Blog Vou de Bike

O que acontece quando acaba a bateria de uma bicicleta eletro-assistida no meio do caminho? Esse é um dos grandes problemas desse tipo de bicicleta.
Para ajudar quem ficou na mão no meio do caminho de uma forma ecológica, a Kyocera desenvolveu a , uma estação de recarga que usa energia solar para abastecer a bateria das bicicletas.
A estação de recarga é móvel e pode ser colocada em locais de grande fluxo de bicicleta. Em sua melhor posição, com os painéis solares voltados para o sul, o equipamento é capaz de gerar 1.14kWh por dia e pode receber até seis bicicletas simultaneamente.
Aqui no Brasil esse tipo de equipamento seria meio inútil, uma vez que o número de bicicletas elétricas ainda é muito baixo. No Japão, onde foi apresentado, o número de bikes eletro-assistidas cresceu 50% nos últimos cinco anos e deve continuar subindo, especialmente com o lançamento de serviços de aluguel nas grandes metrópoles. Segundo a Kyocera, cada Solar Cycle Station pode ser instalado por US$ 23 mil.
- Via CrunchGear

Ter uma bicicleta de madeira pode parecer uma ideia meio incomum. Afinal, estamos acostumados a elogiar as bicicletas super leves de fibra de carbono e alumínio fabricadas com tecnologia de ponta.
O blog Gadget Lab, da revista Wired, no entanto, testou a R4, uma bicicleta feita de madeira e construída de forma artesanal, e gostou muito. Segundo o blog, pedalar a R4 é como se estivesse pedalando em um móvel perfeito. “Você percebe que uma pessoa passou muito tempo produzindo essa peça”, diz o blog.
Sem os pedais, a R4 pesa cerca de 8,5 quilos, nada muito exagerado para os padrões atuais. Segundo o blog, a bicicleta é muito confortável, especialmente para passeios e lazer, uma vez que a madeira consegue absorver bem o impacto das imperfeições do asfalto. Sem o garfo de alumínio, o quadro é vendido sob encomenda por US$ 2.950.
Veja abaixo algumas fotos:



Veja mais fotos no blog da Wired

O ciclista colombiano Javier Zapata, especializado em Bike Trial, entrou para o Guinness, livro dos recordes, ao subir de bicicleta os 649 degraus da “Piedra del Penol” em Guatapé, na Colômbia. Ele completou o percurso no último domingo em 43 minutos.
O desafio era duplo. Além de subir as escadas, ele tinha de completar o percurso sem colocar os pés no chão ou cair. Esta foi a primeira vez que Javier subiu um percurso tão alto em uma escada aberta. Anteriormente, ele já havia subido grandes escadarias, mas em edifícios fechados.
“Esta foi uma subida mais técnica. Foi muito difícil, porque as escadas estavam molhadas e irregulares”, disse Zapata em seu site oficial.
Veja abaixo algumas fotos da subida de Zapata:

A Holanda é um dos países mais povoados do mundo, com mais de 450 habitantes por quilômetro quadrado! Imagine se o sistema de transporte deste país fosse baseado em veículos motores, ou principalmente em automóveis, como acontece aqui no Brasil. Certamente eles já teriam chegado a um enorme colapso de trânsito, sem contar a questão ambiental!
Mas por que eles não tiveram um “apagão viário”? Porque há muitos anos, a Holanda, e mais especificamente a capital Amsterdã, concentram seu sistema de transporte nas bicicletas, uma das maiores invenções da humanidade.
Sendo a Holanda ainda um país de baixa altitude, sem grandes relevos, com políticas de incentivo governamentais para o uso da bicicleta bastante consistentes, bem como com uma situação na qual um holandês típico não mora a mais de 6 ou 7 quilômetros de seu trabalho e/ou escola, ao longo do tempo foi-se formando uma verdadeira “ciclocivilização”. Já imaginou?
Hoje, praticamente metade da população de Amsterdã realiza seus deslocamentos com uma bicicleta. Sim, você leu corretamente: 50% da população! São mais de 20 mil quilômetros de ciclovias espalhadas pelo país. Para se ter uma idéia, o estacionamento de bicicletas da Estação Central de Amsterdã comporta mais de 8 mil delas!

O Brasil, por sua vez, com o seu território continental (o quinto maior país do mundo), tem menos de mil quilômetros de ciclovias. E, para efeito de comparação, o tamanho da Holanda é de quase o dobro do Estado do Sergipe, que é um dos menores do País.
Com tudo isto, o mercado de locação de bicicletas na Holanda é muito grande, sendo que somente uma destas empresas chega a mais de 5.000 aluguéis diários. Geralmente, as bicicletas são vermelhas e amarelas, e estão presentes em quase todos os locais, com grande possibilidade de comutação com outros meios de transporte, tais como trens, metros, ônibus, e até mesmo balsas. Estes aluguéis tem um preço médio de 8 euros, e muitas vezes são válidos para mais de um dia. E esta modalidade também é uma forma bastante utilizada e interessante de se fazer um “tour” pela cidade, conhecendo, por exemplo, os mais 160 canais interconectados por centenas de pontes, que formam uma paisagem única e pitoresca. Este passeio também é bem facilitado pelo “desenho” da cidade, que é plana e circular.
E a “palavra de ordem” destes deslocamentos são as chamadas “vias compartilhadas”, onde as bicicletas dividem espaço com carros, motos, pedestres e meios de transporte público, num equilíbrio harmônico e organizado, apesar da aparência caótica.
Recentemente postamos por aqui um vídeo que mostra a “hora do rush” em Amsterdã. E pensar que o uso diário da bicicleta como meio de transporte urbano é ainda mais visível nas cidades menores que Amsterdã, como Groningen. Ali, mais de 60% das pessoas fazem suas jornadas de bicicleta. Ela é famosa por ser uma cidade universitária, com 200 km de ciclovias numa região menor do que a cidade de Florianópolis, em Santa Catarina. Mesmo quando acaba o asfalto vermelho - cor típica das ciclovias holandesas - as ruas ou avenidas possuem faixas para os ciclistas, as chamadas “bike lanes”, muito comuns na cidade de Londres. As vias também são equipadas com semáforos especiais para quem pedala. Coisa parecida por aqui pode ser observada na cidade de Santos. Porém Santos possui apenas 10% (20 km) da malha cicloviária desta cidade holandesa.

Lógico que todo este movimento se baseia em muita educação e civismo e foi formado culturalmente ao longo de muitos anos! Para termos uma idéia, as bicicletas seguem leis de trânsito próprias e existem até multas para quem desrespeitá-las, que custam em média 23 euros, e que são pagas no ato da infração. Para não sermos pegos de surpresa quando estivermos pedalando por lá, devemos:
1 - Seguir os semáforos e sinalizações específicas para bicicleta;
2 - Efetuar ultrapassagens sempre pela esquerda;
3 - Indicar com os braços o sentido para o qual vai virar;
4 - Andar com ao menos dois equipamentos obrigatórios, que são luzes sinalizadoras e buzina;
5 - Não levar passageiros no bagageiro;
6 - E sempre usar cadeado ao estacionar. (Infelizmente, nem tudo são flores…O furto de bicicletas é uma atividade bastante recorrente e lucrativa, e que alimenta um grande “mercado negro” de bikes.)
Aqui no Brasil estamos muito distantes desta realidade, por vários motivos. E, por incrível que pareça, um dos maiores ainda é o preconceito contra as bicicletas e seus usuários. De uma maneira geral, bicicleta como meio de transporte ainda é considerada como “coisa de gente desfavorecida financeiramente”! E nós já ouvimos isto até de autoridades respeitadas de nosso país! Pode?
E esta realidade não é exclusiva do Brasil, não. Numa mini-entrevista dada à revista “UM”, o expert em transportes sustentáveis Pascal van den Noort, diretor-executivo de operações do Velo Mondial e membro ativo do Velo.Info, entidade responsável pela regulamentação e implantação de sistemas cicloviários em todo o planeta, disse que “para deixar a bicicleta um meio de transporte mais atrativo para todos, temos que fazer a bicicleta ser glamourosa”.

Por aqui, um dos nossos objetivos é ser um portal colaborativo para promover a inclusão do ciclismo nos grandes centros urbanos. E com certeza, com a nossa união e mobilização, juntamente com o poder e alcance da internet, nós podemos sensibilizar a população e as autoridades para quem sabe, num futuro próximo, podermos escrever sobre algumas cidades brasileiras assim como escrevemos hoje sobre Amsterdã. Quem topa este desafio?
Deixe por aqui seus comentários, e aproveite para participar, colaborar e compartilhar esta idéia!
Postado em 22 de novembro por Eu Vou de Bike

Na última sexta-feira, a cidade de Aracaju presenciou uma bicicletada inusitada. Saindo do Mirante da 13 de julho, aconteceu mais uma edição da Bike Fantasy, manifestação e passeio ciclístico em clima de festa.
Segundo os organizadores da Bike Fantasy, o evento reuniu cerca de 100 pessoas, superando o público presente no último ano. Para animar o pedal, uma bicicleta com seu deu a trilha sonora do passeio. Os participantes entraram no clima de festa, vestiram a fantasia e se divertiram muito.
Apesar do clima de festa, o Bike Fantasy não foi apenas um passeio, foi uma celebração do transporte sustentável e um espaço para a reivindicação dos direitos dos ciclistas, troca de experiências e idéias.
Veja abaixo algumas fotos enviadas pelo @lucianoaranha:
Uma das desculpas usadas por quem não quer usar a bicicleta como meio de transporte no seu cotidiano é a falta de espaço para carregar compras e outros objetos. Mas é justamente para suprir essa lacuna do transporte de pequenos objetos que existem as bicicletas de utilitárias.
As bikes utilitárias são bicicletas adaptadas para um uso mais “bruto”, com quadro reforçado e geralmente bem pesadas. Se o compartimento de carga for frontal, a roda dianteira pode ter um aro menor para garantir uma melhor estabilidade na hora das manobras.
A Houston tem uma linha completa de bicicletas utilitárias, que faz muito sucesso entre pequenos comerciantes e pessoas que precisam carregar compras, objetos pequenos e médios e muitas outras coisas. Nesta semana, a Houston vai novamente aparecer divulgando a bicicleta como meio de transporte na novela Passione, da Rede Globo.
Preste atenção nas cenas que mostram a movimentação no Ceagesp, em São Paulo, e você verá uma bicicleta Super Forte da Houston em ação.
Na cena, os personagens Chicão e Cosme estão trabalhando no Ceagesp e observam Adamo chegando com sua bicicleta Super Forte da Houston transportando carga. Adamo deixa a bicicleta no local e a câmera corta para Amendoim e Cridinho que vêm correndo para a banca de Candê. A cena continua com todos conversando, junto com Fortunato, que chega depois. Neste momento, Candê estará tentando reconquistar sua banca.
Postado em 19 de novembro por gugamachado
Tags:podcast

Podcast Eu Vou de Bike. A trilha sonora para o seu pedal.
Inscreva-se no Podcast Euvoudebike, ou receba:



.
.
Lista de Músicas
Edição especial contendo músicas que fazem parte de trilhas sonoras.
1-) Rockin’ The Suburbs (Over The Hedge version) - Ben Folds feat. William Shatner
2-) What Is Life - Shawn Mullins
3-) I’m Popeye The Sailor Man - Face To Face
4-) Magic - Honor Society
5-) Supermodel - Jill Sobule
6-) Josie And The Pussycats - Juliana Hatfield & Tanya Donelly
7-) Jungle Boogie - Kool & The Gang
8-) The Tra La La Song (One Banana, Two Banana) - Liz Phair with Material Issue
9-) State Of Love And Trust - Pearl Jam
10-) Ever Fallen in Love - Pete Yorn
11-) Crash ’95 Mix - The Primitives
12-) Spider Man - The Ramones
13-) Sweet Child Of Mine - Sheryl Crow
14-) Pressure Drop - Toots and the Maytalls
15-) Scooby Doo, Where Are You? - Matthew Sweet
16-) That Thing You Do! - The Wonders
17-) Wake Up - Rage Against The Machine
18-) You’ve got a friend in me - Randy Newman & Lyle Lovett
Atenção: pedalar no trânsito com fones de ouvido é perigoso e deve ser evitado, mas em ciclovia reservada apenas para bicicletas, como a da Marginal Pinheiros em São Paulo ou a de Santos, por exemplo, pode ser bem estimulante, desde que o volume do audio não impeça a audição do meio ambiente.
Um projeto dos desigers Woon-kyeong e Kim Jong-buem, da Coreia do Sul, pode ser a salvação para aquele ciclista que está com o pneu vazio e sem uma bomba de ar portátil ou um posto de gasolina por perto.
O Air Station nada mais é que uma estação de calibragem que fica acoplada à calçada e pode ser instalada ao longo de ciclovias, ciclofaixas e regiões com grande fluxo de ciclistas.
O funcionamento da Air Station é muito simples. Basta o ciclista puxar a mangueira de ar que fica sob a calçada, sem atrapalhar o fluxo ou interferir na paisagem, e acoplar o bico no pneu.
Com o intuito de manter a bicicleta como o meio de transporte mais sustentável, a bomba não usa energia elétrica e funciona com uma espécie de pedal, que bombeia o ar para dentro do pneu.
Veja no vídeo abaixo como funciona:

Mais um vídeo do escocês Danny MacAskill, uma lenda nas manobras trial de bicicleta, foi publicado na YouTube. Desta vez, MacAskill faz uma jornada de sete minutos de Edinburgo, capital da Escócia, até o vilarejo de Skye, onde nasceu.
As manobras impressionantes aliadas ao belíssimo cenário escocês falam por si só. Aumente o volume, coloque o víde em tela cheia e aproveite o visual.

Um belo projeto artístico que chamou nossa atenção recentemente foi o site Downtown From Behind, que se propõe a documentar em fotos os ciclistas que percorrem as ruas do sul de Nova York.
No site, são exibidas fotos de pessoas andando de bicicleta, mas com uma particularidade: todas as fotos são tiradas das costas do ciclista, como se o fotógrafo estivesse observando a pessoa pedalando para longe dali.
A escolha dos modelos, segundo o site, não é aleatória. O objetivo é destacar um conjunto de indivíduos que tiveram um impacto, no passado ou atualmente, na região central de Manhattan, transformando a área no que ela é hoje.
Dentre os personagens fotografados estão designers, músicos, artistas, restauradores, empresários, donos de hotéis, acadêmicos, ativistas e celebridades. Cada foto traz na legenda um pequeno perfil da pessoa em questão.

Veja mais fotos no site Downtown from Behind
Anterior
Próxima