Blog Vou de Bike

Postado em 6 de julho por Eu Vou de Bike

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Bicicleta útil na hora das compras

Neste fim de semana, a Verônica Mambrini, do Gata de Rodas, publicou um relato de como foi ir às compras no “Mercadão” de São Paulo com a bicicleta.

Apesar da operação bem sucedida, a blogueira relatou uma pequena dificuldade na hora de equilibrar a caixa com os produtos na garupa da bicicleta. Foi pensando nisso que projetaram a bicicleta dobrável “Ville”, que se transforma em um carrinho de compras com apenas alguns ajustes.

Além de ajudar nas compras, a bicicleta “Ville” pode ser usada para muitas outras coisas, como por exemplo transportar alunos pelo campus de uma faculdade. Quando eles entram no prédio, a bicicleta vira um carrinho para levar livros e materais escolares. Que tal?

É claro que esta bicicleta é só um protótipo criado pelo designer Hyuk-Jae Chang e dificilmente veremos algo do gênero à venda aqui no Brasil. Mas a ideia é muito boa e prática, não?

– Via I Am In Like With My Bike


Postado em 8 de junho por Eu Vou de Bike

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Como seria a bicicleta ideal para a cidade?

A mobilidade urbana é uma das grandes questões desta década. Já falamos aqui sobre os benefícios da comutação, que é quando você usa sua bicicleta combinada a algum outro meio de transporte para chegar ao seu destino. Pensando nessa integração, a Volkswagen lançou, durante o Auto China 2010, uma bicicleta elétrica e dobrável que tem como objetivo principal ser usada em complemento ao carro.

A VW Bik.e é movida a bateria, não tem pedais e, quando dobrada, cabe no lugar do estepe que geralmente fica no porta-malas dos veículos. Enquanto está dobrada no porta-malas, a bateria da bike é recarregada pela energia gerada no motor do carro, o que significa que você dificilmente irá ficar na mão, sem bateria. Com design clean, a bicicleta da Volks não tem marchas e tem freios nas duas rodas.

Ao anunciar a novidade, a Volks afirma que o produto, ainda sem data de lançamento, é ideal para quem pretende usar uma bicicleta para se locomover nas grandes cidades, como por exemplo quem dirige até bolsões de estacionamento e quer pedalar pelos centros urbanos mais congestionados. A bateria da VW Bik.e tem autonomia para percorrer cerca de 20 quilômetros, com velocidade máxima de 20 km/h.

Veja no vídeo abaixo o funcionamento da VW Bik.e:

Apesar de não ter pedais e ser movida a bateria, este tipo de inovação pode trazer para o mundo das bicicletas muitas pessoas que não conseguem (ou não querem) abrir mão do carro. Seria um primeiro passo para a mudanças de hábitos a longo prazo.

E para você, como seria a bicicleta ideal para fazer sua comutação ao trabalho, de modo a fazer a integração da bike com outros meios de transporte? Seria dobrável? Elétrica?

A Houston, empresa que apoia o site “Eu Vou de Bike“, tem interesse em montar uma bicicleta desenvolvida coletivamente pela internet. Por isso, abrimos um fórum na página do Facebook do Eu Vou de Bike para discutirmos quais seriam as inovações e características importantes para uma bicicleta urbana. Entre lá e deixe seu comentário!


Postado em 26 de maio por gugamachado

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Bike integrada a outros meios de transporte

“A bicicleta é o meio de transporte mais utilizado no mundo”. Com esta frase, o músico David Byrne (ex-Talking Heads) inicia o seu livro, intitulado “Diários de Bicicleta“, no qual ele registrou as suas impressões ao pedalar por várias cidades pelo mundo.

Byrne cultivou o hábito de pedalar sempre que viajava em turnê com sua banda, levando consigo uma bike dobrável e conhecendo seu destino através das duas rodas, além de utilizar também a bike como seu meio de transporte em Nova York, cidade onde vive. Durante essas pedaladas, Byrne teve que combinar o uso a bike com outro meio de transporte disponível (trens, metrô etc.) para atingir o seu destino.

A este ato – combinar a bike com outro meio de transporte para se chegar a um destino – dá-se o nome de comutação mista. O objetivo da comutação mista é combinar os pontos fortes (e compensar as deficiências) das várias opções de transporte disponíveis.

E esta integração dos meios de transporte é a solução para o trânsito cada vez mais inviável das grandes metrópoles, em especial da América Latina, que é a região em desenvolvimento mais urbanizada do mundo. A integração reduz custos operacionais, além de aumentar muito a acessibilildade das cidades.

No exterior, em países e cidades em que a cultura da bike é mais presente, este tipo de comutação já é uma prática muito utilizada e, portanto, bem mais desenvolvida.

Para se ter uma idéia, o ciclista profissional Lance Armstrong abriu uma loja em Austin, no Texas, chamada Mellow Johnny’s, que é tão dedicada à comutação a ponto de contar com chuveiros e vestiários para serem utilizados pelos ciclistas. A loja conta ainda ainda com um bicicletário e armários de uso grátis para os “commuters“, aqueles que vão pedalando para o trabalho. A filosofia da loja é “Nossa paixão é servir a comunidade dos usuários de bike. Nossa missão é converter as pessoas a uma vida de bike” (“Our passion is serving the bike community. Our mission is converting people to a bike life”).

mellow Johnnys

No Brasil, a comutação ainda está em fase “beta”, usando a linguagem da internet. Na maioria das cidades ela inexiste. Em outras, ela ainda “engatinha”. E ainda é comum encontrar situações bizarras, como a que enfrentei recentemente quando o motorista de um ônibus se recusou a embarcar minha bike como bagagem na volta de uma viagem porque ela estava “suja demais”!

Atualmente, são registrados mais de 200 milhões de deslocamentos por dia nas cidades brasileiras, segundo levantamento da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) realizado em 2008. Cerca de metade desses deslocamentos é feita a pé ou de bicicleta. A outra metade corresponde às viagens feitas por veículos motorizados (carros, motos e transporte público). Se projetarmos o crescimento destes números para os próximos dez anos, chegaremos ao legítimo “apagão viário” no País.

Já dissemos por aqui que a distância ideal para ser percorrida de bike em sua integralidade é por volta de 7 quilômetros, e isto também depende do relevo encontrado no trecho a ser percorrido.

E como fazer com as distâncias acima de 7 km? A solução é combinar a bike com outro meio de transporte. Se pensarmos nas cidades grandes e médias, encontraremos trens, metrô e ônibus como opções. Esta integração da bike com outros meios de transporte pode ser dar de várias maneiras. Veja alguns exemplos:

– Posso ir de bike até uma estação de trem ou metrô, deixar minha bike em um bicicletário e prosseguir ao meu destino por meio do transporte coletivo;

– Posso ir de bike até uma estação de trem, metrô ou onibus e embarcar com a bicicleta. Ao descer do transporte público, posso continuar meu caminho de bike até meu destino final;

– Posso ter a minha disposição uma bike para ser utilizada por mim a partir da minha chegada na estação de trem/metrô de minha escolha, sendo que daí faço a comutação para esta bike e chego ao meu destino de bike.

Quando dependemos de transporte coletivo, as regras para os ciclistas costumam variar conforme a empresa a ser utilizada.

Com relação aos ônibus, podemos dividir os deslocamentos em três modalidades: municipais, intermunicipais e interestaduais.

A legislação brasileira é ambígua e cheia de lacunas no que diz respeito ao transporte de bicicletas em ônibus intermunicipais e interestaduais. É comum o uso de ônibus quando praticamos o cicloturismo, onde o ciclista geralmente chega ao seu destino pedalando e curtindo a viagem, retornando de ônibus e levando a bike na bagagem. Aqui a questão é completamente subjetiva, isto é, dependemos do humor e da disposição do motorista do ônibus. Se o motorista não quiser liberar a bike por causa de espaço ou do risco de alguma das partes da bike perfurar a mala de terceiros, o ideal é desmontar as rodas, baixar o selim e até embalá-la em plástico ou em alguma caixa de papelão. Aliás, existem hoje no mercado diversas opções de “mala bikes”, ideal para quem realiza muito este tipo de viagem.

Com relação aos ônibus municipais, muito recentemente temos assistido a iniciativas “piloto” interessantes, que incluem o uso de ônibus adaptado com bagageiros especiais para bikes. Esta é uma iniciativa que, apesar de ainda estar em testes, dá indícios de que pode ser promissora!

Se você pretende viajar para locais mais distantes com sua bike, fique atento! Em companhias aéreas, geralmente é cobrada uma taxa especial sobre “material esportivo”, que costuma ser bem alta! Recentemente, algumas companhias atentaram para o absurdo deste fato e flexibilizaram estas normas. De acordo com a Infraero, cada empresa possui seu próprio regulamento quanto as bagagens.

Com relação aos trens e e o sistema de metrô de São Paulo,temos percebido recenetemente algumas iniciativas que prometem integrar cada vez mais as bikes ao transporte público. A CMTP (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) tem realizado várias ações com as bikes, mas as três mais relevantes são:

– Bicicletários: “Os bicicletários estimulam os trabalhadores que moram relativamente perto das estações da CPTM a se locomover de bicicleta, deixando o equipamento guardado em segurança até a volta para casa”. – Veja mais informações

– Ciclista Cidadão: Nos finais de semana e feriados são permitidos o transporte do ciclista e sua bike em um vagão especialmente reservado para esta finalidade (somente será permitido o transporte de até 4 bikes por vagão). – Veja mais informações

– Ciclovia do Rio Pinheiros: Com 14 km em sua primeira fase, a Ciclovia Rio Pinheiros é uma alternativa para o deslocamento diário, além de opção de lazer, proporcionando uma vida mais saudável. – Veja mais informações

Por sua vez, a CMSP (Companhia do Metropolitano de São Paulo), que é a companhia que cuida do metrô paulistano, tem feito as seguintes ações:

– Bicicletários: No total, 15 estações oferecem o serviço de bicicletário ou aluguel de bicicletas. Em todas as estações que participam do projeto, estão disponíveis dez bicicletas para aluguel e dez vagas para estacionamento (paraciclos), com exceção dos locais de maior movimento, como Itaquera, Guilhermina e Carrão, onde são 90 espaços reservados para as bikes serem estacionadas. Ao todo, o projeto já conta com 636 vagas de paraciclos e 202 bikes disponíveis para locação na capital paulista. Saiba mais sobre os bicicletários no metrô de São Paulo. – Veja mais informações

– Ciclista Cidadão: Você pode transportar sua bike pelo sistema metroviário, sempre no último vagão do trem. Os horários para os ciclistas usarem o sistema aos finais de semana e feriados são: sábados, das 14h até o final da operação comercial (uma hora da manhã de domingo). Aos domingos e feriados, está garantido o acesso dos ciclistas durante todo o funcionamento do sistema: de 4h40 à meia-noite. Recentemente foi permitido o uso em dias de semana, após as 20:30. Torcemos para que a permissão seja estendida para todos os horários de funcionamento do metrô em breve. – Veja mais informações

– Empréstimo de bikes nos bicicletários: Para você usar o serviço de empréstimo de bikes nos bicicletários do Metrô, basta comparecer a um dos locais levando RG e CPF para efetuar o cadastro. No caso de empréstimo da bicicleta, também é necessário um cartão de crédito Visa, Mastercard ou Amex com um limite disponível de R$ 350 para pré-autorização e comprovante de residência. Na retirada da bicicleta, o cilcista receberá capacete e cadeado, podendo devolvê-los em outros bicicletários do sistema ou em uma das sete unidades da Rede Estapar participantes do programa UseBike, da Porto Seguro. – Veja mais informações

Estas ações do poder público ainda são tímidas, mas promissoras no sentido de facilitar a integração da bike aos outros meios de transporte. Em breve, a equipe do “Eu Vou de Bike” vai fazer um “test ride” de todos estes sistemas, postando nossas impressões e fotos de todo o processo.

Se você mora em outra cidade e conhece outras iniciativas, por favor, nos informe aqui nos comentários! Vamos todos colaborar no sentido de cada vez mais podermos usar nossas bikes como um meio de transporte eficaz!



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