utilização cada vez maior de automóveis.

O exercício físico atua diminuindo o stress emocional, reduzindo a gordura corporal, aumentando a massa muscular e a densidade óssea, melhorando o desempenho do sistema cardio-respiratório e imunológico. Enfim, aprimorando a aptidão física para uma boa qualidade de vida.

Segundo trabalhos científicos recentes, praticar atividades físicas por um período mínimo de 30 minutos diariamente, contínuos ou acumulados, é a dose suficiente para prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida. Tornar-se ativo pode ser uma tarefa muito difícil, porém não de todo impossível. As alternativas disponíveis muitas vezes estão ao alcance das pessoas, porém passam despercebidas.

Aumentar o gasto calórico semanal pode se tornar possível simplesmente reagindo aos confortos da vida moderna. Como exemplos disto temos:

– Ao chegar a casa ou no trabalho, se residir em edifícios, descer do elevador 3 a 4 andares antes e subir o restante de escada. Deste modo o metabolismo aumentará e junto com ele o gasto de calorias.

– Utilizar menos o controle remoto para mudar o canal da TV. Isto faz com que haja um gasto de energia ao levantar do sofá ou cadeira para se locomover até o aparelho.

– Estacionar o automóvel intencionalmente num local mais distante do lugar de destino. Desta forma, o fato de caminhar uma maior distância já estimula um maior gasto de calorias.

– Dispensar o uso da escada rolante no shopping center ou em lugares que a possuam, estimulando-se assim o hábito de praticar atividade física.

– Ao utilizar transporte público descer um ponto antes do trabalho e caminhar o restante do percurso.

– Ir trabalhar de bicicleta ou fazer uso regular da mesma como meio de transporte. Se trabalhar próximo ao metrô, verifique se a estação possui bicicletário para empréstimo ou estacionamento para bicicletas. Deste modo, o consumo de calorias do corpo humano aumentará e as doenças relacionadas ao sedentarismo serão prevenidas.

Estas atividades, apesar de parecerem simples, estimulam o aumento do metabolismo corporal.

Com relação ao gasto total de calorias por indivíduo, é necessário saber a idade, peso, altura, sexo, porcentual de massa muscular e tecido adiposo para se determinar com mais propriedade os valores individuais de cada pessoa. Mas o mais importante é se movimentar o suficiente para aumentar o consumo calórico pelo corpo, aumentando assim o metabolismo basal.

Portanto, estas são algumas alternativas que podem compor uma simples mudança de hábitos, podendo ser praticadas em locais abertos, não sendo assim necessária a prática em locais específicos, como academias e parques.

Lembre-se sempre de consultar-se com um médico antes de iniciar qualquer atividade física e procure a orientação de um profissional da área de Educação Física para saber qual é a intensidade mais adequada para você.

Por Luis Gustavo Corrêa Leite
Licenciado em Educação Física, com Pós-Graduação em Biomecânica Aplicada a Atividade Física e Saúde, possuindo 10 anos de experiência na prescrição de atividade física com ênfase nas áreas de Musculação e Personal Trainning para as diferentes faixas etárias da população, atuando em academias, residências e espaços de prática outdoor de atividade física.


Postado em 30 de junho por Eu Vou de Bike

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Bicicleta para queimar as calorias


Ciclistas em Amsterdã, no Flickr Amsterdamize

A “Folha de S. Paulo” publicou recentemente um artigo traduzido do “The New York Times” que aponta que andar de bicicleta ajuda a evitar ganho de peso em mulheres.

O artigo, que cita um estudo publicado no “Archives of Internal Medicine“, mostra que “mulheres que aumentaram atividades físicas como caminhada rápida e andar de bicicleta em 30 minutos por dia durante período de 16 anos mantiveram seu peso e até perderam alguns quilos, mas aquelas cujo exercício era caminhada lenta não perderam nenhum peso. As mulheres que reduziram seu tempo de bicicleta de mais de 15 minutos por dia para menos de 15 minutos ganharam cerca de 2 kg, em média”.

Para quem, assim como nós, já pedala com certa frequência, os resultados do estudo parecem ser óbvios. Além do ciclismo esportivo e de competição, o pedal de lazer ou de transporte também são atividades aeróbicas que queimam muitas calorias e ainda fortalecem os músculos das pernas. Mas mesmo assim, é muito interessante que dois jornais de enorme circulação (NYT e Folha) reproduzam para um público maior os benefícios do pedal!

E em tempos de pandemia que estamos vivendo, você não precisa parar de pedalar. Porém o ideal é pedalar sozinho, evitando aglomerações, bem como fazendo pedais mais curtos e com bastante atenção, afinal, ainda neste momento nossos hospitais se encontram fora da normalidade devido ao COVID19, e a última coisa que queremos e/ou precisamos é sofre um acidente e estar num hospital!

Esperamos que em breve todos possamos ter  nossas vidas mais “normalizadas”!

– Via Folha de S. Paulo


Postado em 16 de junho por Eu Vou de Bike

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Como trocar o pneu furado da bicicleta

Imagine que você está pedalando e seu pneu fura no meio do passeio. Que tristeza, não? Infelizmente esta é uma emergência mecânica muito mais comum do que a gente imagina. Dificilmente quem pedala nunca foi vítima do famigerado pneu furado.

Neste tutorial explicaremos como trocar a câmara enchendo-a tanto com a bomba de ar convencional como com a bomba de CO2, simulando o problema tanto na roda dianteira (mais simples), quanto na traseira (normalmente mais complicada, principalmente se sua bicicleta tiver transmissão). No próximo tutorial ensinaremos como fazer um reparo (remendo) na câmara.

Para que você não seja pego de surpresa com um imprevisto deste tipo, o ideal é sair de casa com um kit de reparação, que pode variar um pouco conforme as necessidades e o trajeto a ser percorrido. Se for um passeio rápido pela cidade, o kit é mais simples. Se for uma longa cicloviagem, o ideal é ter um kit mais completo.

Um kit de reparos de pneus é composto por:

– Canivete de ferramentas para bicicleta multifunção, facilmente encontrado nas bikeshops e grandes magazines de esporte*;
– Bomba de ar para bicicleta**;
– Kit de reparo de câmara;
– Câmara de ar reserva;
– Bomba de CO2;
– Adaptador de válvula presta (mais fina, presente nas bicicletas mais especializadas) ou schrader (a mais comum, igual aos automóveis)***;
– espátula para remoção da câmara****.

* Não é necessário para o conserto do pneu. Porém, se for um canivete completo, ele pode conter as espátulas para a remoção da câmara (caso do utilizado em nosso tutorial). Além disto, este é um item indispensável para quaquer emergência mecânica;

** Hoje estes equipamentos são cada vez mais leves e portáteis, facilitando muito o transporte e manuseio;

*** Este adaptador se faz necessário caso sua bicicleta tenha uma válvula do tipo presta, porque as bombas localizadas em postos de gasolina estão preparadas para lidar somente com a válvula do tipo schrader;

**** Apenas se este item não estiver presente em seu canivete. Dê preferência para as espátulas feitas em plástico, pois as metálicas requerem muita habilidade no manuseio para não danificar os aros.


Exemplo de válvula do tipo “schrader”


Exemplo de válvula do tipo “presta”


Kit mais completo, capaz de realizar reparo ou substituição da câmara, tendo uma bomba dual, ou seja, funciona tanto como uma bomba convencional como uma bomba de CO2


Kit básico para substituição de câmara

Os kits acima prevêm duas situações: uma troca rápida ou um remendo na câmara. E a decisão sobre qual maneira realizar o conserto pode depender de vários fatores. Se seu pneu furou em um lugar perigoso e não há local seguro para o reparo, por exemplo, o ideal é optar pela troca da câmara, enchendo-a com uma bomba de CO2. Em uma competição, a opção é a mesma.

Mas se o seu pneu furar em um local seguro e você não tiver pressa para executar o reparo (o famoso “remendo”) na câmara, esta pode ser a opção mais em conta porque você vai continuar usando a mesma câmara. Porém, o ideal é sempre que possível trocar a câmara, mesmo que posteriormente, uma vez que a área remendada quase sempre terá mais facilidade de se romper futuramente.

O ideal também é que sua bicicleta tenha as blocagens das rodas do tipo “quick release” (soltagem rápida), que custam barato e facilitam na hora de sacar a roda. O “quick release” ajuda também se você transporta sua bicicleta dentro de um automóvel e precisa tirar a roda dianteira para fechar o porta-malas. Se sua bicicleta não possui este sistema de blocagens, é um investimento que vale muito a pena!


Sistema de blocagem “quick release”

Trocando a câmara da bicicleta

1-) Se sua bicicleta tiver marchas, é necessário trocá-las para a seguinte posição (principalmente se o furo ocorreu na roda traseira):

– coroa dianteira menor (marcha mais leve, menor)
– catraca traseira menor (marcha mais pesada, maior)

Fazemos isto para retirar a tensão sobre a corrente da bicicleta, o que facilita o manuseio da roda traseira.

2-) Depois devemos desarmar o freio da roda envolvida.

Neste tutorial, utilizamos um sistema de freios do tipo “v-brake”, mais comum de se encontrar. Se sua bicicleta tiver freios do tipo cantilever, o desarme é muito parecido. Se for freio a disco, o desarme varia conforme o sistema: mecânico (mais simples e comum), ou hidráulico (mais complicado de manusear). Se este for seu caso, deixe seus comentários no post que responderemos posteriormente.

3-) Sacar a roda, soltando a blocagem, tomando cuidado para não desalinhá-la. Para não desalinhar a roda, basta observar que o pneu deve estar posicionado bem no centro do garfo durante a operação posterior de travamento do “quick release” (ou blocagem). Ao montar novamente a roda, gire-a observando se esta flui normalmente. Se ela estiver “pegando no freio”, solte-a e repita a operação novamente, até não encontrar mais problemas.

4-) Desmontar o pneu com as espátulas apropriadas, conforme a sequência abaixo:

5-) Retirar a câmara afetada, examinando-a para ver onde ocorreu o furo. Examine também o pneu, interna e externamente. Tal exame é importantíssimo, na medida em que o agente causador do furo (ex.: pedaços de vidro) ainda pode estar alojado no pneu e certamente vai furar a novamente a câmara. Inicie a retirada da câmara pela válvula, conforme indicado abaixo:

6-) Pegue a câmara nova e encha-a ligeiramente, para que ela “molde” melhor no pneu ao ser colocada, evitando assim que a mesma fique dobrada no interior do pneu, o que causará a deformação do mesmo.

7-) Posicione a câmara no pneu conforme a foto abaixo:

8-) Inicie a inserção da câmara no interior do pneu, começando pela válvula:

9-) Você pode usar as espátulas para inserir a câmara

10-) Remonte o pneu no aro

11-) Encha o pneu, procurando respeitar a medida impressa na lateral do mesmo, conforme explicado neste post

12-) Finalize remontando a roda em sua posição original, lembrando de armar novamente o freio.

Veja no vídeo como a troca de câmara é feita:

Desmontando a roda traseira

1-) Se sua bicicleta tiver marchas, troque-as para a seguinte posição:

– coroa dianteira menor (marcha mais leve, menor)
– catraca traseira menor (marcha mais pesada, maior)

2-) Desarme o freio traseiro, solte a blocagem e “empurre” a roda para frente e para baixo, sacando-a do quadro conforme a sequência abaixo:

3-) Realize os procedimentos explicados sobre a troca de câmara acima

4-) Coloque a roda novamente, inserindo a corrente inicialmente na catraca menor, posicionando-a no quadro, conforme as fotos abaixo (aqui vale a mesma dica para as blocagens comentada acima no post, com relação a centralização da roda)

Veja no vídeo como desmontar a roda traseira:

É isto! Esperamos que vocês tenham que executar estes procedimentos o mínimo possível! Na próxima semana, ensinaremos como reparar uma câmara.

Bicicleta usada no tutorial: Houston Mercury HT
Oficina: Biketime
Mecânico: José Maria



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