Tags:bicicleta, bicicletas, destaque, São Paulo, transporte
Água mole em pedra dura…
Como diz o dito popular, “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Mas o que isto tem a ver com bicicletas? Bom, é o seguinte: se você é de São Paulo e tem pedalado pela cidade ultimamente, não a lazer, mas sim a trabalho, tem acompanhado a rápida evolução e o respeito que a bicicleta vem ganhando no trânsito da cidade.
Em função de compromissos profissionais, por vários dias tenho realizado trajetos variados, que incluem o centro de SP, a zona sul e a zona oeste. E confesso que chego a ficar emocionado com o respeito que tenho sido tratado. Muitas vezes andando em duplas com outros ciclistas, assumimos a faixa da direita, e, pedalando numa velocidade um pouco mais alta do que o normal, somo respeitados como se fossemos um automóvel, com, inclusive, os ônibus (pasmem!) indo a nossa traseira sem buzinar, e desviando quando possível, sem “tirar fina”…
E tenho certeza que este comportamento muito recente se deve ao trabalho dos “ciclo-ativistas” (água mole) junto a mídia e a população, e também as últimas fatalidades que alguns colegas ciclistas sofreram na cidade, inclusive muitas vezes pagando com a própria vida…
Finalmente me parece que a pedra dura está aprendendo a conviver com a água mole!
Apesar de compreender e apoiar a “Ciclofaixa de Lazer” que temos aqui em SP, bem como as ciclovias segregacionais (onde os demais componentes do trânsito são apartados das bicicletas por barreiras físicas), penso que a solução para o nosso problema de trânsito não vem delas, pois, por mais que a política pública se empenhe em entregar este tipo de equipamento, eles sempre estarão em defasagem com relação as vias convencionais.
Finalizando então, para mim a solução passa pelo uso compartilhado das vias públicas atuais, onde veículos auto-propulsores (bicicletas e pedestres) convivem com harmonia e respeito com os veículos motores (automóveis, motocicletas e afins). Lógico que isto depende de uma série de medidas, que incluem algumas alterações em nosso Código Nacional de Tránsito, passando pelo binômio educação-fiscalização.
Olhando este quadro, pode parecer que esta proposta é uma utopia! Porém, recentemente soubemos que grandes capitais como Paris e Nova York adotaram a bicicleta como meio de transporte viável em tempo muito recente ( 4 anos no caso de NY).
Portanto, cada vez mais é evidente a necessidade de juntarmos nossos esforços no intuito de mostrar esta realidade e esta necessidade a quem pensa e realiza o sistema viário e meios de transporte de nossa cidade, antes que seja tarde demais…
Foto no Flickr Everton137
13 Comentários Envie seu Comentário
Compartilhar Facebook Twitter



