Quem faz trilhas por montanhas sabe que a melhor parte é a subida e a expectativa da vista que vai encontrar no destino final. A volta, geralmente uma grande descida, é sempre um pouco entediante. Essa bicicleta é para quem curte fazer trilhas e depois fica com preguiça de descer tudo a pé.
A Moutainskyver é uma bicicleta ultra compacta, dobrável, que pode ser levada na mochila durante a trilha. Como ela não tem pedais, sua única função é auxiliar na descida, transformando o fim da caminhada em um downhill de bicicleta muito interessante.
A bicicletinha é toda de alumínio, tem um amortecedor traseiro para aguentar as pancadas da trilha e pesa 8 quilos. Ainda não há um preço indicado para a bike.
Não deve ser lá muito confortável carregar oito quilos nas costas montanha acima, mas a descida promete ser bem divertida!
Este sábado, 22 de setembro, é o Dia Mundial Sem Carro! E você não tem desculpa para não usar a bicicleta em São Paulo!
Para incentivar que a população deixe o carro em casa e use a bicicleta como meio de transporte neste sábado, a Prefeitura da cidade vai ativar as ciclofaixas de lazer, que geralmente só funcionam aos domingos e feriados, também neste sábado!Serão 72 quilômetros de vias exclusivas para bicicletas, das 7h às 16h.
No domingo, as ciclofaixas também vão funcionar normalmente. Ou seja, o fim de semana promete muitas pedaladas!
Veja os endereços das ciclofaixas de SP:
- Zona Sul-Oeste: liga os parques das Bicicletas, do Ibirapuera, do Povo, Villa-Lobos, Avenida Chedid Jafet, Rua Funchal, Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini e Avenida Jornalista Roberto Marinho.
- Zona Norte: liga a Praça Heróis da F.E.B. com a Estação Parada Inglesa do Metrô.
- Zona Leste: começa na Avenida Governador Carvalho Pinto e passa pelas avenidas Dom Hélder Câmara e Calim Eid.
- Avenida Paulista: liga a Rua da Consolação à Praça Osvaldo Cruz.
Mais uma vez a Houston apresentou seus modelos em um desfile de moda!
por Pedro Santiago
O desfile da Houston foi um dos destaques do último dia de desfiles do Oscar Fashion Days (OFD), evento de moda que aconteceu nos dias 13 e 14 de setembro em São José dos Campos, no interior de São Paulo. A consultora de bem-estar e beleza Solange Frazão subiu à passarela apresentando alguns modelos do empresa piauiense sendo ovacionada pela plateia. Outro diferencial, foi a apresentação ao vivo da cantora cover da Madonna, Verônica Pires.
“Nosso desfile teve como conceito o esporte, especialmente o ciclismo, na vida das pessoas. Quisemos mostrar que uma modalidade não exclui e outra e, ainda, que a bicicleta pode fazer essa ligação entre a vida urbana conturbada e a prática de desportos”, afirmou Paulo Rubens Fontenele, gerente de marketing da Houston.
Em 2012, o OFD foi transformado em um festival de entretenimento e a Houston, além do desfile, contou com um estande com exposição de bicicletas. A empresa também promoveu shows de bike trial, distribuição de brindes entre o público presente e o sorteio de bikes exclusivamente desenvolvidas para o evento com a marca HOUSTON OFD. “O resultado foi excelente e superou a nossa primeira participação em 2010”, disse Paulo Rubens.
José Oscar Constantino, diretor do OFD, foi um dos que também aprovaram a presença de uma marca de bicicletas no festival de moda. “A participação da Houston no Oscar Fashion Days festival só comprova que o mundo da moda vai além dos calçados e roupas; É possível sim ter numa bicicleta a tecnologia cores e designer em sintonia com a moda”, avaliou o diretor.
Começou no último domingo, 16 de setembro, mais uma Semana da Mobilidade. O ápice dessa semana acontece sempre no Dia Mundial Sem Carro (DMSC), que anualmente é celebrado no dia 22 de setembro.
O Dia Mundial Sem Carro é um evento global em que todas as pessoas são incentivadas a deixar o carro em casa e ir para o trabalho, escola ou passeio de uma maneira diferente. Seja de bicicleta, de transporte público ou até a pé! A ideia é mostrar que é possível cumprir sua rotina sem depender de um veículo.
E se a rua não tivesse carros?
O Dia Mundial Sem Carro surgiu em 1998, na França, com apenas 35 cidades participantes. Em 2000, outros países da Europa passaram a adotar a data e o manifesto tomou força. O movimento chegou ao Brasil em 2001, com a participação de 11 cidades. Em 2004, mais de 1.500 cidades participaram da ação, distribuídas em 40 países.
Neste ano, o Dia Mundial Sem Carro cai em um sábado, então realmente não há desculpas! Na hora de ir ao shopping, ao restaurante ou ao passeio com a família, deixe o carro em casa e invista em um meio de transporte alternativo, como a bicicleta (ou o metrô, ônibus, patins…)!
Se você está em São Paulo, uma série de atividades serão promovidas ao longo da semana para incentivar o uso da bicicleta. No sábado, 22 de setembro, o Dia Mundial Sem Carro será celebrado na Avenida Paulista, no evento Praia na Paulista.
No Praia na Paulista, a ideia é ir de bicicleta até a Praça do Ciclista, quase na Consolação, para um grande pic-nic e confraternização. A intenção é mostrar que é possível aproveitar a cidade de uma maneira melhor, e mostrar que as praças também são a nossa praia!
E não é tão complicado sair pedalando no seu cotidiano. Aqui no Eu Vou de Bike, já demos várias dicas de segurança e comportamento no trânsito para quem nunca pedalou nas ruas e quer começar a substituir o veículo por um meio de locomoção mais econômico, menos poluente, mais ágil e muito, mas muito mais saudável!
Veja abaixo algumas dicas para deixar o carro na garagem e começar a pedalar!
Uma pesquisa da rede Nossa São Paulo mostrou que o paulistano gasta em média 2h30 no trânsito todos os dias. Esse dado alarmante só mostra que a mobilidade urbana é uma preocupação que deve ser levada a sério nas grandes cidades, e é com a intenção de discutir esse tema que anualmente é promovida a Semana da Mobilidade.
Neste ano, a Semana da Mobilidade vai de 16 a 22 de setembro, quando acontece o Dia Mundial Sem Carro. Ao longo da Semana da Mobilidade, várias ações educativas acontecem em várias cidades do Brasil.
Vamos listar algumas atividades abaixo, e se você tiver alguma sugestão para esta semana, envie um e-mail para [email protected] e inluiremos seu evento neste post.
SÃO PAULO
Terça, 18/9
- Oficina Bike Anjo
Quer aprender a pedalar com segurança? Participe da Oficina Bike Anjo. É grátis!
Terça-feira, dia 18 de setembro, às 20 horas, na Sede do Idec (Rua Desembargador Guimarães, 21 – Água Branca)
Quarta, 19/9
- Balada da Mobilidade no Bar do Netão
A partir das 20h, haverá happy hour no Bar do Netão, na Rua Augusta, 822. A entrada é grátis e terá bicicletário na porta!
Quinta, 20/9
- Debate na Livraria Cultura do Shopping Bourbon com o tema de “O Desafio da Mobilidade Urbana no Brasil: Onde vamos parar?”. A entrada é grátis e começa às 19h.
Sexta, 21/9
- Vaga Viva na Rua Padre João Manoel com a Av. Paulista. Vamos transformar uma vaga de estacionamento para atividades de lazer e convivência das pessoas. A vaga viva acontece das 8h às 18h.
Sábado, 22/9
- Dia Mundial Sem Carro! Deixe seu carro na garagem e use um meio de transporte alternativo para se locomover no sábado! Em São Paulo teremos a Praia na Paulista; veja mais informações aqui.
PARATY
A cidade de Paraty também tem atividades para o Dia Mundial Sem Carrro.
Você tem alguma sugestão de evento para esta semana? Envie um e-mail para [email protected] e inluiremos seu evento neste post!
Mais um desafio intermodal em São Paulo, e mais uma vez a bicicleta mostrou sua agilidade e sua eficácia no trânsito da cidade. No desafio, a bicicleta chegou em 2º lugar, ficando apenas dois minutos atrás do helicóptero (!!). Por mais um ano, a bike chegou antes do carro e da moto.
Todos os participantes do desafio intermodal partiram da praça General Gentil Falcão, na zona oeste de São Paulo, com destino à sede da Prefeitura, no centro. O helicóptero levou 22 minutos e 22 segundos para percorrer os 10 quilômetros. A bicicleta chegou pouco menos de 2 minutos depois, com 24 minutos e 7 segundos de percurso.
Em terceiro lugar chegou a moto, com a marca de 26 minutos e 20 segundos. Em seguida chegou o participante de patins, com 31 minutos e 54 segundos. Quem fez a integração de metrô e trem levou apenas um segundo a mais que o patinador.
Dos 14 participantes, o carro chegou em penúltimo, com 1h40 de percursos, um minuto a menos do que o último colocado que fez os 10 quilômetros CAMINHANDO! Ou seja, ir andando leva quase o mesmo tempo que ir de carro!
O desafio busca mostrar as várias possibilidades de se locomover pela cidade além de analisar o desempenho do transporte público ano a ano.
Vale lembrar que o Desafio Intermodal não se trata de uma corrida para ver quem chega primeiro. Os participantes são testados pelo tempo gasto para se chegar ao destino final, o custo que cada um gera e quantos quilos de gás carbônico emitem. Ou seja, não basta chegar em primeiro lugar, os impactos ambientais também são importantes. Assim, o helicóptero obviamente não pode ser considerado uma solução viável para o trânsito.
Aqui no EVBD nós acreditamos que o aumento na utilização da bicicleta como meio de transporte de forma eficaz e consistente necessariamente passa pelo poder público.
E em ano de eleições, nada melhor do que pesquisar e apoiar quem é a favor de nossos ideais. O poder Legislativo, infelizmente costuma ser relegado a segundo plano, e isto é um grande erro, uma vez que sem este, o poder Executivo pouco pode produzir.
Neste sentido, iniciamos uma série de entrevistas com candidatos a vereador por São Paulo que se declaram a favor das bicicletas, e que, acima de tudo, tenham uma história de compromisso com esta plataforma.
Nesta semana estivemos com o atual vereador Gilberto Natalini, que nos concedeu uma entrevista bem produtiva, deixando bem claro o seu ponto de vista sobre o assunto.
Acompanhem na sequência:
EVDB: Após os avanços que tivemos na cidade de São Paulo, qual é o próximo passo para inserir cada vez mais a bicicleta como meio de transporte na capital?
G.N.: Avançamos muito, mas o Brasil ainda é o país do automóvel, precisamos avançar muito mais, e isso é um grande desafio. Precisamos primeiramente mudar a cultura do nosso país, criando uma cultura para a bicicleta, depois precisamos pensar em ampliar a infraestrutura cicloviária, fazendo cliclovias que tenha interligação com CPTM e Metrô, para que as pessoas possam utilizar para ir trabalhar. Também precisamos avançar com relação a educação no trânsito, os motoristas precisam conhecer melhor as leis e respeitá-las.
EVDB: Como a Prefeitura pode trabalhar com o governo do Estado para implementar a instalação de bicicletários em todas as estações de Metrô e Trem, durante todo o horário de funcionamento das estações? Essa proposta é viável?
G.N.: Essa proposta é viável e indispensável. Já temos 22 bicicletários na CPTM e 16 no Metrô, já avançamos bastante e contem comigo para avançar mais.
EVDB: A Ciclofaixa de Lazer em São Paulo é um sucesso de público e mostra que a demanda é enorme. Não está na hora de começarmos a estudar a viabilidade de ciclofaixas permanentes?
G.N.: A Ciclofaixa de Lazer, criada através da lei do então vereador Walter Feldman e implantada por ele, quando Secretário de Esportes é um sucesso, milhares de pessoas passam por ela aos domingos, certamente precisamos torná-las ciclofaixas permanentes, para uso diário, existia uma promessa de aumentar mais um dia da semana, a proposta é ousada, pois mexerá bastante com o trânsito da cidade, pelo menos num primeiro momento acredito que o trânsito ficará mais caótico, depois certamente vai melhorar, pois muitas pessoas deixarão os carros em casa, para ir trabalhar de bicicleta. A CET já está estudando essa questão e contem com o meu apoio para levar o assunto adiante.
EVDB: O senhor participou da COP-15, em 2009, e viu como funciona o uso de bicicletas em Copenhague. Que ideias que São Paulo poderia importar para incentivar as bicicletas por aqui?
G.N.: Acho que poderíamos pensar em criar um órgão especial para mobilidade humana na cidade, estruturar o plano cicloviário no município, ampliando as ciclovias, ciclorrotas, ciclofaixas, bicicletários, paraciclos, vias de tráfego compartilhado …Além de melhorar a infraestrutura de integração de transporte de média e alta capacidade, principalmente trem e metrô.
EVDB: A Lei 13.995, de 10 de Junho de 2005, prevê a criação de estacionamento de bicicletas em locais de grande afluxo de público, como mercados, hospitais, igrejas, museus, shoppings, etc. Como melhorar a fiscalização desta lei? É possível ampliá-la para incluir grandes prédios de escritórios, especialmente em regiões com alto índice de trânsito, como Itaim, Paulista, Berrini?
G.N.: A partir do momento que ganharmos os governos para o uso da bicicleta, essa lei será regulamentada naturalmente, isso é a mudança da cultura, é educação no trânsito. Aí todos os locais públicos ou privados terão que ter estacionamentos para bicicletas, assim como a maioria dos locais tem estacionamento para motos. Isso certamente será natural.
EVDB: Como o Sr. relaciona o seu mandato e suas atividades majoritariamente voltadas à sustentabilidade com a mobilidade por bicicletas?
G.N.: Defendo na Câmara dos Vereadores, recursos do orçamento da Prefeitura para a mobilidade por bicicletas, principalmente para projetos e obras cicloviárias, além de ajudar o nosso candidato José Serra a alcançar a meta de 400km de infraestrutura para bicicleta. Sou um vereador, defensor da causa ambiente, por uma SP mais Sustentável; tenho projetos importantes como Água de Reuso, que já economizou bilhões de litros de água potável, Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas, que esse ano reuniu mais de 4000 pessoas no Memorial da América Latina.
EVDB: Qual vai ser sua prioridade, caso eleito, com relação ao uso da bicicleta como meio de transporte na cidade?
G.N.: Eu apoio a criação do Órgão Especial para mobilidade humana, a partir daí poderemos realizar diversos estudos e avançar na questão do uso da bicicleta como meio de transporte em SP, de forma coerente.
O arquiteto britânico Sam Martin criou uma proposta inusitada para a cidade de Londers: ciclovias elevadas. Segundo o arquiteto, seria muito difícil criar uma grande rede de ciclovias pelas estreitas ruas londrinas no nível do solo, então a solução seria criar vias elevadas integradas à paisagem para as bicicletas.
A ideia de Martin não é segregar completamente os ciclistas da cidade. A ideia é criar essas vias elevadas para ligar algumas regiões em uma espécie de ‘via expressa’ de bicicletas, e dentro dos bairros o tráfego de bicicletas ser feito normalmente pelas ruas.
A Cidade do México, com suas 19 milhões de pessoas, também está investindo em um sistema de compartilhamento de bicicletas. A capital mexicana vai quadruplicar seu sistema já existente, que atualmente tem mil bicicletas disponíveis.
Segundo o site TreeHugger, nas próximas semanas a Cidade do México vai ampliar o número de estações de 90 para 275, e o número de bicicletas de 1.000 para 4.000. A intenção é fazer com que pelo menos 75 mil pessoas usem o sistema.
O ponto negativo do sistema mexicano é que ele só pode ser usado por quem tem o cartão de membro, que é válido por um ano. Ou seja, os turistas não podem aproveitar para se deslocar de bicicleta pela capital mexicana.
Saiba mais sobre o sistema de compartilhamento de bicicletas da Cidade do México abaixo:
Não é de hoje que a cidade de Nova York, nos Estados Unidos, está investindo pesado no incentivo ao uso de bicicleta como meio de transporte.
Segundo dados oficiais da Prefeitura de Nova York, o número de pessoas que realizam seus deslocamentos de bicicleta na cidade quadruplicou nos últimos 10 anos. Mais importante ainda é ver o grande salto que esse número deu de 2008 aos dias de hoje (veja no gráfico), quando mais infraestrutura para ciclistas começou a ser instalada.
Foi sob a batuta de Janette Sadik-Khan que a cidade multiplicou suas ciclovias e ciclofaixas. Em apenas quatro anos, segundo o The New York Times, a cidade viu o surgimento de 400 quilômetros de ciclofaixas! Além disso, Janette transformou algumas áreas da cidade que eram exclusivas para os carros, como a turística Times Square, em grandes praças para os pedestres e ciclistas, eliminando também centenas de estacionamentos e vagas de carros nas ruas.
Todo esse crescimento no número de ciclistas, ciclovias e ciclofaixas na cidade acabou causando uma reação negativa em uma parte mais resistente da população, especialmente dos motoristas de táxi e quem dirige com frequência pela cidade.
Para conter essa repercussão negativa da bicicleta e ainda incentivar a convivência pacífica entre motoristas e ciclistas, o grupo Transportation Alternatives se juntou a uma agência de publicidade, a Mother NY, para criar uma série de cartazes, outdoors e peças publicitárias para a internet com a bicicleta como tema central.
São várias peças, mas a quem mais gostamos é a que diz: “Todo novaiorquino em uma bicicleta não está em um carro”. Parece óbvio dizer isso, mas é sempre muito importante ressaltar que cada bicicleta na rua é provavelmente um carro a menos gerando trânsito, poluição, ruído…
Outra arte muito legal é a que diz: “Motoristas bravos com ciclistas precisam de um hobby relaxante. Podemos sugerir a bicicleta?”
Com um visual bem moderno e uma mensagem direta, essa campanha tem tudo para ser um sucesso em Nova York, e o conceito poderia muito bem ser adaptado para outras cidades.