Blog Vou de Bike

Postado em 28 de outubro por Eu Vou de Bike

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Dica para pedalar de saia sem constrangimentos

Pedalar de saia é totalmente possível, como nós já mostramos aqui mesmo no post sobre o conceito de ‘cycle chic’.

Nas bicicletas com o cano do quadro um pouco mais alto, no entanto, subir na bicicleta com a saia pode ser meio incômodo e a ciclista pode acabar mostrando um pouco mais do que gostaria. Por isso, aquelas bicicletas com os quadros com o cano arredondado ajudam bastante.

Mas se você estiver de saia e só tiver uma bicicleta com o quadro alto, não se desespere! Veja no vídeo abaixo uma manobra simples e eficiente para subir na bike sem qualquer tipo de constrangimento!

– via @ciclismourbano


Postado em 18 de março por Eu Vou de Bike

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Aprenda a frear corretamente

Quando começamos a andar de bicicleta, uma das coisas que mais fazemos é frear! E, infelizmente, é uma das coisas que mais fazemos da maneira errada.

Frear corretamente e sem desgastar os componentes das bicicleta envolve muitas variáveis! Dentre essas variáveis estão o tipo de freio (“cantilever”, “v-brake”, a disco, entre outros), o tipo e a condição do terreno em que estamos pedalando (asfalto, terra, areia, etc), e o tipo de bicicleta que estamos conduzindo.

Não temos o objetivo de fazer uma discussão técnica sobre qual o tipo de freio é melhor ou mesmo técnicas utilizadas em ambiente competitivo. Nossa ideia é fornecer algumas dicas para que você possa otimizar esta tarefa rotineira e crucial para quem “vai de bike”!

Para obter uma boa frenagem, é necessário estar com os pneus em dia, bons freios (com boas “sapatas” ou bons discos, dependendo do caso), boas rodas e, principalmente, manter o conjunto sempre limpo e bem regulado. O posicionamento errado do conjunto de freios compromete a eficiência de todo o processo, qualquer que seja a qualidade das peças.

O ideal é frear sempre nas retas, para obter a maior tração possível do conjunto. A posição dos manetes dos freios deve estar sempre o mais próximo possível do avanço do guidão, pois o ideal é que nossos dedos estejam nas pontas dos manetes, e não no meio, pois com isto temos mais força de alavanca e, portanto, menos desgaste físico.


Posição ideal dos dedos no manete do freio

Em termos de terreno, o ideal é sempre dar prioridade para frear em terreno mais seco e firme. Ou seja, em dias de chuva ou garoa, devemos diminuir nossa velocidade e sempre procurar antecipar as reações dos outros veículos em nosso entorno. Se estiver pedalando na terra, escolha a parte mais seca do solo, com menos vegetação e umidade. Acredite: isto pode fazer toda a diferença entre “tomar um chão” ou não!

O excesso de frenagem também pode provocar acidentes. Procure olhar sempre para onde se está indo, o mais “para frente” possível. Isto diminuirá a sensação de velocidade pois ao olharmos mais perto de onde estamos, parece que estamos indo “muito rápido” e tendemos a frear mais.

Assim como nos veículos a motor, o ideal é trabalhar com as marchas e com a velocidade, freando o mínimo possível. Com a experiência, percebemos que cada lugar tem a sua velocidade. E, ao trabalharmos desta maneira, poupamos os componentes da bike.

A eficiência dos freios

Somente para referência, um bom conjunto de freios deve ser acionado, em situações normais, somente com um dedo, e nas emergências com dois dedos. Se você tiver que fazer maior esforço que este, provavelmente está com algum problema em seu sistema e o ideal é ir a uma oficina de sua confiança para resolver o problema.

Por incrível que pareça, o freio dianteiro é o mais eficiente para parar a bicicleta. Procuramos sempre trabalhar em média com 65% de apoio no freio dianteiro e 35% no freio traseiro. A importância de trabalhar os dois freios “em conjunto” é muito grande, pois, apesar do freio dianteiro ser o maior responsável por “parar” a bike, o freio traseiro é que fornece a “firmeza” no trajeto e na direção da bicicleta, e que também vai garantir a tração da bike para que o dianteiro possa atuar.

Devemos evitar sempre o travamento das rodas, que quase sempre é seguido por uma derrapagem e uma possível queda. Se precisar frear bruscamente, “trave” a roda traseira, mas nunca a dianteira. E ao fazer isto, procure jogar seu corpo para trás, como se quisesse “puxar” a bike. Aliás, a posição do corpo afeta e muito a bike no momento da frenagem. Quanto mais peso houver sobre a roda traseira, maior será a tração com o solo, fazendo você parar com mais eficiência.

Por exemplo, se estiver descendo um trecho inclinado e precisar frear, saia do selim e movimente seu corpo para trás, fazendo com que todo seu peso se desloque para a roda traseira. Em trechos mais técnicos, principalmente em trilhas, chegamos até a ficar com o corpo atrás do selim, modificando o centro de gravidade da bicicleta. Mas para o uso cotidiano, e principalmente urbano, isto não se faz necessário.

E só para lembrar, o freio dianteiro é sempre do lado esquerdo, do lado do coração! E o traseiro do lado direito. Acredite: já vi muito ciclista cair por se confundir na hora de frear…

Além das dicas acima, sempre mantenha seu olhar para a frente, prevendo o que acontece no entorno, os obstáculos e as reações dos outros veículos e pedestres. Fique sempre atento aos pedestres, que quase sempre atravessam na frente das bicicletas por não terem ideia de que a bike normalmente “chega” até eles antes do que eles previram, devido a velocidade em que se desloca. Este é o motivo mais comum de acidentes entre ciclistas e pedestres, principalmente nos parques, onde muitas vezes todos estão mais desatentos do que o usual.

Concluindo, utilize sempre seus freios com equilíbrio e segurança!


Postado em 28 de janeiro por gugamachado

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Transporte de bikes nos carros

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) publicou no Diário Oficial da União   já a algum tempo uma resolução que regulamenta o transporte das bikes em veículos. Quem deu a dica da notícia foi o José Inácio, lá no Twitter do @euvoudebike.

O transporte da bicicleta em veículos sempre foi uma área meio cinzenta no código de trânsito, sem uma definição específica. Agora, com a normatização do Contran, é possível saber exatamente qual é a regra para transportar sua bike em longas distâncias e na estrada.

A regulamentação publicada no Diário Oficial da União exalta as vantagens proporcionadas pelo uso da bicicleta. O texto diz:

“Considerando a conveniência de atualizar as normas que tratam do transporte de bicicletas nos veículos particulares.

Considerando as vantagens proporcionadas pelo uso da bicicleta ao meio ambiente, à mobilidade e à economia de combustível; resolve:
(…)
Art. 3º – A carga ou a bicicleta deverá estar acondicionada e afixada de modo que:
I- não coloque em perigo as pessoas nem cause danos a propriedades públicas ou privadas, e em especial, não se arraste pela via nem caia sobre esta;
II- não atrapalhe a visibilidade a frente do condutor nem comprometa a estabilidade ou condução do veículo;
III- não provoque ruído nem poeira;
IV- não oculte as luzes, incluídas as luzes de freio e os indicadores de direção e os dispositivos refletores; ressalvada, entretanto, a ocultação da lanterna de freio elevada (categoria S3);
V- não exceda a largura máxima do veículo;
VI- não ultrapasse as dimensões autorizadas para veículos estabelecidas na Resolução CONTRAN nº 210, de 13 de novembro de 2006, que estabelece os limites de pesos e dimensões para veículos que transitam por vias terrestres e dá outras providências, ou Resolução posterior que venha sucedê-la.
VII- todos os acessórios, tais como cabos, correntes, lonas, grades ou redes que sirvam para acondicionar, proteger e fixar a carga deverão estar devidamente ancorados e atender aos requisitos desta Resolução.
VIII- não se sobressaiam ou se projetem além do veículo pela frente.

(…)

Capítulo III
Regras aplicáveis ao transporte de bicicletas na parte externa dos veículos
Art. 8º A bicicleta poderá ser transportada na parte posterior externa ou sobre o teto, desde que fixada em dispositivo apropriado, móvel ou fixo, aplicado diretamente ao veículo ou acoplado ao gancho de reboque.
§ 1º O transporte de bicicletas na caçamba de caminhonetes deverá respeitar o disposto no Capítulo II desta Resolução.
§ 2º Na hipótese da bicicleta ser transportada sobre o teto não se aplica a altura especificada no parágrafo 2º do Artigo 5°.
Art. 9º O dispositivo para transporte de bicicletas para aplicação na parte externa dos veículos deverá ser fornecido com instruções precisas sobre:
I- Forma de instalação, permanente ou temporária, do dispositivo no veículo,
II- Modo de fixação da bicicleta ao dispositivo de transporte;
III- Quantidade máxima de bicicletas transportados, com segurança;
IV- Cuidados de segurança durante o transporte de forma a preservar a segurança do trânsito, do veículo, dos passageiros e de terceiros.

Leia mais sobre a normatização do transporte de bicicletas em veículos no Observatório Eco

Tendo como base a normatização acima, podemos concluir que o melhor modo de transportar sua bike sobre quatro rodas é por meio da canaleta instalada sobre o carro.

Outro modo muito usado pelos ciclistas –  o rack na traseira dos veículos, pode prejudicar a visão do motorista, obstruir a identificação da placa do carro e ainda exceder a largura do carro. Em breve publicaremos algumas dicas práticas sobre o assunto.

Você tem alguma dica para transportar a bike? Deixe sua opinião nos comentários!

Aliás acompanhe as atualizações sobre o tema em nossos comentários! Valeu leitores amigos! Informação é tudo!!!


Postado em 5 de março por gugamachado

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Cicloturismo 3 – Preparando a Bicicleta

Bom, nesta altura já temos nossa decisão tomada quanto a viagem, nosso roteiro escolhido, e agora falta prepararmos nossa bike, além de nos prepararmos também.

Começando pela preparação da bike, encontramos o primeiro grande paradoxo. Por mais modernas e sofisticadas que as bicicletas estejam hoje em dia, nossa preferência será por bicicletas as mais simples possíveis, e acima de tudo, bem confortáveis.

Porquê mais simples? Imagine o cenário: você com sua super bike “full suspension”, com freio a disco hidráulico, fazendo uma viagem pelo interiorzão do Brasil, e de repente, seu freio quebra, ou pior, seu quadro trinca. Já pensou o perrengue?

Partindo desta imagem mental, nossas bikes precisam ter componentes robustos, mais simples e de fácil substituição, ou até adaptação. Se você observar, a maioria das bicicletas de cicloturismo comercializadas possuem freios no tipo “cant-lever” ou “v-brake”, robustos e de fácil manutenção.

E os quadros costumam ser de aço, de cromo, ou de alguma liga fácil de ser reparada com uma simples solda. Ou seja, a idéia é que ganhemos o máximo de auto-suficiência mecânica possível, a ponto de um reparo poder ser feito por nós mesmos, ou até por um mecânico não especializado em bicicletas.

Falando em quadros, pedalar algumas horas numa bicicleta desadaptada ao nosso biotipo é uma coisa. Porém, viajar com ela é outra completamente diferente. Portanto, o ideal é que sua bike esteja revisada e ajustada para você. Veja mais dicas de como ajustar sua bicicleta aqui e aqui.

Além do quadro e ergonomia, alguns itens que devemos observar na bicicleta são:

 Com relação a transmissão, procure um grupo resistente, porém não muito sofisticado. Um exemplo seria a linha Altus ou Acera, da Shimano, que são grupos de gama inicial, porém bem resistentes. O número de marchas também não é fundamental e depende muito da altimetria do trajeto escolhido. Normalmente um grupo com 21 marchas bem escalonadas com uma boa relação leve (para subidas) e pesada (para decidas e grandes retas) funciona muito bem. Procure conversar bem com o seu lojista e evite os exageros.

– Falando do selim, procure um que seja o mais confortável possível. Porém, isto não quer dizer que tenhamos que utilizar aqueles selins iguais ao “sofá de casa”, pois um selim grande prejudica o movimento das nádegas na pedalada e incomoda muito a região interna da coxa, raspando o tempo todo. Ah, e o principal: nunca saia para uma viagem longa sem antes utilizar o selim em viagens mais curtas, seguindo as dicas que adaptação que já demos por aqui

– Utilize cubos e movimento central selados, pois estes  praticamente não requerem manutenção. Se suas viagens incluem lama, areia e água – e quase todas incluem – estes equipamentos são fundamentais para que você não fique na estrada…

– Quanto aos freios, eles tem que ser o mais simples possível, do tipo v-brake ou cant-lever, porém o mais eficaz possível, pois quanto menos força para acionar o manete você tiver na mão, mais importante será este investimento. Frear uma bicicleta carregada é bem diferente que frear ela vazia. E este equipamento costuma ser bem exigido, daí também a necessidade de fácil manutenção, no caso de algum defeito.

– Não é item necessário, porém se suas rodas e seu canote de selim forem equipados com sistema de blocagem rápida, sua vida será muito mais fácil. Este sistema não costuma custar caro, e facilita muito as operações de montagem e desmontagem da bicicleta para transportá-la em carros ou ônibus, algo muito comum no cicloturismo. Este sistema também facilita muito na hora de remendar os quase inevitáveis furos de pneus.

– Falando nisto, uma mala ou case para transporte da bicicleta é fundamental se você for realizar trechos da viagem de ônibus ou avião. Ela protege a bicicleta e diminui os problemas para embarque em ônibus e metro. É importante que seja leve, pois durante a viagem de bicicleta ela será praticamente um peso morto.

– Para o controle de sua viagem, um ciclocomputador é fundamental para medir distância total e parcial, além da velocidade, pois muitas vezes estes podem ser nossos indicadores de que estamos no caminho certo. Hoje em dia eles podem ser muito bem substituidos por GPS ou Smartphones, porém, estes últimos costumam exigir muita bateria, coisa complicada em um cicloturismo. Aqui é mais um caso onde a simplicidade deve falar mais alto que a modernidade.

– Vamos falar agora de uma questão fundamental quando fazemos um cicloturismo, que é o transporte de nossa carga, através de mochilas, alforges e bagageiros. As mochilas devem ser nossa última opção, pois elas permitem o transporte de uma quantidade muito limitada de bagagem, além de forçarem demais nossas costas. Se o espaço permitir, tenha a mão uma mochila de “ataque”, somente para levar bagagem para uma caminhada ou uma visita a algum sítio onde o deslocamento seja feito a pé.

– Os bagageiros da bike devem ser bem reforçados, evitando-se os de alumínio, e devendo ser instalados no quadro, porém mantendo a roda livre para facilitar a manutenção. A maioria dos quadros atuais prevêm a instalação de bagageiros, e possuem a furação para tal, na traseira da bicicleta. Porém, se for levar muita bagagem, pode-se optar pela instalação também de um bagageiro dianteiro, não muito comum, mas de muita utilidade, pois este contribui até na estabilidade da bike, sempre respeitando a proporção de mais peso na traseira, e menos peso na dianteira, algo como 2/3 para 1/3.

– Já os alforjes que vão ocupar estes bagageiros são um capítulo a parte. Eles possuem diversos tipos e modelos, e o ideal é que tenhamos referências com outros ciclistas, através de fóruns e “bate-papos”, pois neste caso a experiência prévia conta muito. Uma coisa fundamental é que o material seja bem resistente e o menos permeável possível. Algo do tipo “nylon cordura”, por exemplo. O ideal é que eles facilitem o acesso o máximo possível, com a abertura do tipo “boca”, em velcro reforçado para facilitar o manuseio.Os zíperes também são bem vindos. Procure adquirir um alforje não muito grande e desengonçado, nem muito pequeno, e de preferência com muitos bolsos. A fixação deste no bagageiro também deve ser muito facilitada, pois costumamos remover e colocar muito os alforjes em viagens, até por uma questão de segurança. Procure também protege-los com capas anti-chuva. A maioria dos alforjes costuma ter este acessório disponível.

Se for pegar algum trecho noturno, o ideal é ter um bom sistema de iluminação instalado na bicicleta, que consiste em uma ou duas lanternas (fortes) com luz branca na dianteira (se possível tenha ao menos uma removível, que pode ser utilizada como lanterna) e sinalizadores em vermelho na traseira. Opte também por ter o mesmo sistema no capacete.

No mais, se preocupe com os itens de segurança obrigatórios, tais como reflexivos nos pedais e nas rodas, espelho retrovisor e buzina (do tipo campainha). O apoio de pé (pezinho) não é item obrigatório, porém auxilia bastante nas paradas frequentes e costumeiras durante as viagens. Certifique-se de que ele é robusto o suficiente para aguentar o peso não só da sua bike, como também de sua bagagem. Atualmente é possível encontrar também modelos do tipo “cavalete”, melhores e mais estáveis que os tradicionais pezinhos.

Boas pedaladas


Postado em 13 de junho por gugamachado

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Como pedalar com a sua família!

Pedalar em família é uma grande diversão . Trata-se de um tempo precioso juntos , desfrutando de ar fresco e fazendo exercício .

E por isso as ciclofaixas de lazer são um sucesso de público, chegando a ter mais de 150.000 frequentadores por domingo, em São Paulo!

E o segredo para que esta atividade funcione bem é, literalmente, “pensar pequeno”.

Você deve limitar a distância a percorrer não em quilômetros, e sim em tempo, procurando realizar seu passeio entre uma ou duas horas, incluindo as paradas. Foque no proveito que seus filhos terão no passeio, e não somente no ato de pedalar, ou seja, pense nesta atividade como um passeio com seus filhos onde a bicicleta é uma das atividades, e não a única (e se você não conseguir pensar e agir assim, melhor pedalar sozinho!)

Planeje parar constantemente! Se houver uma pequena praça ou um parque com equipamentos infantis no seu caminho, isto pode revigorar e entreter muito as crianças pequenas. Um agradável café, uma lanchonete ou bar pode ser ideal para famílias mais adultas. Inclusive você pode até planejar um piquenique durante seu trajeto!

Normalmente as crianças menores precisam de mais paciência com elas do que de muito entretenimento. E como o objetivo é passear e se divertir, lembre-se que na bicicleta você pode parar quando quiser. Então pare assim que perceber cansaço nelas, e procure pedalar em velocidade baixa, destacando para as crianças algo interessante nas paisagens do trajeto.

Se os seus filhos aproveitarem o passeio, você também vai aproveitar. Então procure agradá-los! Muitas vezes as crianças estão muito mais interessadas no sorvete que elas vão tomar do que no cenário agradável. Um passeio prejudicado pelo mau tempo pode ser salvo por uma guloseima surpresa em alguma padaria.

Planeje sempre a sua rota! 

Você pode pesquisar e planejar a rota de seu passeio em websites, guias impressos e principalmente no seu smartphone. Se puder, tenha também a mão um mapa impresso em grande escala. Assim você pode não apenas traçar a sua rota com antecedência, como também usar o mapa para eventuais atalhos. E, se alguém estiver ficando cansado, o mapa ajuda você a mostrar a localização do grupo e dizer: “Olha, estamos quase lá. O almoço é logo depois desta rua”!. Você pode obter estes mapas junto ao órgão de turismo de sua cidade, ou mesmo imprimi-los a partir de websites.

Mesmo com um bom mapa em mãos, se possível, conferira a rota sozinho pedalando-a de antemão. Assim você saberá o que esperar com um nível de detalhe que nenhum mapa ou guia vai te proporcionar. Desta forma você saberá previamente onde fica o café mais agradável, o parque mais interessante para um piquenique ou mesmo o local mais apropriado para uma parada estratégica. E este conhecimento pode ser inestimável.

Se não houver ciclovias ou ciclofaixas de lazer reservadas em sua cidade, procure sempre pedalar por ruas sem trânsito, mesmo que elas tornem seu percurso mais longo. Estas ruas não só favorecem sua segurança, como também são bem menos barulhentas do que as grandes vias, favorecendo inclusive a comunicação entre o grupo.

Rotas “off-road” são ideais quando os seus filhos já pedalam suas próprias bicicletas. Estes caminhos podem estar até mesmo dentro de parques de sua cidade, tornando o passeio bem rico e variado. Só evite as grandes subidas e descidas, que podem acarretar cansaço ou mesmo acidentes.

Seja qual for o caminho que você escolher, não superestime o quão rápido ou quão longe sua família pode pedalar. Calcule uma velocidade média de 8 a 13 km/h, e inclua as paradas em seu cálculo. De posse destas informações, você pode estimar sua rota em termos de distância, lembrando também de prestar atenção na altimetria (relevo: subidas e descidas) do trajeto. Lembre-se de sempre nivelar “para baixo” suas expectativas, para evitar problemas de cansaço e perda de interesse do grupo.

Preparação pré- viagem

“Vamos parar? Meu bumbum está doendo!” Você com certeza não quer ouvir isso. Portanto, inicialmente verifique se todos estão com as vestimentas adequadas, se possível com roupas técnicas de ciclismo, principalmente aquelas famigeradas bermudas de lycra com “almofada” entre as pernas, que ajudam em muito a diminuir o desconforto no bumbum. Verifique também a posição do ciclista sobre a bicicleta com relação ao guidão, pedias e selim. Veja aqui  mais informações sobre o assunto.

Certifique-se de que todas as bicicletas estão em bom estado de funcionamento, verificando-as pelo menos na noite anterior – ou mais cedo, para evitar surpresas desagradáveis. Verifique se os pneus estão inflados corretamente, se todos os parafusos das partes móveis (rodas, guidão, pedais e demais partes) estão bem apertados, e se os freios e as engrenagens funcionam bem. Se você deixar para fazer este “check list” antes de sair, as crianças certamente se cansarão e podem se rebelar, estragando assim o passeio.

Lembre-se também dos equipamentos de segurança individual, tais como capacete, óculos de proteção e luvas. E no caso de transporte de crianças em sua própria bicicleta através de “cadeirinhas” apropriadas, verifique se a mesma está bem presa e ajustada a altura e peso de seu filho.

Como ciclista mais forte e experiente, você deve carregar toda bagagem – desde as jaquetas e demais itens de vestuário, até o kit de ferramentas e itens do piquenique. Distribua bem sua bagagem, e se possível, tenha cestos ou alforges de fácil acesso instalado em sua bicicleta, evitando mochilas. Assim quem transporta a carga é a bicicleta, e não você.

Não saia de casa sem:

– Abundância de bebidas! Água em garrafas de bicicleta é sempre  melhor, pois além de matar a sede, ela também pode ser usada para lavar as mãos ou a arrefecer o rosto.

– Barras de cereais , frutas, biscoitos, e guloseimas sem muita gordura e de fácil digestão. Sanduíches de peito de peru e queijo divididos em pequenos pedaços são altamente recomendáveis!

– Camadas extras de roupas! Jaquetas do tipo “corta vento”, casacos impermeáveis, e calças são bem aceitáveis, pois as vezes as condições climáticas mudam de repente e podem nos pegar literalmente de “calças curtas”!

– Roupas sobressalentes sempre, principalmente para as crianças!

– Kit de ferramentas para manutenções rápidas, bomba de pneus, kit de reparos de furos e câmara de ar reserva. O ideal são aqueles “canivetes” próprios para bike.

– Kit de “primeiros socorros”. Band-Aids, creme anti-séptico, analgésicos, bronzeadores com alto fator de protetor solar, lenços umedecidos e demais medicações de uso constante.

– Telefone celular e, principalmente,

– Distrações para as crianças, por exemplo bola de tênis, e bonequinhos do tipo “action figure”.

E, acima de tudo, leve seu espírito esportivo e todo seu clima de diversão!


Postado em 10 de março por gugamachado

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O poder das mulheres nas duas rodas

Há muito tempo estamos acompanhando o crescimento das mulheres no universo da bicicleta. Seja em eventos esportivos, seja nas ruas da cidade, as mulheres estão ganhando um espaço cada vez maior, a ponto da maioria dos fabricantes criarem produtos exclusivos e desenvolvidos especialmente para atender a este emergente e exigente mercado.

E com isto surgem os primeiros grupos especializados nesta crescente demanda, tais como o grupo das Pedalinas, do Saia na Noite e muitos outros espalhados pelo Brasil!

Nas últimas semanas fomos conhecer um pouco do projeto Ciclofemini, liderado pela Cláudia Franco, com quem batemos um papo.

Acompanhe esta conversa e veja que caso legal!

De onde surgiu a ideia de dar aulas de ciclismo para mulheres?

CF: A ideia surgiu da minha própria necessidade. Quando comecei a pedalar não encontrei nenhuma escola, nenhum profissional que pudesse me ensinar. Acabei aprendendo a pedalar sozinha aos 48 anos de idade. O método de ensino do Ciclofemini tem como base o meu auto-aprendizado, por isto há detalhes que fazem o diferencial do método, sei onde estão os pontos críticos de mais insegurança ou medo.

Como vocês perceberam que havia uma demanda nesse sentido?

CF: Na realidade a demanda aconteceu espontaneamente. No início, apostei nos cursos de mountain biking, cicloturismo, ciclismo urbano. Porém o curso para iniciantes despontou-se, pois não é somente para quem não saber pedalar, é para quem não tem habilidade, destreza ou conhecimento técnico. Pessoas que pedalam desde criança, que pedalam há muito tempo fazem o curso conosco para aperfeiçoar postura, conhecer novas técnicas e principalmente pedalar com segurança.

A mulher que quer pedalar precisa ter algum preparo especial?

CF: A princípio não. É importante ressaltar que o Ciclofemini iniciou focado em  mulheres, mas hoje atendemos todos os públicos, homens, mulheres, jovens, crianças de todas as idades. Não demandamos nenhum preparo ou conhecimento prévio. Auxiliamos os alunos na conscientização corporal, nutrição, preparo físico e mental, pois além da equipe que atua diretamente com os alunos ser formada por atletas e profissionais da área de educação esportiva, somos assessorados por profissionais da saúde. Além das aulas de bike, os alunos recebem um conjunto de exercícios para realizarem fora das aulas regulares.

Para alguém que nunca pedalou na vida adulta, quanto tempo em média é necessário de treinamento para sair pedalando?

CF: Varia muito de pessoa para pessoa. O que mais dificulta é o medo, ansiedade, timidez e a pressa em aprender. Se a pessoa encara como um diversão, como algo prazeroso e deixar o processo acontecer o aprendizado é mais rápido.

Que tipo de bicicleta e acessórios são mais adequados para as mulheres que querem começar a pedalar?

CF: Sempre instruo o aluno a definir o propósito do pedal, ou seja, depois de aprender a pedalar e já pedalando bem, como será o futuro? Volta no parque, trilhas, cicloviagem, ciclismo urbano ou de estrada?  Um vez definindo o propósito, recomendo sempre comprar a bicicleta no tamanho adequado a sua estatura. Recomendo que façam o ajuste da bicicleta, o bike fit, assim como a comprarem bicicleta com componentes de boa qualidade. No caso específico de mulheres, sugiro que busquem por bicicletas femininas, cujo quadro tem uma geometria específica. Ressalto que as bicicletas de boa qualidade nunca serão baratinhas. Comprar uma bicicleta baratinha só porque está no início é um equívoco, pois a bicicleta não vai corresponder, pode ser pesada demais e a pessoa pode vir a desistir de pedalar.

Que dica e incentivo você pode dar para alguém que nunca pedalou e quer começar?

CF: A primeira coisa é encarar a aula de bicicleta da mesma forma que encararia uma aula de natação, uma aula de tênis ou de qualquer outra atividade física. Com orgulho e não com vergonha. É mito achar que todo mundo sabe pedalar, que somente mulher não pedala e que criança aprende mais rápido que adulto. Muitos homens aprenderam a pedalar conosco. Adultos até o momento aprenderam mais rapidamente que as crianças, alguns deles aprenderam em apenas 30 minutos de aula. Dizer que todo mundo aprende a pedalar quando criança é mito. Além disto a bicicleta é uma das melhores opções para manter a forma e o condicionamento físico. Não tem contraindicação, ou são muito raras. Não oferece impacto nas articulações, mulheres gestantes podem pedalar, excelente para desenvolver o equilíbrio e também a congnição. Há diversas opções de lugares, passeios e viagens. Não tem limite de idade. Não depende de nada e de ninguém, apenas você e a bicicleta. A atividade física com a bicicleta é democrática, saudável e corretamente ecológica.

Quais são os objetivos para o futuro da Ciclofemini?

CF: Este ano foi de construção. Apresentar para o mercado a seriedade com a qual desenvolvemos o nosso trabalho e construir uma base sólida com relação aos serviços que prestamos. O futuro é consolidar o Ciclofemini como uma escola completa de ciclismo, seja de estrada, urbano ou montanha. Quando digo completa é levar ao nosso aluno tudo o que há de mais atual, seja em termos de equipamentos, recursos para as aulas, orientação para o desenvolvimento físico e mental e claro que com relação as técnicas do pedalar corretamente.

Obrigado Cláudia Franco por dividir sua experiência conosco, e que suas palavras sirvam de estímulo para que mais e mais pessoas possam conhecer e se aventurar no universo das bicicletas!

 >> Saiba mais sobre a Ciclofemini

Postado em 25 de julho por gugamachado

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Conheça as estampas descoladas da Style Urban Mobility!

Dias atrás conhecemos o Vanderlei Torroni, da Style Urban Mobility . Acompanhe nosso bate papo!

– Há quanto tempo a Style Urban Mobility foi lançada?

A ideia surgiu há pelo menos dois anos e veio de uma necessidade própria e a pedido de amigos.

– Como surgiu a idéia da Style Urban Mobility? 

Foi devido ao grande entusiasmo pela bicicleta, à necessidade de estampas inteligentes e com personalidade própria. Em 2009, quando estudava “ilustração” todos os meus trabalhos nos cursos eram voltados à bicicleta.

– Qual o principal objetivo da Style Urban Mobility?

Difundir e disseminar única e exclusivamente a bicicleta como modal de transporte e estilo de vida sustentável, saudável e principalmente feliz. As imagens ilustram o entusiasmo deste estilo de vida inteligente, além de transmitir uma mensagem.

– Na opinião de vocês, qual o público que tem adotado a bicicleta como meio de transporte?

Acredito que são as pessoas que perceberam que existe muito mais vantagens do que desvantagens em utilizar a bicicleta no dia a dia, mesmo sem as condições mínimas de utilização. Hoje, as pessoas que pedalam são verdadeiramente desbravadoras urbanas em uma selva de pedra voltada única e exclusivamente para o automóvel.

– Falando mais especificamente, como deve ser a roupa ideal para se pedalar?

Primeiramente confortável para o ciclista, independente de tipo de tecido e modelo, no caso de longas viagens ter uma boa ventilação e fácil secagem. As tecnologias vêm mudando muito e hoje temos matérias primas em fibras naturais e sintéticas.

– O que falta nas grandes cidades brasileiras para terem mais adeptos da bicicleta como meio de transporte?

Incentivo dos governantes e do setor privado, isto com leis mais especificas, onde aconteçam grandes mudanças no conceito bicicleta em nossa sociedade, investimento em vias que proporcionem o compartilhamento, a segregação e a interatividade da bicicleta com modais de transporte publico. Começa por ai.

– Finalizando, quais são suas dicas para aqueles que adotaram a bicicleta como estilo de vida?

As mais simples possíveis. Que se tenha consciência de que estamos expostos nas vias, não abusem, agradeçam a todo gesto por parte de motoristas, seja quando ele aguarde você passar, cruzar, mudar de faixa, convergir. Estes gestos estimulam o motorista a prática constante. Respeite a sinalização, pois o pedestre é prioridade e a parte mais frágil no sistema e não saia sem os equipamentos básicos.

Nós precisamos de um choque de gestão publica quanto a uma mudança radical em nossas cidades, pois elas são feitas unica e exclusivamente para beneficiar os automóveis e não para as pessoas. “As cidades deveriam ser para as pessoas”. 

Nós aqui do EVDB também pensamos assim, e estamos trabalhando para isto!

Valeu, Vanderlei, por sua participação e parabéns pelo seu trabalho!


Postado em 11 de abril por gugamachado

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Já pensou em ter um rastreador na sua bicicleta?

Falar isto um tempo atrás poderia até soar como piada. Porém com o alto custo das bikes atuais, elas infelizmente também se tornaram objeto de desejo entre os criminosos.

Mas a idéia por trás do “BikeSpike” não é bem esta. O objetivo principal deste rastreador é fornecer um aviso/relatório imediato a algum de seus contatos em caso de queda.

Atualmente, muitos de nós já estamos acostumados a medir nossos pedais e ter nossas localizações através de GPS, normalmente embarcados em nossos smartphones. Mas nestes casos, é necessário que estejamos na bike. Com este gadget, instalado na própria bike, a função de localização ocorre sem a necessidade da nossa presença. E para quem está habituado com aparelhos eletrônicos, sabe que nada melhor do que um aparelho dedicado para realizar determinada função. No meu caso, não troco o meu GPS Garmin Etrex por nenhum Smartphone. Tanto pela confiabilidade dos dados mesurados (em breve traremos um post falando sobre isto) quanto pela durabilidade da bateria.

O aparelho, que pode ser emparelhado com um Smartphone Android ou iOS  para permitir o monitoramento em tempo real de uma bicicleta, está sendo desenvolvido por Clay Neigher e Fienup Bill através de um projeto Kickstarter.

 

O dispositivo é anunciado pelos desenvolvedores como tendo um dos menores chipsets de GPS do mundo, uma antena embutida e um acelerômetro a bordo, juntamente com uma conexão a uma rede global de celulares. A idéia aqui é que os usuários possam identificar a localização exata da bicicleta via conexão web ou smartphone. Isso pode permitir que uma bicicleta seja digitalmente “bloqueada”, onde o usuário pode receber uma notificação se a bike está em movimento, se sofreu uma queda, ou se foi danificada e abandonada.
Os criadores acreditam que o BikeSpike possa ser integrado em um porta-caramanholas, ficando como uma espécie de “caramanhola personalizada”, assim, escondendo o fato de que a bicicleta tem  o rastreador instalado. Isto poderia fornecer a polícia ou a aplicação da lei aos outros com uma ferramenta para ajudar a recuperar uma bicicleta roubada.

Os designers ainda afirmam que que ele poderia ser utilizado para que os pais pudessem acompanhar os passeios dos ciclistas mais jovens, para o gerenciamento de uma frota de aluguel de bicicletas e até mesmo para programas de compartilhamento de comunidade.

“O sistema de detecção de colisão pode alertar aos principais membros da sua lista de contatos e compartilhar a localização de um acidente”, disse Neighber.

Além disso, o BikeSpike poderia ser usado da maneira como muitos ciclistas usam o GPS – para coletar e compartilhar dados de viagem.
“A API aberta permite aos desenvolvedores criar jogos e aplicativos de fitness que você pode baixar e usar com o dispositivo ou utilizar os dados criados a partir do BikeSpike de integração com os aplicativos existentes que já utilizamos”, acrescenta Neigher.

Ele está esperançoso de que o projeto Kickstarter vai permitir que este dispositivo tão útil saia do conceito e se torne realidade.

E você, instalaria um na sua bicicleta?

(via Gizmodo)

 


Postado em 9 de dezembro por Eu Vou de Bike

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Ciclofaixa natalina funciona de madrugada em SP

O Natal está chegando e, com ele, os congestionamentos noturnos em São Paulo também começam a ser registrados. Nos últimos anos, com a decoração natalina na Avenida Paulista e a árvore de Natal do Ibirapuera, o trânsito nessas regiões fica muito carregado nesta época do ano, bem acima do normal.

Para evitar que tantos carros saiam as ruas nos próximos fins de semana, a Prefeitura de São Paulo anunciou que a ciclofaixa de lazer da avenida Paulista irá funcionar na madrugada dos “sábados de Natal”, dias 15 e 22 de dezembro.

Segundo a Folha de S. Paulo, a ciclofaixa vai funcionar a partir das 22h de sábado e ficará ativa até o domingo, quando normalmente ocorre a implementação das ciclofaixas na cidade. A medida só será adotada no trecho que vai da avenida Paulista ao parque Ibirapuera –24 km no total, nos dois sentidos, passando pela rua Vergueiro, av. Domingos de Morais, Jabaquara, Indianópolis e República do Líbano, até o portão 8 do parque.

Segundo a prefeitura, o objetivo é incentivar a bicicleta como meio de transporte dos que forem visitar as atrações.

O Eu Vou de Bike saúda a iniciativa de implementar uma ciclofaixa durante a madrugada, o que pode dar uma boa opção para quem quer visitar as decorações natalinas da cidade sem precisar ficar preso no carro.

Mas fazemos uma ressalva e um alerta para que todos os ciclistas tomem muito cuidado pedalando durante a madrugada para chegar até a ciclofaixa. Use sempre muita iluminação na bicicleta e redobre a atenção para buracos, pedestres e outros obstáculos!


Postado em 23 de abril por Eu Vou de Bike

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De salto sobre duas rodas

Nós já demos algumas dicas de leituras para quem curte bicicleta por aqui, mas geralmente o assunto era relacionado a cicloviagens ou competição. Hoje, o tópico é mulheres no pedal e ‘cycle chic‘!

O livro ‘Heels on Wheels’ (‘Saltos Sobre Rodas’, em tradução livre), escrito pela inglesa Katie Dailey, pode ser uma ótima leitura para as mulheres que estão começando a pedalar ou pensando em adotar a bicicleta como meio de transporte.

Com belas ilustrações e uma linguagem super leve (até para quem não manja muito de inglês), ‘Heels on Wheels’ traz as dicas básicas de ciclismo – segurança, equipamentos, postura, comportamento no trânsito -, mas também traz temas voltados para as necessidades para mulheres, como maneiras de evitar que o cabelo fique amassado pelo capacete, dicas para pedalar de saia e sugestões de acessórios para dar um toque mais feminino à bicicleta.

E não se deixe enganar pelos desenhos fofinhos de mulheres pedalando que povoam boa parte das páginas do livro. O trabalho de Katie Dailey é super sério e todos os temas são abordados com profundidade, mas com muito bom humor.

O livro pode ser encomendado na Amazon.com por US$ 10!

E se todo esse tema de mulheres no pedal te interessa e você quer uma leitura mais séria, recomendamos bastante o livro “Wheels of Change: How Women Rode the Bicycle to Freedom”, da National Geographic, que conta a história fascinante de como as duas rodas ajudaram na emancipação das mulheres na América do Norte no final do século 19 e redefiniu radicalmente as convenções normativas da feminilidade. De acordo com Susan B. Anthony, líder feminista citada no livro, a “bicicleta fez mais para a emancipação feminina do que qualquer outra coias no mundo”.

Vimos a dica no TreeHuger e a foto é © do livro Heels on Wheels.



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