Dois estudantes de engenharia da USP criaram um sistema de compartilhamento de bicicletas semelhante aos já existentes em Londres e na França. O projeto, que foi demonstrado no fim de semana na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), é bem simples mas pode ser extremamente útil para os alunos da universidade.
Os criadores do sistema, Maurício Villar e Maurício Matsumoto, explicam que o projeto visa disponibilizar bicicletas para serem usadas internamente pelos alunos da USP. Batizado de PedalUSP, o equipamento dispensa qualquer interação humana além do cadastro inicial.
O projeto prevê que diversos pontos de locação sejam espalhados pelo campus da universidade em São Paulo. Para retirar a bicicleta, o usuário cadastrado deve usar sua carteirinha universitária e digitar uma senha no terminal. Para ser usada como meio de transporte pelo campus, há um limite de apenas uma hora para o estudante devolver a bicicleta em qualquer ponto de locação.
Apesar dos protótipos funcionais, o início da operação ainda não tem uma data definida, segundo reportagem do Terra. “Estamos em busca de um patrocinador que viabilize a implementação e a operação do sistema”, contou Matsumoto.
Ainda bem que no Brasil não chegamos a estes extremos
Pedalar no frio é muito legal e pode gerar momentos épicos e memoráveis, desde que estejamos bem equipados! Para um passeio confortável de bicicleta, sem a necessidade de cuidados especiais, consideramos a temperatura ambiente acima de 20 graus. Abaixo dela, e em algumas condições específicas, conforme vamos verificar ao longo deste post, nosso “pedal” precisa de alguns cuidados que vão de um simples colete do tipo “corta-vento” até roupas mais específicas e “pesadas”.
Lógico que a sensação térmica é muito subjetiva e pessoal e é comum encontrarmos ciclistas “só de camiseta” com 10 graus de temperatura, bem como outros “super agasalhados” com 18 graus de temperatura. A regra geral deve ser sempre o conforto e o bom senso!
Uma vantagem do inverno são as temperaturas mais amenas durante o dia, menos umidade e a ausência daquele “sol escaldante” para o pedal! Mas como desvantagens temos a falta de chuvas que, aliada ao chamado “efeito estufa” e condições de poluição atmosférica dos grandes centros urbanos, faz com que a qualidade do ar piore consideravelmente, muitas vezes até não sendo indicado exercícios ao ar livre. E nestas condições podemos sempre realizar o “ciclismo indoor”. O importante é não parar de pedalar!
Atualmente, temos uma grande variedade de equipamentos e acessórios que tornam o ato de pedalar em baixas temperaturas tão bom quanto no calor. São os chamados “equipamentos e roupas técnicas”. Mas tome cuidado: por serem equipamentos específicos, muitas vezes os preços atingem as alturas!
Pela nossa experiência, é possível se equipar adequadamente com um investimento bem razoável. E é lógico que não estamos falando de como os ciclistas “das antigas” faziam: colocar jornal por baixo da roupa! Acredite: isto funciona e já me livrou de muitas “roubadas”!
Um erro muito comum é o uso do famoso moletom com camisa de algodão. Eles acumulam muita umidade produzida pela corpo e demoram a secar, o que pode causar assaduras, micoses e resfriado, devido ao contato constante com a roupa molhada de suor. Além disso, o moletom é geralmente muito folgado no corpo e pode enroscar em galhos, postes ou até na própria bicicleta, gerando até acidentes.
Roupas para o frio
Nas baixas temperaturas, o mais importante é se vestir “em camadas”, como uma cebola. Quando inicamos a pedalada estamos “frios” e sentimos mais a necessidade de estarmos agasalhados. À medida em que vamos nos aquecendo, começamos até a sentir calor, e as camadas de roupas podem ser removidas aos poucos. Portanto, não adianta usar somente uma camiseta e um casaco pesado.
O ideal, então, é usar como “primeira pele” uma camiseta ou camisa do tipo “dry fit”, que absorve e expele o suor, um agasalho leve para aquecer, que pode ser do tipo “polartec” ou “fleece”, uma espécie de “moleton” moderno, que também atua como um “dry fit”. Neste tipo de agasalho, encontramos várias espessuras, que podem “segurar” tanto uma temperatura amena de uma manhã de outono, até quase um “frio polar”. Opte sempre pelo meio-termo. Por fim, um colete ou jaqueta do tipo “corta-vento”, de preferência impermeável. O importante é sempre manter a área do peito aquecida e protegida, para evitar problemas respiratórios.
Dependendo da temperatura, podemos utilizar gorros, toucas térmicas e até balaclavas. É muito importante proteger a região da cabeça, uma vez que ela é a grande responsável pela perda de energia térmica. Temos à disposição até “protetores de orelha”, geralmente feitos com o mesmo material do agasalho polartec acima.
Ciclistas preparados para o frio e chuva
Além dessas dicas, ainda há os chamados “tecidos inteligentes”. Os mais comuns nas lojas são os do tipo “termodry”, “coolmax”, “goretex” e “dryfit”. Converse sempre sobre as suas necessidades com o vendedor e procure comprar em lojas especializadas, que não necessariamente precisam ser de ciclismo, mas podem ser de “esportes outdoor”. Nestas lojas encontramos mais variedades de equipamentos, pois a necessidade dos alpinistas, caminhantes e demais praticantes de esportes outdoor no frio são muito parecidas com a do ciclista!
Além de tudo isto, ainda temos os tradicionais “manguitos” e “pernitos”, que são peças exclusivas para serem vestidas nas pernas e braços, como se fossem “grandes meias”. A vantagem deste equipamento é que ele é fácil de tirar e guardar. É muito comum vermos os ciclistas, em especial os mais experientes, se utilizarem deste vestuário, pois muitas vezes conseguimos até retirá-los e ou dobrá-los durante o pedal! Geralmente eles também são feitos nos materiais mencionados acima, pois sua função é a de aquecer.
Existe uma diferença entre o vestuário para aquecimento e o vestuário para proteção contra o vento. O ideal é compor o visual pensando nas duas situção. Uma dica é começar com roupas que aquecem (segunda pela, camisa de ciclismo, agasalho leve, manguitos e pernitos) e terminar com roupas que protegem do vento (jaquetas e coletes do tipo “corta-vento”), sempre lembrando das tradicionais luvas de dedo longo (que podem, sob frio muito intenso, ser de número maior acomodando uma luva térmica por baixo da luva de ciclismo), óculos e capacete.
No quesito calças (apesar da resistência de alguns quanto ao efeito “bailarina” - uma bobagem, por sinal), o ideal é usarmos a bermuda de ciclismo com os “pernitos”. Se a temperatura estiver muito baixa, podemos usar calças compridas do tipo “segunda pele”, com a bermuda de ciclismo por cima. Dependendo da temperatura, podemos usar o “overshoe” (ou cobre-sapatos), uma espécie de grande meias sem sola colocada sobre as sapatilhas, fazendo a ligação dos pés com as pernas, uma área geralmente descoberta e muito sensível.
Ciclista agasalhado e com protetor de orelha sob o capacete, mas de bermuda
Devemos nos lembrar também de usar protetor labial e, em pedaladas mais longas, colírios e/ou soro fisiológico para manter os olhos livres de ressecamento. E lembre-se sempre de retirar toda a roupa úmida e suja imediatamente após a pedalada.
Preparação
Pronto! Estou vestido, preparado e equipado para o pedal. Agora então é só pedalar. Não! No inverno, a necessidade do alongamento e aquecimento prévio é bem maior! Devemos prolongar o tempo do alongamento, e não a intensidade dos movimentos, aquecendo também as mãos e os pés.
Inicie com um pedal leve e, se possível, com a rotação bem elevada (acima de 90 RPM), utilizando uma marcha bem leve. Faça isto por 5 a 10 minutos. Lembre-se também de “desaquecer”, fazendo a mesma coisa ao final do pedal.
Mantenha sua hidratação sem alterações, com um gole generoso a cada 30 minutos, mesmo sem vontade de beber. Se o pedal for longo, aumente em cerca de 1/3 o que costuma levar para comer, pois no inverno costumamos sentir mais fome. Evite sair no início da manhã, quando as temperaturas ainda estão muito baixas, e durante a noite. O período mais propício para o pedal nestas condições é na hora do almoço, até o meio da tarde, para os que puderem.
Abaixo segue uma sugestão de equipamentos x temperatura:
- Frio Intenso (abaixo de 10 graus): segunda pele técnica com manga longa, camisa de ciclismo (se possível também de manga longa), blusa técnica (do tipo “fleece”), colete ou jaqueta “corta-vento”, calça térmica, bermuda de ciclismo, gorro ou balaclavas, luvas fechadas sobre luvas térmicas e over-shoes.
- Frio (entre 10 e 12 graus): segunda pele técnica com manga longa (ou manguitos), camisa de ciclismo (se possível também de manga longa), colete ou jaqueta “corta-vento”, calça térmica ou “pernito”, bermuda de ciclismo, gorro e luvas fechadas .
- Frio moderado (entre 13 e 17 graus): Camisa de ciclismo (se possível também de manga longa), jaqueta “corta-vento”, “pernito”, bermuda de ciclismo e luvas fechadas . Para os mais calorentos, aqui já podemos utilizar somente a bermuda. Para os mais sensíveis, podemos continuar utilizando o gorro.
- Frio Ameno (entre 18 e 20 graus): Camiseta de ciclismo, manguitos, luvas fechadas, bermuda de ciclismo e colete “corta vento”. Os manguitos podem ser substituidos por uma camisa de ciclismo de manda longa. A desvantagem é que ao aquecermos não podemos retirar a camisa como fazemos com os manguitos, se for o caso.
Sem precisar esperar pelas ações do governo, um grupo de Nova York criou um sistema de empréstimo de bicicletas, chamado “Social Bicycles“, que não precisa de bicicletários ou lugares específicos para ser colocado em prática. Basicamente, o sistema usa um aplicativo de iPhone atrelado ao GPS para encontrar as bicicletas disponíveis pela cidade, que podem estar acorrentadas em qualquer lugar.
Segundo seus criadores, o “SoBi” foge dos padrões dos outros programas de empréstimo de bicicletas que existem em Paris e Londres, por exemplo, porque é menos centralizado e mais barato. O custo de uma bicicleta de aluguel de Londres sai por cerca de US$ 3 mil dólares, enquanto o custo de uma bicicleta da “SoBi” é de cerca de US$ 500, já com o kit de localização instalado.
Cada bicicleta do programa “Social Bicycles” vem com uma caixinha na parte traseira. É ali que fica a trava e o transmissor do GPS. Quando a bicicleta está estacionada em algum lugar, o aplicativo de iPhone mostra a localização exata em um mapa. Basta o usuário cadastrado ir até o local e destravar a bicicleta com o próprio celular.
Sem apoio de empresas, por enquanto, o grupo criador do “Social Bicycles” deve lançar em breve um pequeno programa piloto em Nova York, na esperança de encontrar algum empreendedor disposto a investir no projeto.
Veja no vídeo (em inglês) uma demonstração do sistema:
São de pequenas ideias assim que podemos mudar o panorama da nossa cidade. Você tem alguma sugestão ou ideia legal? Deixe nos comentários ou em nosso Fórum de Ideias!
1-) (Who Discovered) America? - Ozomatli
2-) Absolutely Everything - Lighthouse Family
3-) Sussudio - Phil Collins
4-) Back in the High Life Again - Steve Winwood
5-) Natalie’s Party - Shack
6-) Decatur, Or, Round of Applause For Your Stepmother! - Sufjan Stevens
7-) If Only - Queens Of The Stone Age
8-) Here Comes Your Man - Pixies
Atenção: pedalar no trânsito com fones de ouvido é perigoso e deve ser evitado, mas em ciclovia reservada apenas para bicicletas, como a da Marginal Pinheiros em São Paulo ou a de Santos, por exemplo, pode ser bem estimulante, desde que o volume do audio não impeça a audição do meio ambiente.
O músico Ben Sollee, que já pedalou 530 quilômetros para chegar ao Festival de Bonnaroo, em 2009, anunciou que volta para a estrada no dia 18 de agosto para uma série de pequenas turnês de bicicleta pelos Estados Unidos.
Na turnê, chamada de “Ditch de Van Tour” (“Largue a Van”, em tradução literal), Ben Sollee, outros músicos e equipe técnica viajarão de bicicleta com todos os equipamentos e instrumentos no compartimento de carga. Cada bicicleta carregará cerca de 28 quilos nas viagens.
“Eu amo fazer turnê de bicicleta! Depois da viagem até Bonnaroo, fiz uma promessa que dedicaria uma porção das minhas próximas turnês usando a bicicleta. Estou ansioso para viajar a 20 km/m e chegar um pouco cansado ao fim do dia. Estou ansioso para subir as montanhas que, inevitavelmente, me separam de cada cidade bonita. Estou ansioso para encontrar outras pessoas sobre duas rodas e convidá-las a andar com a gente. Estou ansioso para, mais uma vez, mostrar a todos que o turismo regional de bicicleta é possível”, afirma Ben Sollee em seu site.
Veja no vídeo abaixo como funciona a turnê de bicicleta:
Uma pequena peça de metal na sua bicicleta pode fazer toda a diferença, especialmente para o pessoal que gosta de tomar uma cervejinha após um passeio. O designer Adam Pickard criou uma pequena peça que, quando acoplada ao selim, se transforma em um belo abridor de garrafas!
O “Road Popper” foi criado para uso pessoal, mas agora o designer também vende o produto pela internet, de acordo com as encomendas. O preço é bem salgado (US$ 40), mas o criador justifica dizendo que as peças são feitas manualmente, sob encomenda.
Continuando a série de posts sobre emergências mecânicas e manutenção de bicicletas, mostraremos como realizar um reparo (remendo) na câmara do pneu da bike.
Você vai precisar dos instrumentos abaixo, facilmente encontrados nas bikeshops e magazines de esporte:
Após ter acesso a câmara, a primeira coisa a fazer é identificar o furo. O ideal é até marcá-lo de alguma forma (uma caneta, por exemplo).
Uma vez identificado o furo, você deve deixar a câmara totalmente esticada (veja melhor no filme abaixo) utilizando o dorso da mão como apoio. Se o furo for pequeno e ela ainda estiver ligeiramente inflada, não há problema. Com isto, a câmara fica mais apoiada, tomando a forma do dorso da mão.
Feito este passo, pegamos a lixa (que acompanha a maioria dos kits de reparo de câmara disponíveis no mercado) e realizamos uma raspagem da área do furo, para retirar qualquer tipo de impureza que possa a vir impedir a boa fixação do remendo.
Note que uma vez fixada a câmara no dorso da mão, o ideal é que ela não seja mais solta, para que não haja a possibilidade de “perder” de vista a área preparada.
Em seguida, iniciamos a aplicação da cola (que acompanha a maioria dos kits de reparo de câmara disponíveis no mercado) utilizando o próprio corpo da embalagem da cola para a aplicação. Devemos evitar o uso do dedo na aplicação, para que a gordura da mão não “contamine” a área do reparo, minimizando a adesividade do remendo.
Após a aplicação, aguardamos a secagem da cola, que pode variar de acordo com o fabricante. Uma dica é perceber através da diminuição do “brilho” da mesma. Geralmente quando ela é aplicada ela fica brilhante, e na medida em que sua secagem se processa ela vai ficando “opaca”. A perda do brilho então indica o ponto de secagem ideal e a partir deste prosseguimos com nosso reparo.
Durante esta secagem a câmara pode ser retirada da posição em que estava, podendo “descansar” em alguma superfície plana, evitando contato com a região do reparo.
Após a secagem da cola, utilizamos então o “remendo” propriamente dito (que acompanha a maioria dos kits de reparo de câmara disponíveis no mercado, e em São Paulo é chamado de “estrelinha”), normalmente oferecido em tamanho único ou como uma peça grande cujo tamanho é definido no momento da aplicação, ao recortar a medida que for necessária. Este último é mais incomum, mas também presente no mercado.
Retire então a película protetora do remendo, evitando contato com a área adesiva do mesmo. Voltamos a “enrolar” a câmara da maneira anterior (no dorso da mão) de modo a termos o apoio da região a ser remendada e a seguir aplicamos o remendo com a outra mão no local previamente preparado.
Após a colocação do remendo, retire a película de proteção superior do mesmo, passando o dedo “por cima” do remendo para evitar imperfeições.
O ano de 2010 marca a 10ª edição do Bicycle Film Festival, festival de cinema com vídeos relacionados ao mundo da bicicleta.
O festival começou em Nova York, em 2001, quando Brend Barbur, fundador festival e diretor de cinema, foi atropelado por um ônibus enquanto pedalava pela cidade. Em vez de ser intimidado por esta experiência, ela o inspirou a criar um festival que celebra a bicicleta através da música, arte e cinema.
Em seu décimo ano, o festival é realizado em 37 cidades em todo o mundo e 300 mil pessoas devem participar de alguma forma na edição deste ano.
Naquele nosso post sobre dicas para pedalar durante a noite, nós enfatizamos a necessidade de a bicicleta estar bem iluminada para ser vista por motoristas, pedestres e outros ciclistas.
Para garantir a visualização da bicicleta em qualquer momento do dia, a empresa Cyglo criou um pneu com iluminação de LED acoplada na roda que é ativada pela pedalada do ciclista.
Ativado com um sensor de movimento dentro do pneu, a iluminação LED de alta potência cria um círculo perfeito de luz quando a roda gira. A bateria é alimentada perpetuamente pela movimentação dos pedais, o que garante que o ciclista não vai ficar sem iluminação no meio do caminho.
Oitenta mil dólares é o preço de uma bicicleta alemã da PG-Bikes, em edição limitada a apenas 667 exemplares, anunciada como a bicicleta mais cara do mundo.
A BlackTrail BT-01 é elétrica e fábricada com fibra de carbono e alumínio usado em foguetes. Ela pesa apenas 19 quilos e uma carga de bateria dá autonomia de cerca de 190 quilômetros ao ciclista.
Apesar de ter pedais e ser chamada de bicicleta, a BlackTrail BT-01 pode ser considerada uma moto. Ela alcança velocidade máxima de 100 km/h e velocidade média de 30 km/h a 50 km/h. Um absurdo e muito perigoso para o ciclista!