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O renascimento de uma bicicleta clássica
Aqui no Eu Vou de Bike, as bicicletas clássicas e antigas tem um lugar especial nos nossos corações. Podem ser bicicletas novas com visual ‘retrô’, mas se for uma antiga restaurada, melhor ainda! Inclusive já escrevemos a respeito aqui.
Recentemente fui procurado por um amigo, o Mentor Muniz Neto, carinhosamente chamado de Neto. Algum tempo atrás, o pai dele lhe presenteou com uma bicicleta que era de sua propriedade e uso (inclusive até os dias de hoje). Trata-se de uma legítima Husqvarna.
Talvez você esteja imaginando uma motosserra ou algo semelhante, mas a empresa sueca, que foi fundada em 1689 (!!!!), começou produzindo mosquetes, passando por armas de caça, bicicletas, motociclos, aparelhos de cozinha, máquinas de costura e produtos para utilização no exterior. Suas motos clássicas são famosas e usadas até hoje.

E a “estrela” chega à loja…
Bom, o caso é que o Neto nos pediu que a bicicleta fosse restaurada com máximo de originalidade possível, ou seja, mantendo os conceitos ciclísticos clássicos utilizados na década de 50.
Logo percebemos que esta era uma missão para o Mario Canna e o Leandro Valverdes, da recém inaugurada loja/oficina Ciclo Urbano, localizada em São Paulo, na Vila Olímpia.
A bicicleta do Neto está tão original que ainda conserva uma placa de registro. Sim, você leu certo! Entre as décadas de 40 e 60, era obrigatório o emplacamento de bicicletas em território nacional. Elas tinham até um documento de registro, semelhante ao dos automóveis, inclusive (e obviamente) recolhendo taxas junto ao governo.

Notem o detalhe da placa. Na foto o Neto, o Leandro V. e o Zapella (esq/dir.) da Giro Courier.
Combinamos então um café na loja para ajustarmos as expectativas relativas ao projeto, bem como as possibilidades de restauração que, como vocês poderão acompanhar por aqui, é um processo extremamente complexo e artesanal.

Na foto o Zapella, o Mario Canna e o Neto
Este foi só o primeiro passo para a restauração desta bicicleta Husqvarna clássica. O Eu Vou de Bike vai acompanhar o processo de restauração por aqui, com fotos, detalhamento e dicas. Será uma espécie de diário desta restauração. O que vocês acham?
E aí, se animam a pedir aquela bicicleta antiga ao seu parente, que está tomada de poeira, para restaurá-la?
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