Blog Vou de Bike

Postado em 22 de julho por gugamachado

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Como pedalar com a sua família!

Pedalar em família é uma grande diversão . Trata-se de um tempo precioso juntos , desfrutando de ar fresco e fazendo exercício .

E por isso as ciclofaixas de lazer são um sucesso de público, chegando a ter mais de 200.000 frequentadores por domingo, em São Paulo!

E o segredo para que esta atividade funcione bem é, literalmente, “pensar pequeno”.

Você deve limitar a distância a percorrer não em quilômetros, e sim em tempo, procurando realizar seu passeio entre uma ou duas horas, incluindo as paradas. Foque no proveito que seus filhos terão no passeio, e não somente no ato de pedalar, ou seja, pense nesta atividade como um passeio com seus filhos onde a bicicleta é uma das atividades, e não a única (e se você não conseguir pensar e agir assim, melhor pedalar sozinho!)

Planeje parar constantemente! Se houver uma pequena praça ou um parque com equipamentos infantis no seu caminho, isto pode revigorar e entreter muito as crianças pequenas. Um agradável café, uma lanchonete ou bar pode ser ideal para famílias mais adultas. Inclusive você pode até planejar um piquenique durante seu trajeto!

Normalmente as crianças menores precisam de mais paciência com elas do que de muito entretenimento. E como o objetivo é passear e se divertir, lembre-se que na bicicleta você pode parar quando quiser. Então pare assim que perceber cansaço nelas, e procure pedalar em velocidade baixa, destacando para as crianças algo interessante nas paisagens do trajeto.

Se os seus filhos aproveitarem o passeio, você também vai aproveitar. Então procure agradá-los! Muitas vezes as crianças estão muito mais interessadas no sorvete que elas vão tomar do que no cenário agradável. Um passeio prejudicado pelo mau tempo pode ser salvo por uma guloseima surpresa em alguma padaria.

Planeje sempre a sua rota! 

Você pode pesquisar e planejar a rota de seu passeio em websites, guias impressos e principalmente no seu smartphone. Se puder, tenha também a mão um mapa impresso em grande escala. Assim você pode não apenas traçar a sua rota com antecedência, como também usar o mapa para eventuais atalhos. E, se alguém estiver ficando cansado, o mapa ajuda você a mostrar a localização do grupo e dizer: “Olha, estamos quase lá. O almoço é logo depois desta rua”!. Você pode obter estes mapas junto ao órgão de turismo de sua cidade, ou mesmo imprimi-los a partir de websites.

Mesmo com um bom mapa em mãos, se possível, conferira a rota sozinho pedalando-a de antemão. Assim você saberá o que esperar com um nível de detalhe que nenhum mapa ou guia vai te proporcionar. Desta forma você saberá previamente onde fica o café mais agradável, o parque mais interessante para um piquenique ou mesmo o local mais apropriado para uma parada estratégica. E este conhecimento pode ser inestimável.

Se não houver ciclovias ou ciclofaixas de lazer reservadas em sua cidade, procure sempre pedalar por ruas sem trânsito, mesmo que elas tornem seu percurso mais longo. Estas ruas não só favorecem sua segurança, como também são bem menos barulhentas do que as grandes vias, favorecendo inclusive a comunicação entre o grupo.

Rotas “off-road” são ideais quando os seus filhos já pedalam suas próprias bicicletas. Estes caminhos podem estar até mesmo dentro de parques de sua cidade, tornando o passeio bem rico e variado. Só evite as grandes subidas e descidas, que podem acarretar cansaço ou mesmo acidentes.

Seja qual for o caminho que você escolher, não superestime o quão rápido ou quão longe sua família pode pedalar. Calcule uma velocidade média de 8 a 13 km/h, e inclua as paradas em seu cálculo. De posse destas informações, você pode estimar sua rota em termos de distância, lembrando também de prestar atenção na altimetria (relevo: subidas e descidas) do trajeto. Lembre-se de sempre nivelar “para baixo” suas expectativas, para evitar problemas de cansaço e perda de interesse do grupo.

Preparação pré- viagem

“Vamos parar? Meu bumbum está doendo!” Você com certeza não quer ouvir isso. Portanto, inicialmente verifique se todos estão com as vestimentas adequadas, se possível com roupas técnicas de ciclismo, principalmente aquelas famigeradas bermudas de lycra com “almofada” entre as pernas, que ajudam em muito a diminuir o desconforto no bumbum. Verifique também a posição do ciclista sobre a bicicleta com relação ao guidão, pedias e selim. Veja aqui  mais informações sobre o assunto.

Certifique-se de que todas as bicicletas estão em bom estado de funcionamento, verificando-as pelo menos na noite anterior – ou mais cedo, para evitar surpresas desagradáveis. Verifique se os pneus estão inflados corretamente, se todos os parafusos das partes móveis (rodas, guidão, pedais e demais partes) estão bem apertados, e se os freios e as engrenagens funcionam bem. Se você deixar para fazer este “check list” antes de sair, as crianças certamente se cansarão e podem se rebelar, estragando assim o passeio.

Lembre-se também dos equipamentos de segurança individual, tais como capacete, óculos de proteção e luvas. E no caso de transporte de crianças em sua própria bicicleta através de “cadeirinhas” apropriadas, verifique se a mesma está bem presa e ajustada a altura e peso de seu filho.

Como ciclista mais forte e experiente, você deve carregar toda bagagem – desde as jaquetas e demais itens de vestuário, até o kit de ferramentas e itens do piquenique. Distribua bem sua bagagem, e se possível, tenha cestos ou alforges de fácil acesso instalado em sua bicicleta, evitando mochilas. Assim quem transporta a carga é a bicicleta, e não você.

Não saia de casa sem:

– Abundância de bebidas! Água em garrafas de bicicleta é sempre  melhor, pois além de matar a sede, ela também pode ser usada para lavar as mãos ou a arrefecer o rosto.

– Barras de cereais , frutas, biscoitos, e guloseimas sem muita gordura e de fácil digestão. Sanduíches de peito de peru e queijo divididos em pequenos pedaços são altamente recomendáveis!

– Camadas extras de roupas! Jaquetas do tipo “corta vento”, casacos impermeáveis, e calças são bem aceitáveis, pois as vezes as condições climáticas mudam de repente e podem nos pegar literalmente de “calças curtas”!

– Roupas sobressalentes sempre, principalmente para as crianças!

– Kit de ferramentas para manutenções rápidas, bomba de pneus, kit de reparos de furos e câmara de ar reserva. O ideal são aqueles “canivetes” próprios para bike.

– Kit de “primeiros socorros”. Band-Aids, creme anti-séptico, analgésicos, bronzeadores com alto fator de protetor solar, lenços umedecidos e demais medicações de uso constante.

– Telefone celular e, principalmente,

– Distrações para as crianças, por exemplo bola de tênis, e bonequinhos do tipo “action figure”.

E, acima de tudo, leve seu espírito esportivo e todo seu clima de diversão!


Postado em 8 de julho por gugamachado

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Pedalar na rua é perigoso?

Calma!!! Lógico que tanto o título quanto a imagem acima são só uma provocação!!!

Mas a mensagem que recebemos no Facebook esta semana de nossa leitora Melina Vasconcelos nos fez refletir bastante sobre o tema…

Antes, a mensagem:

” Olá, sou da cidade de São Jose do Rio Preto. Hoje passei por uma situação desagradável, enquanto voltava pedalando pra casa. Passando por uma avenida, entre fechadas de carros e ônibus um acontecimento foi mais que inesperado. Uma passageira em um carro jogou para fora uma bituca de cigarro, e por pouco não pegou em mim. Porém as cinzas se desfizeram no ar e acabaram por entrar nos meus olhos e aquilo ardeu muito! Fiquei quase sem ver nada e no meio da avenida entre os carros!

O carro parou em um semáforo e fui até ele, pedi (com educação) para que não fizessem mais aquilo, explicando que aquilo me prejudicou por um momento. A mulher logo se arrependeu e percebeu que aquela “inocente” bituca de cigarro poderia ferir alguem. Por fim ainda me pediram uma informação a qual auxiliei da maneira que pude, mas me coloquei a pensar que além da desconsideração que muitos motoristas demonstram para com o ciclista jogando o carro para cima da gente, ainda há aqueles que jogam todo tipo de lixo prejudicando o meio ambiente e dependendo, como ocorreu neste caso, quase ferindo o ciclista.

Com os olhos ardendo e sem ter como parar na hora, só imaginei que o ônibus atrás de mim iria me acertar. Por favor, gostaria que tivessem artigos sobre essa questão no site, tanto para alertar ciclistas novos ou experientes e também tentar fazer com que aqueles que lerem e tiverem esse hábito de jogar coisas pela rua entenda o perigo que é…”

E aí? O que responderemos pra Melina?

Nós aqui do EVDB somos 100 % ao compartilhamento das vias, pois isto, além de estar na lei, é uma atitude mais humana e cívica. Lógico que tudo tem limites e não devemos ficar em extremos. Pedalar em grandes avenidas e vias de circulação rápida deve ser só para os mais experientes, e sempre que possível, devemos traçar nossas rotas por vias secundárias.

Por fim, fazer como a Melina fez, procurando corrigir, sempre com equilíbrio, o erro/errado, ensinando através do exemplo,  pode e sempre é o melhor caminho!


Postado em 1 de julho por Eu Vou de Bike

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Dicas para pedalar no frio


Ainda bem que no Brasil não chegamos a estes extremos

Pedalar no frio é muito legal e pode gerar momentos épicos e memoráveis, desde que estejamos bem equipados! Para um passeio confortável de bicicleta, sem a necessidade de cuidados especiais, consideramos a temperatura ambiente acima de 20 graus. Abaixo dela, e em algumas condições específicas, conforme vamos verificar ao longo deste post, nosso “pedal” precisa de alguns cuidados que vão de um simples colete do tipo “corta-vento” até roupas mais específicas e “pesadas”.

Lógico que a sensação térmica é muito subjetiva e pessoal e é comum encontrarmos ciclistas “só de camiseta” com 10 graus de temperatura, bem como outros “super agasalhados” com 18 graus de temperatura. A regra geral deve ser sempre o conforto e o bom senso!

Uma vantagem do inverno são as temperaturas mais amenas durante o dia, menos umidade e a ausência daquele “sol escaldante” para o pedal! Mas como desvantagens temos a falta de chuvas que, aliada ao chamado “efeito estufa” e condições de poluição atmosférica dos grandes centros urbanos, faz com que a qualidade do ar piore consideravelmente, muitas vezes até não sendo indicado exercícios ao ar livre. E nestas condições podemos sempre realizar o “ciclismo indoor”. O importante é não parar de pedalar!

Atualmente, temos uma grande variedade de equipamentos e acessórios que tornam o ato de pedalar em baixas temperaturas tão bom quanto no calor. São os chamados “equipamentos e roupas técnicas”. Mas tome cuidado: por serem equipamentos específicos, muitas vezes os preços atingem as alturas!

Pela nossa experiência, é possível se equipar adequadamente com um investimento bem razoável. E é lógico que não estamos falando de como os ciclistas “das antigas” faziam: colocar jornal por baixo da roupa! Acredite: isto funciona e já nos livrou de muitas “roubadas”!

Um erro muito comum é o uso do famoso moletom com camisa de algodão. Eles acumulam muita umidade produzida pela corpo e demoram a secar, o que pode causar assaduras, micoses e resfriado, devido ao contato constante com a roupa molhada de suor. Além disso, o moletom é geralmente muito folgado no corpo e pode enroscar em galhos, postes ou até na própria bicicleta, gerando até acidentes.

Roupas para o frio

Nas baixas temperaturas, o mais importante é se vestir “em camadas”, como uma cebola. Quando iniciamos a pedalada estamos “frios” e sentimos mais a necessidade de estarmos agasalhados. À medida em que vamos nos aquecendo, começamos até a sentir calor, e as camadas de roupas podem ser removidas aos poucos. Portanto, não adianta usar somente uma camiseta e um casaco pesado.

O ideal, então, é usar como “primeira pele” uma camiseta ou camisa do tipo “dry fit”, que absorve e expele o suor, um agasalho leve para aquecer, que pode ser do tipo “polartec” ou “fleece”, uma espécie de “moleton” moderno, que também atua como um “dry fit”. Neste tipo de agasalho, encontramos várias espessuras, que podem “segurar” tanto uma temperatura amena de uma manhã de outono, até quase um “frio polar”. Opte sempre pelo meio-termo. Por fim, um colete ou jaqueta do tipo “corta-vento”, de preferência impermeável. O importante é sempre manter a área do peito aquecida e protegida, para evitar problemas respiratórios.

Dependendo da temperatura, podemos utilizar gorros, toucas térmicas e até balaclavas. É muito importante proteger a região da cabeça, uma vez que ela é a grande responsável pela perda de energia térmica. Temos à disposição até “protetores de orelha”, geralmente feitos com o mesmo material do agasalho polartec acima.


Ciclistas preparados para o frio e chuva

Além dessas dicas, ainda há os chamados “tecidos inteligentes”. Os mais comuns nas lojas são os do tipo “termodry”, “coolmax”, “goretex” e “dryfit”. Converse sempre sobre as suas necessidades com o vendedor e procure comprar em lojas especializadas, que não necessariamente precisam ser de ciclismo, mas podem ser de “esportes outdoor”. Nestas lojas encontramos mais variedades de equipamentos, pois a necessidade dos alpinistas, caminhantes e demais praticantes de esportes outdoor no frio são muito parecidas com a do ciclista!

Além de tudo isto, ainda temos os tradicionais “manguitos” e “pernitos”, que são peças exclusivas para serem vestidas nas pernas e braços, como se fossem “grandes meias”. A vantagem deste equipamento é que ele é fácil de tirar e guardar. É muito comum vermos os ciclistas, em especial os mais experientes, se utilizarem deste vestuário, pois muitas vezes conseguimos até retirá-los e ou dobrá-los durante o pedal! Geralmente eles também são feitos nos materiais mencionados acima, pois sua função é a de aquecer.

Existe uma diferença entre o vestuário para aquecimento e o vestuário para proteção contra o vento. O ideal é compor o visual pensando nas duas situção. Uma dica é começar com roupas que aquecem (segunda pela, camisa de ciclismo, agasalho leve, manguitos e pernitos) e terminar com roupas que protegem do vento (jaquetas e coletes do tipo “corta-vento”), sempre lembrando das tradicionais luvas de dedo longo (que podem, sob frio muito intenso, ser de número maior acomodando uma luva térmica por baixo da luva de ciclismo), óculos e capacete.

No quesito calças (apesar da resistência de alguns quanto ao efeito “bailarina” – uma bobagem, por sinal), o ideal é usarmos a bermuda de ciclismo com os “pernitos”. Se a temperatura estiver muito baixa, podemos usar calças compridas do tipo “segunda pele”, com a bermuda de ciclismo por cima. Dependendo da temperatura, podemos usar o “overshoe” (ou cobre-sapatos), uma espécie de grande meias sem sola colocada sobre as sapatilhas, fazendo a ligação dos pés com as pernas, uma área geralmente descoberta e muito sensível.


Ciclista agasalhado e com protetor de orelha sob o capacete, mas de bermuda

Devemos nos lembrar também de usar protetor labial e, em pedaladas mais longas, colírios e/ou soro fisiológico para manter os olhos livres de ressecamento. E lembre-se sempre de retirar toda a roupa úmida e suja imediatamente após a pedalada.

Preparação

Pronto! Estou vestido, preparado e equipado para o pedal. Agora então é só pedalar. Não! No inverno, a necessidade do alongamento e aquecimento prévio é bem maior! Devemos prolongar o tempo do alongamento, e não a intensidade dos movimentos, aquecendo também as mãos e os pés.

Inicie com um pedal leve e, se possível, com a rotação bem elevada (acima de 90 RPM), utilizando uma marcha bem leve. Faça isto por 5 a 10 minutos. Lembre-se também de “desaquecer”, fazendo a mesma coisa ao final do pedal.

Mantenha sua hidratação sem alterações, com um gole generoso a cada 30 minutos, mesmo sem vontade de beber. Se o pedal for longo, aumente em cerca de 1/3 o que costuma levar para comer, pois no inverno costumamos sentir mais fome. Evite sair no início da manhã, quando as temperaturas ainda estão muito baixas, e durante a noite. O período mais propício para o pedal nestas condições é na hora do almoço, até o meio da tarde, para os que puderem.

Abaixo segue uma sugestão de equipamentos x temperatura:

– Frio Intenso (abaixo de 10 graus): segunda pele técnica com manga longa, camisa de ciclismo (se possível também de manga longa), blusa técnica (do tipo “fleece”), colete ou jaqueta “corta-vento”, calça térmica, bermuda de ciclismo, gorro ou balaclavas, luvas fechadas sobre luvas térmicas e over-shoes.

– Frio (entre 10 e 12 graus): segunda pele técnica com manga longa (ou manguitos), camisa de ciclismo (se possível também de manga longa), colete ou jaqueta “corta-vento”, calça térmica ou “pernito”, bermuda de ciclismo, gorro e luvas fechadas .

– Frio moderado (entre 13 e 17 graus): Camisa de ciclismo (se possível também de manga longa), jaqueta “corta-vento”, “pernito”, bermuda de ciclismo e luvas fechadas . Para os mais calorentos, aqui já podemos utilizar somente a bermuda. Para os mais sensíveis, podemos continuar utilizando o gorro.

– Frio Ameno (entre 18 e 20 graus): Camiseta de ciclismo, manguitos, luvas fechadas, bermuda de ciclismo e colete “corta vento”. Os manguitos podem ser substituidos por uma camisa de ciclismo de manda longa. A desvantagem é que ao aquecermos não podemos retirar a camisa como fazemos com os manguitos, se for o caso.


Postado em 27 de maio por Eu Vou de Bike

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Dicas para trilha com raízes e areia

A sua habilidade em conduzir a bicicleta e transpor obstáculos naturais em trilhas deve-se à prática e ao treinamento em terrenos variados. Neste texto, darei dicas para tornar a sua próxima pedalada mais segura. E serão duas situações: trilhas com areia e trilhas com raízes.

TRILHAS COM RAÍZES

As trilhas com raízes são um desafio para os mountain bikers, assustando e intimidando muitos ciclistas. Afinal, num piscar de olhos você pode ir ao chão. Existem duas situações de perigo neste tipo de trilha: as raízes secas ou molhadas.

No geral, para transpor trilhas com raízes, quanto mais veloz você atacar, menos tempo de contato você terá com elas, não dando chances para um deslize. Nesse momento de ataque, o corpo também deve se posicionar mais atrás, aliviando a roda dianteira, evitando assim ser ejetado por cima do guidão.

A escolha de um pneu correto também pode fazer a diferença, e nestes casos o ideal são os pneus mais gordos na medida de 2.00 ou 2.10. A calibragem também é muito importante, levando em consideração sempre o peso do ciclista: nem muito vazio onde ocorrem as mordidas das camaras e nem muito cheio pois neste caso a bicicleta irá pular demais.

Deve-se observar onde estão as partes mais rasas por onde estiver passando. A trasposição das raízes deve ser feita em uma linha mais reta possivel, evitando passar enviesado para que os pneus não desgarrem. A regulagem da suspensão, nesses casos, pode ser ajustada bem macia, afinal as raízes em alguns momentos, se parecem mais com degraus de uma escada e isso ajuda a absorver os impactos e na aderência dos pneus.

Não esqueça também de aliviar a tensão dos braços, que funcionam como um amortecedor. Evite usar os freios nas trilhas com raízes, principalmente quando elas estiverem molhadas e escorregadias. Uma freada errada pode levar você ao chão.

TRILHAS COM AREIA

As trilhas com muita areia também são um desafio aos ciclista. A areia em questão é aquela que encontramos na praia, por exemplo.

Dependendo da época do ano, com chuva ou na seca, ela se torna bem diferente. Na seca, fica mais solta, bem fofa. Já na época das chuvas, a areia fica mais dura e melhor para pedalar.

A escolha de pneus pode fazer uma grande diferença. Em situações em que você já sabe que irá encontrar area, opte por pneus grandes, na medida de 2.00/2.10, e com poucos cravos. Com isso, sua área de contato será maior, evitando que a bicicleta afunde.

O principal problema da areia é não deixar a roda dianteira afundar, então você deve posicionar seu corpo mais para trás, com os braços esticados para manter o curso. Procure andar nos trilhos já existentes no terreno, nas áreas em que a areia está mais compacta, ajudando a evolução.

A trasmissão de marchas também deve ser trabalhada. Quando estiver em alta velocidade, aproveite o embalo para avançar o maximo possivel, mas se o terreno for extenso demais, a velocidade deve cair bem rapido, então a troca de marchas deve ser feita com agilidade e para uma troca em que você consiga manter a sua rotação de pedaladas alta.

Lembre-se também que neste tipo de terreno a pedalada deve ser feita sempre sentado. A suspensão dianteira neste caso deve ser travada, isso ajuda a furar o terreno arenoso dando mais firmeza e direção na pilotagem. Ah, e use sempre o capacete!

Boas pedaladas!
Abraços,
Eduardo Ramires 


Postado em 20 de maio por Eu Vou de Bike

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Como fazer sua primeira trilha de bicicleta

Nós aqui do Eu Vou De Bike falamos muito sobre ciclismo urbano e bicicleta como meio de transporte. Mas sempre que podemos, gostamos muito de pegar nossas MTBs (Mountain Bikes) e ganhar a natureza! Nada melhor do que aquele cheirinho de mato com orvalho logo cedo para nos animar!

Ficou interessado? Se você nunca fez uma trilha, este post pode te ajudar a entrar no fabuloso mundo do MTB!

Antes de qualquer coisa, lembre-se de:

– Revisar bem todo seu equipamento, em especial a bicicleta. Uma trilha é bem diferente de um passeio no parque…;
– Avisar sempre aos seus familiares a localização da trilha e o horário estimado de retorno;
– Nunca fazer uma trilha sozinho, pois no caso de acidente as complicações tendem a ser grandes;
– Procurar estudar e escolher um percurso compatível com o seu condicionamento físico e habilidade técnica, para que algo que é para ser prazeroso não se torne um martírio;
– Se possível, leve sempre ferramentas para reparos rápidos, kits para reparar furos nos pneus e primeiros socorros;
– Utilize os itens mínimos de proteção individual, que são: o capacete, as luvas e os óculos. Estes dois últimos itens são especiais no caso de trilhas, pois no caso de queda, na maioria das vezes a primeira parte do corpo a tocar o chão são as mãos. E os óculos nos livram de ferimentos provenientes de galhos e insetos, muito comuns em trilhas;
– Se a pedalada for longa, acima de uma hora, hidrate-se bem, principalmente se o clima for quente. Lembre-se também de levar algum alimento leve. O ideal é se hidratar a cada 30 min., e comer a cada hora;
– Proteja-se também contra queimaduras de sol indesejáveis. Utilize sempre o protetor solar, dando preferência aos esportivos, que são mais fáceis de se aplicar e costumam proteger por mais tempo.

Preparação e Planejamento

1. Ajustes da Bike

Ajuste do Selim: o ideal é utilizá-lo mais baixo do que você está acostumado, para ter uma maior segurança e diversão nas descidas. Isto pode atrapalhar um pouco nas subidas, mas a segurança deve vir sempre em primeiro lugar!

Pneus: Se a trilha escolhida for mais acidentada, evite utilizar o pneu muito cheio para que os impactos provenientes da irregularidade do terreno não sejam muito sentidos, e para que a bike tenha maior estabilidade. Com isto, o rendimento tende a ser um pouco menor, pois os pneus mais “murchos” tendem a “segurar” um pouco mais a bike. Se a trilha for mais para um “estradão de terra batida”, utilize a pressão próxima da máxima indicada pelo fabricante. Você encontra este dado na lateral do pneu. Ah, e obviamente os pneus devem ter cravos, para maior estabilidade, evitando assim derrapagens desnecessárias.

Paralamas: se puder, utilize ao menos o dianteiro. Isto irá livrar você de receber “lama na cara”. A utilização de óculos de proteção também diminui muito este problema.

Suspensão: se sua bicicleta tiver suspensão dianteira (condição ideal para uma trilha), verifique no manual se ela tem alguma regulagem. Se ela tiver, procure regular conforme o terreno que irá pedalar, ou seja, num terreno mais acidentado, a suspensão deve ser regulada para ficar mais leve, isto é, absorver mais os impactos, porém a bike tende a ficar com a frente mais “mole”, o que pode afetar o desempenho, principalmente nas subidas. Se o terreno for mais regular, procure deixar ela mais dura, pois isto irá contribuir para um desempenho melhor. Mas se você não conhecer nada sobre o equipamento, deixe como está, pois a maioria das suspensões regulares vem de fábrica ajustadas para o meio termo, o que já é bem satisfatório.

2. O que vestir?

Camiseta: O ideal é uma camiseta para ciclismo com tecido do tipo dry fit. Procure escolher uma que não seja muito justa, para não dificultar seus movimentos. Se o clima permitir, o ideal é utilizar uma camiseta mais justa de manga comprida por baixo da camiseta de ciclismo (tipo segunda pele), para proteger os braços de arranhões causados pela vegetação, bem como auxiliar na proteção contra queimaduras de sol

Shorts: Normalmente utilizamos uma bermuda relativamente larga de tecido esportivo mais grosso por cima da tradicional bermuda de ciclismo, a qual tem a “almofada” no meio para maior conforto. Utilizamos esta configuração pois, no caso de queda, uma bermuda mais grossa por cima tende a proteger mais.

Joelheiras/ Cotoveleiras: normalmente este costuma ser um equipamento incomodo e caro. Mas se você tiver acesso a estes, principalmente nas primeiras trilhas, bem como nas mais acidentadas, recomendamos muito a utilização como equipamento de segurança, pois hoje em dia eles não são mais tão desconfortáveis. Peça dicas na sua loja de confiança e, se possível, experimente antes de utilizar.

Calçados: num primeiro momento, não recomendamos a utilização de sapatilhas com o sisetma de “clip”. Isto fica para mais tarde, pois exige um investimento relativamente alto, e a curva de aprendizado costuma ser meio lenta. Porém, depois que você se acostuma a andar “clipado”, dificilmente volta atrás. Portanto recomendamos um tênis resistente, que te forneça um bom apoio e uma boa proteção em volta dos tornozelos, e com um bom isolamento do meio ambiente. A maioria dos bons calçados “off road” costuma ter estas características. E lembre-se que a possibilidade dele voltar bem sujo é muito grande!

Capacete: Sempre escolha o melhor capacete que seu dinheiro possa pagar. Procure pelo melhor caimento, boa ventilação e se possível, que ele tenha a aba removível.

Óculos: Assegure-se que seus olhos estejam sempre protegidos contra insetos, lama, galhos e pedrinhas que costumam nos atingir enquanto estamos pedalando, podendo até causar uma lesão nos olhos ou mesmo uma queda!

Luvas: como dissemos, as luvas, além de proteger suas mãos em caso de queda, ajuda a mantê-las quentes e a melhorar o seu controle sobre o guidão

Jaqueta Impermeável: procure providenciar uma jaqueta de qualidade e que te vista bem. Nunca lave com amaciante ou detergente demais, e verifique as condições dela antes do uso.

3. O que levar?

Kit de primeiros socorros: Certifique-se de ter pelo menos o básico para que você possa atender a si mesmo ou a um amigo em caso de emergência. Nós já falamos sobre isto aqui.

Kit de Ferramentas: No mínimo, ter um “canivete multi-ferramentas” para bicicletas decente com uma chave para reparos em correntes. Algumas peças de reposição e itens úteis, como abraçadeiras, fita isolante, bomba para encher o pneu, kit de reparo de câmaras e até câmaras extras (verifique com o seu lojista qual o tipo exato de câmara da sua bicicleta. Esta informação é bem importante) são extremamente necessárias em trilhas. Porém, não adianta ter tudo isto se não souber utilizar. Procure conversar com sua loja preferida sobre um “mini curso” de mecânica. Veja também aqui no site algumas dicas de manutenção básica.

Luvas de borracha (do tipo cirurgicas): Deixar nossas caras e queridas luvas de pilotar cheias de graxa realmente não é uma boa idéia. Além delas serem grossas e não fornecerem o tato necessário. Assim é sempre uma boa idéia ter uma par destas a mão.

Gel Energético/banana: Acredite, na trilha você vai agradecer de ter um gel energético e/ou uma banana por perto. Um lanche leve, como peito de peru com queijo, também costuma cumprir a função de dar um “boost” rápido em nossa energia.

Telefone: Leve um celular carregado com você, para o caso de emergências. Procure manter ele seco e seguro. Se possível, verifique antes se sua operadora cobre a região em que você estará pedalando. Ainda se possível leve seu celular mais simples. Celulares do tipo “smarthphones” costumam ter uma autonomia de bateria bem reduzida, deixando a gente “na mão” quando mais precisamos deles.

Leve também cameras fotográficas para registrar tudo, e acima de tudo, divirta-se.

Todas estas recomendações são para que seu momento seja o mais perfeito possível, sem nenhuma ocorrência que possa estragar sua atividade!

Aqui encerramos a primeira parte deste post. Em breve abordaremos as técnicas de pilotagem, bem como mais algumas dicas para sua primeira trilha!

Bora se aventurar?


Postado em 13 de maio por Eu Vou de Bike

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Veja dicas para pedalar no frio!

O clima  esfriou ! Para você não deixar a bicicleta encostada neste inverno, mandamos cinco dicas rápidas para você pedalar em dias gelados!

– Ao iniciar a pedalada, utilize a marcha mais leve possível e pedale rápido por 5 minutos. Assim, você realiza seu aquecimento já na bicicleta;

– Procure pedalar em um ritmo constante para manter-se aquecido;

– Pare somente quando extremamente necessário, e fique parado o menor tempo possível. Ao parar, dê preferência aos locais mais protegidos do frio.

– Quando você está pedalando em ritmo forte, principalmente em subidas, seu corpo fica mais aquecido, e quando você para, seu corpo esfria. Por isso, nas paradas e em longas descidas, não se esqueça de se aquecer.

– Utilize sempre roupas adequadas para a temperatura, mas não se esqueça que o corpo aquece com o pedal e você pode passar calor se usar muitas blusas.

Foto no Flickr


Postado em 29 de abril por Eu Vou de Bike

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Dicas de segurança para pedalar na cidade

Nesta quinta, vamos dar algumas dicas de segurança para pedalar nas grandes cidades com mais tranquilidade. Veja as dicas abaixo e deixe suas sugestões nos comentários!

– A primeira dica ao pedalar no trânsito é ter certeza de estar visível aos motoristas. Durante o dia, utilize cores vibrantes como amarelo, vermelho ou laranja. No período noturno, procure utilizar a cor branca, além das fundamentais iluminações dianteiras e traseiras e dos refletores obrigatórios.

– Pedale defensivamente, mas nunca timidamente. Você deve sempre ter uma postura ostensiva, de modo a transmitir segurança aos motoristas à sua volta. Com isto, você os ajudará a antecipar as suas intenções de percurso, deixando-os confortáveis em dividir a rua com você.

– Observe sempre o comportamento dos motoristas, inclusive os estacionados, e procure manter uma distância suficiente para não ser surpreendido com uma porta que se abra repentinamente e que possa atingir sua bicicleta.

– Você deve ficar atento e evitar os três principais erros dos motoristas, a saber: virar a esquerda na frente a um ciclista que seguirá reto; desobedecer aos sinais de trânsito, sendo o mais comum ultrapassar no farol vermelho; ultrapassar um ciclista para imediatamente fazer uma conversão a direita.

– Seus ouvidos devem ser utilizados como um verdadeiro “detector de perigo”. Para isto, evite pedalar com fones de ouvido, principalmente se o tráfego estiver intenso.

– Sempre que você sinaliza suas intenções, você ganha a confiança dos motoristas. Use o braço esquerdo (com o dedo apontando para baixo) para virar a esquerda. A palma da mão voltada para baixo significa que você vai frear.

– Uma dica aparentemente “boba” mas que acontece com uma grande frequência: jamais pegue a garrafinha de água com a mão direita. Desta forma, se precisar frear de repente, o ciclista o fará com a mão esquerda, freando apenas a roda dianteira, aumentando as chances de uma queda.

– Se o trânsito estiver parado, vá em frente com cuidado.

– E se estiver melhor para ir a pé, pare a bicicleta e vá a pé, conduzindo a bike junto a você.

– Procure não trafegar junto a ônibus ou caminhões.

– Não dispute espaço, evite ficar inesperadamente entre veículos e procure pedalar sempre onde possa ser visto.

JAMAIS:

– pedale na contra-mão;
– fique entre ônibus ou, pior, caminhões;
– pedale muito próximo do meio fio;
– brigue, xingue ou entre em discussões no trânsito.

CUIDADO:
– com pedestres em geral;
– quando o trânsito começa a se movimentar;
– com motociclistas apressados.

– com demais modais de mobilidade, em especial patinetes e outros elétricos, pois normalmente a velocidade destes pode ser maior que a sua!


Postado em 22 de abril por Eu Vou de Bike

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Saiba como remendar a câmara da bicicleta

Continuando a série de posts sobre emergências mecânicas e manutenção de bicicletas, mostraremos como realizar um reparo (remendo) na câmara do pneu da bike.

Para saber como retirar a roda envolvida, chegando até a câmara, leia nosso post anterior.

Você vai precisar dos instrumentos abaixo, facilmente encontrados nas bikeshops e magazines de esporte:

Após ter acesso a câmara, a primeira coisa a fazer é identificar o furo. O ideal é até marcá-lo de alguma forma (uma caneta, por exemplo).

Uma vez identificado o furo, você deve deixar a câmara totalmente esticada (veja melhor no filme abaixo) utilizando o dorso da mão como apoio. Se o furo for pequeno e ela ainda estiver ligeiramente inflada, não há problema. Com isto, a câmara fica mais apoiada, tomando a forma do dorso da mão.

Feito este passo, pegamos a lixa (que acompanha a maioria dos kits de reparo de câmara disponíveis no mercado) e realizamos uma raspagem da área do furo, para retirar qualquer tipo de impureza que possa a vir impedir a boa fixação do remendo.

Note que uma vez fixada a câmara no dorso da mão, o ideal é que ela não seja mais solta, para que não haja a possibilidade de “perder” de vista a área preparada.

Em seguida, iniciamos a aplicação da cola (que acompanha a maioria dos kits de reparo de câmara disponíveis no mercado) utilizando o próprio corpo da embalagem da cola para a aplicação. Devemos evitar o uso do dedo na aplicação, para que a gordura da mão não “contamine” a área do reparo, minimizando a adesividade do remendo.

Após a aplicação, aguardamos a secagem da cola, que pode variar de acordo com o fabricante. Uma dica é perceber através da diminuição do “brilho” da mesma. Geralmente quando ela é aplicada ela fica brilhante, e na medida em que sua secagem se processa ela vai ficando “opaca”. A perda do brilho então indica o ponto de secagem ideal e a partir deste prosseguimos com nosso reparo.

Durante esta secagem a câmara pode ser retirada da posição em que estava, podendo “descansar” em alguma superfície plana, evitando contato com a região do reparo.

Após a secagem da cola, utilizamos então o “remendo” propriamente dito (que acompanha a maioria dos kits de reparo de câmara disponíveis no mercado, e em São Paulo é chamado de “estrelinha”), normalmente oferecido em tamanho único ou como uma peça grande cujo tamanho é definido no momento da aplicação, ao recortar a medida que for necessária. Este último é mais incomum, mas também presente no mercado.

Retire então a película protetora do remendo, evitando contato com a área adesiva do mesmo. Voltamos a “enrolar” a câmara da maneira anterior (no dorso da mão) de modo a termos o apoio da região a ser remendada e a seguir aplicamos o remendo com a outra mão no local previamente preparado.

Após a colocação do remendo, retire a película de proteção superior do mesmo, passando o dedo “por cima” do remendo para evitar imperfeições.

Agora é só encher a câmara e o remendo está concluído. Os procedimentos de montagem da câmara no pneu e da roda na bicicleta estão em nosso post anterior.

Bicicleta: Houston Mercury HT
Oficina: Biketime
Mecânico: José Maria


Postado em 15 de abril por Eu Vou de Bike

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Como trocar o pneu furado da bicicleta

Imagine que você está pedalando e seu pneu fura no meio do passeio. Que tristeza, não? Infelizmente esta é uma emergência mecânica muito mais comum do que a gente imagina. Dificilmente quem pedala nunca foi vítima do famigerado pneu furado.

Neste tutorial explicaremos como trocar a câmara enchendo-a tanto com a bomba de ar convencional como com a bomba de CO2, simulando o problema tanto na roda dianteira (mais simples), quanto na traseira (normalmente mais complicada, principalmente se sua bicicleta tiver transmissão). No próximo tutorial ensinaremos como fazer um reparo (remendo) na câmara.

Para que você não seja pego de surpresa com um imprevisto deste tipo, o ideal é sair de casa com um kit de reparação, que pode variar um pouco conforme as necessidades e o trajeto a ser percorrido. Se for um passeio rápido pela cidade, o kit é mais simples. Se for uma longa cicloviagem, o ideal é ter um kit mais completo.

Um kit de reparos de pneus é composto por:

– Canivete de ferramentas para bicicleta multifunção, facilmente encontrado nas bikeshops e grandes magazines de esporte*;
– Bomba de ar para bicicleta**;
– Kit de reparo de câmara;
– Câmara de ar reserva;
– Bomba de CO2;
– Adaptador de válvula presta (mais fina, presente nas bicicletas mais especializadas) ou schrader (a mais comum, igual aos automóveis)***;
– espátula para remoção da câmara****.

* Não é necessário para o conserto do pneu. Porém, se for um canivete completo, ele pode conter as espátulas para a remoção da câmara (caso do utilizado em nosso tutorial). Além disto, este é um item indispensável para quaquer emergência mecânica;

** Hoje estes equipamentos são cada vez mais leves e portáteis, facilitando muito o transporte e manuseio;

*** Este adaptador se faz necessário caso sua bicicleta tenha uma válvula do tipo presta, porque as bombas localizadas em postos de gasolina estão preparadas para lidar somente com a válvula do tipo schrader;

**** Apenas se este item não estiver presente em seu canivete. Dê preferência para as espátulas feitas em plástico, pois as metálicas requerem muita habilidade no manuseio para não danificar os aros.


Exemplo de válvula do tipo “schrader”


Exemplo de válvula do tipo “presta”


Kit mais completo, capaz de realizar reparo ou substituição da câmara, tendo uma bomba dual, ou seja, funciona tanto como uma bomba convencional como uma bomba de CO2


Kit básico para substituição de câmara

Os kits acima prevêm duas situações: uma troca rápida ou um remendo na câmara. E a decisão sobre qual maneira realizar o conserto pode depender de vários fatores. Se seu pneu furou em um lugar perigoso e não há local seguro para o reparo, por exemplo, o ideal é optar pela troca da câmara, enchendo-a com uma bomba de CO2. Em uma competição, a opção é a mesma.

Mas se o seu pneu furar em um local seguro e você não tiver pressa para executar o reparo (o famoso “remendo”) na câmara, esta pode ser a opção mais em conta porque você vai continuar usando a mesma câmara. Porém, o ideal é sempre que possível trocar a câmara, mesmo que posteriormente, uma vez que a área remendada quase sempre terá mais facilidade de se romper futuramente.

O ideal também é que sua bicicleta tenha as blocagens das rodas do tipo “quick release” (soltagem rápida), que custam barato e facilitam na hora de sacar a roda. O “quick release” ajuda também se você transporta sua bicicleta dentro de um automóvel e precisa tirar a roda dianteira para fechar o porta-malas. Se sua bicicleta não possui este sistema de blocagens, é um investimento que vale muito a pena!


Sistema de blocagem “quick release”

Trocando a câmara da bicicleta

1-) Se sua bicicleta tiver marchas, é necessário trocá-las para a seguinte posição (principalmente se o furo ocorreu na roda traseira):

– coroa dianteira menor (marcha mais leve, menor)
– catraca traseira menor (marcha mais pesada, maior)

Fazemos isto para retirar a tensão sobre a corrente da bicicleta, o que facilita o manuseio da roda traseira.

2-) Depois devemos desarmar o freio da roda envolvida.

Neste tutorial, utilizamos um sistema de freios do tipo “v-brake”, mais comum de se encontrar. Se sua bicicleta tiver freios do tipo cantilever, o desarme é muito parecido. Se for freio a disco, o desarme varia conforme o sistema: mecânico (mais simples e comum), ou hidráulico (mais complicado de manusear). Se este for seu caso, deixe seus comentários no post que responderemos posteriormente.

3-) Sacar a roda, soltando a blocagem, tomando cuidado para não desalinhá-la. Para não desalinhar a roda, basta observar que o pneu deve estar posicionado bem no centro do garfo durante a operação posterior de travamento do “quick release” (ou blocagem). Ao montar novamente a roda, gire-a observando se esta flui normalmente. Se ela estiver “pegando no freio”, solte-a e repita a operação novamente, até não encontrar mais problemas.

4-) Desmontar o pneu com as espátulas apropriadas, conforme a sequência abaixo:

5-) Retirar a câmara afetada, examinando-a para ver onde ocorreu o furo. Examine também o pneu, interna e externamente. Tal exame é importantíssimo, na medida em que o agente causador do furo (ex.: pedaços de vidro) ainda pode estar alojado no pneu e certamente vai furar a novamente a câmara. Inicie a retirada da câmara pela válvula, conforme indicado abaixo:

6-) Pegue a câmara nova e encha-a ligeiramente, para que ela “molde” melhor no pneu ao ser colocada, evitando assim que a mesma fique dobrada no interior do pneu, o que causará a deformação do mesmo.

7-) Posicione a câmara no pneu conforme a foto abaixo:

8-) Inicie a inserção da câmara no interior do pneu, começando pela válvula:

9-) Você pode usar as espátulas para inserir a câmara

10-) Remonte o pneu no aro

11-) Encha o pneu, procurando respeitar a medida impressa na lateral do mesmo, conforme explicado neste post

12-) Finalize remontando a roda em sua posição original, lembrando de armar novamente o freio.

Desmontando a roda traseira

1-) Se sua bicicleta tiver marchas, troque-as para a seguinte posição:

– coroa dianteira menor (marcha mais leve, menor)
– catraca traseira menor (marcha mais pesada, maior)

2-) Desarme o freio traseiro, solte a blocagem e “empurre” a roda para frente e para baixo, sacando-a do quadro conforme a sequência abaixo:

3-) Realize os procedimentos explicados sobre a troca de câmara acima

4-) Coloque a roda novamente, inserindo a corrente inicialmente na catraca menor, posicionando-a no quadro, conforme as fotos abaixo (aqui vale a mesma dica para as blocagens comentada acima no post, com relação a centralização da roda)

É isto! Esperamos que vocês tenham que executar estes procedimentos o mínimo possível! Na próxima semana, ensinaremos como reparar uma câmara.

Bicicleta usada no tutorial: Houston Mercury HT
Oficina: Biketime
Mecânico: José Maria (proprietário)


Postado em 1 de abril por Eu Vou de Bike

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Como evitar a câimbra na hora do exercício

Se você pedala com frequência, é quase impossível que não tenha nenhum episódio de câimbra para contar. Ela chega sem avisar e, por causa da dor, nos deixa prostrados, muitas vezes no meio da estrada! Foi o que aconteceu comigo num treino da tradicional “Estrada dos Romeiros”, que fica no interior de São Paulo, e que me deixou sem condições inclusive de caminhar até o carro de apoio que nos acompanhava. Tiver que ir carregado! Um vexame que só quem passou sabe do que estou falando…

A sensação de dor que a câimbra traz é semelhante a um choque de 220 volts, e se o ciclista não estiver bem alimentado, bem hidratado e com o condicionamento físico equilibrado, fatalmente será vítima desta dor. Câimbras são contrações musculares intensas e momentâneas, que podem atingir um grupo muscular ou um músculo isolado. Elas normalmente ocorrem após esforços físicos extenuantes, e suas causas não são tão simples de serem identificadas, pois um ou mais fatores podem estar envolvidos neste processo.

As câimbras são um dos problemas mais “mal explicados” da medicina. Atualmente, a teoria mais bem aceita (de Tim Noakes) é que elas são “um reflexo anormal do fusomuscular, ou seja, uma alteração da atividade neural do músculo”. Outra teoria atual sugere que as câimbras são causadas principalmente por desidratação. Durante o exercício, perdemos sódio e potássio, assim como cálcio e magnésio, levando a alterações químicas que causam estas contrações involuntárias. Por isto que, ao realizarmos exercícios mais longos, o uso de isotônicos é indispensável, para repormos o sódio e o potássio através dos eletrólitos contidos nestas bebidas.


Banana, rica em potássio, pedal pode ajudar a prevenir câimbra

O ideal é sempre se hidratar sem sentir sede. Para os pedais mais rápidos, um gole generoso de água a cada 20 minutos é o suficiente. Se for treino, procure alternar água com o uso de isotônicos, a cada 20 minutos. Um outro ponto de atenção é saber diferenciar as câimbras das contraturas musculares. A contratura é causada por estresse e ou fadiga muscular, e, ao contrário da câimbra, a dor demora muito a passar e permance no local, causando inclusive lesão nos tecidos musculares. Neste caso, o ideal é procurar o médico para evitar lesões permanentes.

De uma maneira geral, para prevenir as câimbras, além do cuidado com a hidratação, devemos evitar pedalar com roupas muito pequenas, que possam atrapalhar nossa circulação; devemos evitar ainda ir além de nossa capacidade nos treinamentos; na véspera dos treinos devemos evitar utilizar alimentos com muitos conservantes e edulcorantes, bem como evitar a utilização de diuréticos com o objetivo de emagrecer, sem orientação médica.

Ainda sobre a prevenção, o ideal é aquecer pedalando de modo progressivo. Eu, por exemplo, quando inicio um treino, procuro colocar uma marcha bem leve e girar numa cadência alta, entre 100 a 120 rpms, por 5 a 10 minutos, dependendo do treino, realizando um aquecimento progressivo. O ideal também é mudar de posição de tempos em tempos na bicicleta, e principalmente, ter a bicicleta muito bem ajustada. Sobre isto já tratamos em outros posts, como este aqui.

E quando a câimbra aparecer durante uma pedalada, o ideal é agir o mais rapidamente possível. O primeiro de tudo é procurar localizar a dor: se ela for na panturrilha, alongue-a esticando como se houvesse um grande peso no seu calcanhar. Você pode fazer isto em cima da bike. Porém, se a dor for muito intensa, pare a bicicleta em um local seguro, apoie o calcanhar no chão e tente segurar o dedão do pé. Se a dor for no quadríceps, a parte da frente da coxa, se você tiver bom equilíbrio, pode permanecer em cima da bike, tirando o pé do pedal (da perna atingida) e, com o auxílio da mão, coloque o calcanhar o mais próximo possível da região do glúteo.

Mas se você for vítima constante de câimbras, ou ainda se, mesmo após o desaparecimento das mesmas, você ainda sentir dores no local, não deixe de consultar um médico!



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