A bicicleta contra furtos que “abraça” o poste fez tanto sucesso por aqui que resolvemos ir atrás de alguns outros produtos que podem ajudar a proteger sua bicicleta estacionada contra ladrões.
Com medo de ter sua bicicleta roubada, o designer Steve Hunt criou o cadeado “Halo”, que, além de ser muito bonito, tem uma funcionalidade inusitada: ele avisa o proprietário por meio de uma rede wireless se alguém está tentando levar a bicicleta.
O Halo utiliza um cartão SD com Wi-Fi chamado “Eye-Fi“, que atualmente é usado com frequência em máquinas fotográficas. Quando o cadeado detecta alguma movimentação diferente, ele dispara uma notificação para o celular do dono (ou qualquer outro dispositivo wireless, com um iPad). O problema é que a bicicleta precisaria estar estacionada em algum lugar com conexão Wi-Fi para que cartão SD pudesse se comunicar.
Atualmente o Halo é apenas um conceito. Ele deve continuar na imaginação do designer enquanto não encontrarem um sistema barato e prático que envie o alerta sem depender do Wi-Fi. Mesmo sendo apenas um projeto, um cadeado que envia alertas de tentativa de roubo é uma ótima ideia e esperamos que seja implementada daqui uns anos (ou meses?).
Já ouviu um rap holandês? Chegou a sua hora, porque o vídeo abaixo certamente irá te deixar com um sorriso no rosto do início ao fim, mesmo que você não entenda holandês ou as legendas em inglês.
Intitulado “Amsterdam houdt van fietsen!” (“Amsterdã ama bicicletas“, em tradução livre), o vídeo mostra a relação dos moradores da cidade com a bicicleta como meio de transporte. Repare que lá a bicicleta é usada por homens, mulheres, jovens, idosos. Não há distinção e também não há preconceito social em relação à bicicleta!
Além dos holandeses, o clipe também mostra como os turistas estrangeiros ficam impressionados com o sistema de transportes na cidade. Há alguns depoimentos de ingleses, americanos e franceses ao longo do vídeo.
Não sei quanto a você, mas eu fiquei com vontade de me mudar para lá! Ou de mudar a minha cidade para tentar chegar a algo parecido por aqui. Que tal?
Neste domingo, partimos para mais um passeio pela Ciclofaixa de Lazer de São Paulo, que liga os parques do Ibirapuera, das Bicicletas e do Povo. E como já falamos por aqui, o sucesso de público da ciclofaixa é nítido!
Neste fim de semana com feriado emendado em São Paulo, foi possível ver centenas de pessoas de todas as idades pedalando. Pessoas sozinhas, famílias inteiras, pais com os filhos, avós e até cachorros na cestinha foram avistados!
Lembramos que, mesmo com a tranquilidade do pedal na ciclofaixa, é sempre bom usar o capacete como equipamento de segurança. A recomendação é ainda mais forte para crianças, que ainda não têm muita experiência no pedal, e também crianças menores que vão nas cadeirinhas.
Veja abaixo algumas fotos que fizemos no percurso da ciclofaixa:
E você, o que está esperando para pegar sua bicicleta e passear pela cidade!?
O autor do ótimo blog chileno Arriba’e La Chancha esteve em Amsterdã, na Holanda, e relata um pouco sobre a cultura das bicicletas no local. Segundo o blog, o que caracteriza o pedal em Amsterdã é que o “centro da cidade está completamente dominado pelas bicicletas. Existem tantas bicicletas que as ciclovias já não conseguem mais comportar e as bikes se espalharam pelas ruas” - Leia o relato na íntegra…
O blog sobre bicicletas do jornal britânico “The Guardian” lançou nesta semana a seguinte discussão: “quando as crianças podem começar a pedalar sozinhas?”. Ele conta a história de dois irmãos, um de oito anos e outro de cinco anos, que já vão sozinhos pedalando para a escola. Isso pode soar absurdo aqui no Brasil, mas os pais das crianças foram criticados por deixarem os filhos pedalarem sozinhos ainda tão jovens - Veja a discussão na íntegra… (em inglês)
Para finalizar a semana, o Ciclovenção Urbana publicou um vídeo muito legal de um garotinho que sai pedalando de casa e passa por cenários extraordinários ao som de Bob Sinclair, com música Love Generation.
1) (Who Discovered) America? - Ozomatli
2) The difference - The Wallflowers
3) Starlight - Muse
4) Me Myself And I - De La Soul
5) Good Vibrations - Brian Wilson
6) You Probably Couldn’t See For The Lights But You Were Looking Straight At Me - Arctic Monkeys
7) Route 66 - The Rolling Stones
8) My Generation - The Who
9) Desaparecido - Manu Chao
Com a facilidade que os ladrões encontram para quebrar correntes e cadeados de bicicletas presas aos postes, um designer britânico resolveu criar alternativas na hora de guardar a bicicleta.
Kevin Scott, estudante de design industrial da Universidade Montfort, na Inglaterra, inventou uma bicicleta que, quando dobrada, “abraça” o poste.
De acordo com o design de Scott, um mecanismo no tubo faz com que o rígido quadro da bicicleta fique dobrável. Com a bicicleta envolvida no poste, o cadeado é colocado através dos dois pneus e do quadro, dificultando bastante o trabalho dos ladrões de bicicleta.
Aqui no Brasil, não há estatísticas sobre o número de bicicletas roubadas nas grandes cidades. Mas, de acordo com o Daily Mail, cerca de 52 bicicletas são furtadas todos os dias em Londres, um número absurdamente alto.
Infelizmente, a invenção do designer Kevin Scott é apenas um protótipo feito para a faculdade. Mas ele espera usar o elevado número de roubos de bicicletas para tentar vender sua ideia a alguma fábrica inglesa. Vocês acham que a ideia “pegaria” por aqui?
Uma das grandes tradições do Tour de France é a possibilidade de os ciclistas usarem camiseta especiais de acordo com suas conquistas na prova.
Além de ser um motivo de orgulho pessoal, usar uma camisa diferente do resto do grupo também serve para facilitar na identificação dos ciclistas favoritos e/ou que estão nos primeiros lugares da classificação geral.
Veja abaixo uma explicação sobre o significado de cada camisa especial do “Tour de France”:
A camiseta amarela
A camiseta amarela (“maillot jaune”) é atribuída ao primeiro corredor em tempo individual na classificação geral e é a camiseta de maior prestígio no Tour de France. Ela foi criada em 1919, em referência ao papel amarelo do jornal L’Auto.
É atribuída calculando-se o tempo total gasto por cada corredor, isto é, adicionando-se os tempos de cada etapa. O corredor com o menor tempo é considerado o líder no momento, e, ao final do evento, é declarado o vencedor geral do Tour de France.
A camiseta verde
A camiseta verde (“maillot vert”) foi criada em 1953, em comemoração aos 50 anos do primeiro Tour de France, e é atribuída ao primeiro corredor na classificação individual por pontos (sprints). Ao final de cada etapa, ganham-se pontos quando se termina a etapa nos primeiros lugares. O número de pontos depende do tipo de etapa – mais pontos se a etapa for plana, um pouco menos se for intermediária, ainda menos se for de montanha e o mínimo em etapas contra o relógio.
Também atribuem-se uns poucos pontos ao corredor que alcança primeiro certos pontos intermediários, assim como um bônus em segundos para o concurso da camiseta amarela, mas são geralmente tão poucos que não representam muita coisa no resultado final. No entanto, têm um papel preponderante durante a primeira semana, antes das etapas de montanha, quando os corredores estão relativamente próximos na classificação geral.
A camiseta branca com bolas vermelhas
A camiseta branca com bolas vermelhas (“maillot à pois”) é atribuída ao primeiro corredor na classificação em etapas de montanha; no topo de cada montanha do Tour, atribuem-se pontos aos primeiros a chegar no topo.
As subidas são classificadas em categorias de 1 (mais difícil) a 4 (menos difícil) de acordo com seu grau de dificuldade, onde são levados em conta o declive e o comprimento da subida. Uma quinta categoria, chamada categoria especial, é reservada às montanhas ainda mais difíceis que as da primeira categoria.
O primeiro corredor em uma subida de quarta categoria recebe 5 pontos, enquanto o primeiro de uma subida categoria especial recebe 40. Em uma subida de quarta categoria, somente o 2° e o 3° colocados, além do primeiro, ganham pontos. Em uma subida de categoria especial, os 15 primeiros são recompensados.
Apesar de o melhor ciclista em montanha ser distinguido desde 1933, foi somente em 1975 que a camiseta branca com pontos vermelhos foi introduzida para identificá-lo. As cores foram decididas pelo patrocinador da época, Chocolates Poulain, para combinar com um de seus produtos mais populares.
A camiseta branca
A camiseta branca (“maillot blanc”) segue os mesmos critérios da camiseta amarela, mas somente disputada por corredores com idade máxima de 25 anos em 31 de dezembro do ano em questão.
A categoria, criada em 1975, introduzida como forma de reconhecer o desempenho dos ciclistas mais jovens, foi temporariamente extinta em 1998, mas novamente reintroduzida pouco tempo depois. Poucos são os competidores que se podem orgulhar de ter vestido as camisetas amarela e branca no mesmo ano.
O prefeito de Londres, que cada vez mais olha para as bicicletas como um ótimo meio de transporte, anunciou nesta semana algumas medidas para aumentar a segurança dos ciclistas.
A principal medida adotada pela cidade é a instalação de 40 espelhos em semáforos onde o cruzamento de carros pode atingir os ciclistas. Esses espelhos são projetados para dar aos motoristas de veículos de grande porte melhor visibilidade dos ciclistas em cruzamentos.
A questão da segurança dos ciclistas em Londres tem sido debatida após alguns acidentes entre caminhões e bicicletas na cidade. Nos primeiros três meses deste, pelo menos três pessoas morreram em colisões com veículos de grande porte.
Para completar a campanha, Londres lançou um vídeo bem instrutivo com algumas dicas básicas de segurança para quem vai pedalar pela cidade. Assista ao vídeo, mas não se esqueça que na Grã-Bretanha os ciclistas, assim como os veículos, trafegam com a mão invertida (pela esquerda).
E já que estamos em pleno Tour de France, a prova mais tradicional do ciclismo competitivo, nada melhor do que assistirmos ao vídeo do grupo alemão de música eletrônica Kraftwerk, que fez uma música e um clipe sensacional sobre a corrida.
A música, produzida em sintetizadores, foi lançada em 1983 e chegou ao 22º lugar nas paradas britânicas. Ela usa sons eletrônicos e vozes sampleadas e deixou de lado os temas tecnológicos dos dois álbuns anteriores “The Man Machine” e “Computer World” para celebar a bicicleta. Dois membros do grupo, Ralf Hütter e Fritz Hilpert, são entusiastas do ciclismo e geralmente participam de algumas provas amadoras.
O músico David Byrne, líder da banda Talking Heads, é um ávido ativista da bicicleta como meio de transporte. Como já mencionamos, Byrne cultivou o hábito de pedalar sempre que viajava em turnê com sua banda, levando consigo uma bicicleta dobrável e conhecendo seu destino através das duas rodas, além de utilizar também a bike como seu meio de transporte em Nova York, cidade onde vive.
Autor do livro “Diários de Bicicleta“, no qual conta suas experiências osbre duas rodas, Byrne defende a bicicleta como a melhor forma de se locomover, especialmente nas grandes cidades.
Morador de Nova York, o músico faz diariamente seu trajeto de casa, em Midtown, até o escritório, no Soho, de bicicleta. Em uma entrevista ao jornal “The New York Times”, Byrne afirma que esse é um de seus melhores passeios.
Para ele, pedalar é uma questão de utilidade. “Chegar do ponto A ao ponto B”. Na entrevista ao “The New York Times”, ele explica que planeja suas rotas de acordo com a existência de ciclofaixas ou ciclovias, mas também pedala em meio ao trânsito se for necessário.
Um dos benefícios da bicicleta citados por Byrne na entrevista ao NYT é a chance de “limpar a cabeça”. “Sua consciência fica livre para meditar sobre o que você tem de lidar naquele dia, ou qualquer coisa criativa em que esteja trabalhando”, explicou.
Para complementar a entrevista ao “The New York Times”, Byrne convidou o repórter para um passeio de bicicleta por Nova York. É uma pena que o vídeo esteja apenas em inglês, mas mesmo se você não entende a língua, vale assistir apenas pelas imagens.