Já mostramos aqui alguns vídeos de Copenhague e Utrecht, cidades europeias que têm grande respeito aos ciclistas e muitas políticas públicas de apoio a essa modalidade de transporte. Mas não pense que só é possível ir de bike ao trabalho ou à escola em cidades tão civilizadas.
No vídeo abaixo, um ciclista canadense gravou um percurso por ruas movimentadas de Toronto, com pouco uso da faixas especiais para ciclistas ou ciclovias separadas do trânsito de veículos.
O resultado é o compartilhamento da via pública com os motoristas. A principal diferença para as cidades brasileiras é o respeito dos motoristas pela bike.
Em seu blog, o autor do vídeo destaca: “Espero que este vídeo mostre para as pessoas que pedalar pela cidade não é tão perigoso como parece”.
Assista ao vídeo:
Em breve, a equipe do Eu Vou de Bike deve começar a gravar os percursos que fazemos pela cidade de São Paulo. Se você tiver algum vídeo semelhante, deixe o link aqui nos comentários que divulgaremos aqui no blog!
O vídeo que publicamos hoje traz imagens belíssimas das trilhas percorridas com uma bike de ciclocross nas montanhas de Peebles, no interior da Escócia.
De acordo com dados da prefeitura de Copenhague, os ciclistas da cidade pedalam cerca de 1,2 milhão de quilômetros, no total, todos os dias.
Em Copenhague, uma em cada três pessoas faz seu trajeto para o trabalho ou para a escola de bicicleta todos os dias. Se considerarmos que a cidade tem uma população de 540 mil habitantes, são 180 mil pessoas usando a bicicleta como meio de transporte principal diariamente.
Muita gente deixa de pedalar porque não não gosta de usar roupas esportivas ou não pode chegar de bermuda e camiseta de lycra no trabalho, por exemplo. Mas o “cycle chic“, um movimento surgido na da Dinamarca, mostra que é possível pedalar com muito estilo e atrair olhares por onde passa.
O termo “cycle chic” surgiu em Copenhague, em meados de 2006, quando o fotógrafo Mikael Colville-Andersen criou um blog com fotos de ciclistas estilosos da cidade, uma das mais adaptadas ao ciclismo urbano. Desde então, seu blog documenta em extensivas galerias de fotos aqueles que conseguem se vestir bem e de forma prática para pedalar.
O blog Copenhagen Cycle Chic ficou conhecido, a ideia se espalhou pela Europa e começa a tomar força ao Brasil. Por aqui temos blogs como o Curitiba Cycle Chic e o Gata de Rodas, que trazem ótimo conteúdo em português sobre o assunto.
O “cycle chic” aposenta a roupa fitness e deixa o ciclista pedalar como ele se vestiria normalmente. Calça e sapato para os homens, saia e salto para as mulheres… A ideia básica é pedalar com classe e mostrar que é possível integrar a bicicleta à rotina das pessoas, sem que elas precisem alterar seu modo de vestir por causa de seu meio de transporte.
Por trás do apelo fashion, Mikael Colville-Andersen, o fotógrafo que criou o Copenhagen Cycle Chic, diz que o movimento busca levar o ciclismo urbano ao que era antigamente. “Desde o primeiro dia da existência de uma bicicleta, as pessoas usavam roupas normais para pedalar. A bicicleta era uma ferramenta de transporte e nada mais”, escreveu em um dos posts de seu blog.
Em uma entrevista ao jornal britânico “The Guardian”, Andersen explicou que o objetivo do seu site é que o ciclismo seja reconhecido como um meio de transporte comum para as cidades. “Pessoas de vários países acreditam que o ciclismo é apenas um esporte ou um hobby e não percebem que pode ser também um transporte cotidiano”, disse.
“O que estou tentando dizer é que andar de bicicleta é - e sempre foi - uma coisa bastante simples. Tudo o que você precisa é de… uma bicicleta! (…) Qualquer roupa que você usa como pedestre também pode ser usada para pedalar. Se você vai usar a bicicleta para atividades esportivas ou pedalar em corridas de longa distância, você vai precisar de equipamentos e roupas específicas. Mas se você quiser ir de bicicleta ao trabalho ou ao supermercado, em distâncias curtas, você não precisa de nada especia. Basta abrir seu armário”, conclui Andersen.
Veja abaixo alguns exemplos do que é considerado “cycle chic”: